segunda-feira, 25 de maio de 2026

DIA INTERNACIONAL DA TIREOIDE (25): Especialista explica os impactos das disfunções hormonais nas mulheres

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Condição de saúde silenciosa, alterações na tireoide exigem atenção e acompanhamento médico
 


Celebrado nesta segunda-feira (25), o Dia Internacional da Tireoide chama a atenção para o papel essencial dessa pequena glândula no funcionamento do organismo, especialmente na saúde da mulher em diferentes fases. Responsável pela produção de hormônios que regulam o metabolismo, o humor, a fertilidade e o desempenho de diversos órgãos, a tireoide interfere diretamente no equilíbrio físico e emocional feminino, da maternidade à menopausa. 

“Cuidar da saúde hormonal é cuidar da qualidade de vida. A atenção à tireoide é um passo essencial para garantir mais saúde, energia e bem-estar ao longo de toda a vida da mulher”, afirma a endocrinologista Hanna Andrade, preceptora da Clínica Integrada de Saúde (CIS) da Universidade Salvador (UNIFACS), vinculada ao curso de Medicina, integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil. 

Neste Mês das Mães, o tema ganha ainda mais relevância ao destacar a influência dos hormônios tireoidianos na gestação e no desenvolvimento do bebê. Alterações como hipotireoidismo e hipertireoidismo, quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, podem trazer riscos tanto para a gestante quanto para o feto, incluindo complicações na gravidez, parto prematuro e prejuízos ao desenvolvimento neurológico da criança. 

Segundo a especialista, o acompanhamento médico é fundamental desde o planejamento da gravidez. “Os hormônios da tireoide são essenciais para o desenvolvimento saudável do bebê, principalmente no primeiro trimestre, quando ele ainda depende totalmente da mãe. Por isso, o diagnóstico precoce e o controle adequado fazem toda a diferença”, explica Hanna Andrade.
 

Desafios da menopausa

Além da gestação, outro período que exige atenção é a menopausa, fase marcada por intensas mudanças hormonais que podem se confundir com sintomas de disfunções da tireoide. Cansaço excessivo, alterações de peso, queda de cabelo, ansiedade e distúrbios do sono estão entre os sinais tanto da menopausa quanto das doenças tireoidianas, o que pode dificultar o diagnóstico correto. 

“O grande desafio é não normalizar sintomas que podem estar relacionados à tireoide. Muitas mulheres associam tudo à menopausa e acabam deixando de investigar alterações hormonais importantes, que têm tratamento e podem melhorar significativamente a qualidade de vida”, alerta a endocrinologista. 

Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia indicam que as doenças da tireoide são mais frequentes em mulheres, especialmente após os 35 anos, e tendem a se tornar mais comuns com o envelhecimento. Por isso, a realização de exames periódicos e a atenção aos sinais do corpo são fundamentais para o diagnóstico precoce. 

“Na maioria dos casos, o tratamento das disfunções tireoidianas é simples e eficaz, podendo incluir reposição hormonal ou medicamentos específicos. Com acompanhamento adequado, é possível manter o equilíbrio emocional e o bem-estar ao longo dos anos”, frisa a educadora da UNIFACS/Inspirali, Hanna Andrade.

 

Universidade Salvador - UNIFACS)
www.unifacs.br


Inspirali


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