• Foscarbidopa e foslevodopa é a primeira e única terapia aprovada pela ANVISA baseada em infusão subcutânea contínua de levodopa por 24 horas para o tratamento da Doença de Parkinson avançada
• Foscarbidopa e foslevodopa oferece uma alternativa não cirúrgica para pacientes que não respondem adequadamente à terapia oral e que não são candidatos à Estimulação Cerebral Profunda (DBS)1
• Após cerca de 15 anos sem inovação para o tratamento da doença de
Parkinson, a nova medicação oferece melhor e mais duradouro controle dos
sintomas, com menos movimentos involuntários, em comparação ao uso da levodopa
oral tradicional.
A AbbVie anuncia
que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) concedeu aprovação
regulatória para foscarbidopa e foslevodopa no Brasil, um tratamento indicado
para pacientes adultos com Doença de Parkinson avançada. Trata-se da primeira
terapia avançada aprovada para a Doença de Parkinson no Brasil em 15 anos e da
única opção baseada em levodopa administrada por infusão subcutânea contínua de
24 horas indicada para o manejo das flutuações motoras associadas à progressão
da doença.
A foscarbidopa e
foslevodopa oferece uma alternativa não cirúrgica para pacientes que não
respondem adequadamente à terapia oral e que não são candidatos à estimulação
cerebral profunda. Até 60% dos pacientes chegam a ter contraindicações para a
cirurgia, como a presença de comorbidades como demência, alteração grave de
marcha ou instabilidade postural1. Ainda, 45% dos pacientes recusam
a fazer a cirurgia por considerar uma alternativa muito invasiva2.
Além disso, mesmo após a cirurgia, mais de 85% dos pacientes ainda necessitam
de levodopa3. Com a progressão da doença, a resposta à levodopa oral
torna-se irregular, levando aos conhecidos períodos “on”, quando os sintomas
estão controlados, e “off”, quando os sintomas retornam de forma intensa.
Estima-se que entre 30% e 50% dos pacientes apresentem discinesia após cinco
anos de tratamento com levodopa, número que pode chegar a até 90% após dez anos
de uso contínuo4.
“Na fase avançada
da doença, a infusão contínua se apresenta como uma alternativa essencial para
pacientes que já não respondem às terapias orais ou não são candidatos à
cirurgia de estimulação cerebral profunda”, afirma Rubens Cury, do Hospital das
Clínicas da FMUSP.
A doença é a
segunda condição neurodegenerativa mais comum no mundo, afetando mais de 10
milhões de pessoas7, sendo cerca de 220 mil no Brasil8,
com aproximadamente 36 mil novos casos por ano8. Vale ressaltar que
esses números provavelmente são subestimados, uma vez que a doença não é de
notificação compulsória. No Brasil, a Doença de Parkinson também gera um
impacto socioeconômico relevante. Estima-se que até 40% dos pacientes sejam
diagnosticados ainda em idade produtiva, o que pode levar à aposentadoria precoce5,6,7.
Nos estágios avançados, os custos do tratamento podem ser até 25 vezes maiores,
além do aumento das hospitalizações e da dependência de cuidadores6.
Progressiva, a
condição decorre da perda de neurônios produtores de dopamina e provoca sintomas
que vão muito além do conhecido tremor, passando por questões motoras e não
motoras que comprometem significativamente a qualidade de vida não só do
paciente, mas normalmente do(a) cuidador(a) envolvido(a).6
“Durante anos,
pacientes com Parkinson avançado tiveram poucas alternativas quando os
medicamentos orais deixavam de ser eficazes, o que aumentava a dependência de
cuidadores, as internações e os custos assistenciais. A aprovação da
foscarbidopa e foslevodopa muda esse cenário ao permitir a infusão contínua da
levodopa, com maior controle dos sintomas e previsibilidade clínica. Trata-se
de um avanço que contribui para reduzir a progressão das incapacidades,
otimizar o cuidado e gerar impacto positivo também do ponto de vista
socioeconômico”, afirma Delson José da Silva, presidente da Academia Brasileira
de Neurologia.
“A indústria
farmacêutica desempenha um papel essencial no avanço da ciência, no
desenvolvimento de terapias inovadoras e na colaboração contínua com
autoridades regulatórias para ampliar o acesso a tratamentos transformadores.
Essa aprovação marca um avanço relevante para o cuidado da Doença de Parkinson
no Brasil, ao introduzir uma nova abordagem terapêutica que contribui para
maior estabilidade dos sintomas e reforça o propósito da AbbVie de levar
inovação às pessoas que convivem com doenças complexas”, afirma Fernando Mos,
diretor médico da AbbVie Brasil.
Estudo clínico
A aprovação da
foscarbidopa e foslevodopa pela ANVISA foi baseada nos resultados de um estudo
pivotal de Fase 3, randomizado, duplo-cego e controlado, que avaliou a eficácia
e a segurança da infusão subcutânea contínua em comparação à carbidopa/levodopa9
oral de liberação imediata. O estudo incluiu aproximadamente 130 pacientes com
Doença de Parkinson avançada, acompanhados por 12 semanas9.
Os resultados
demonstraram superioridade da terapia contínua na redução das flutuações
motoras, com aumento significativo do tempo “on” sem discinesia problemática e
diminuição do tempo “off” em relação ao tratamento oral padrão9. O
benefício clínico foi observado já na primeira semana de tratamento e mantido
ao longo de todo o período avaliado.
O desfecho
primário do estudo foi o aumento do tempo “on” sem discinesia problemática,
medido por meio de diário domiciliar padronizado. Os pacientes tratados com
foscarbidopa e foslevodopa apresentaram um ganho médio de 2,72 horas de tempo
“on”, comparado a 0,97 hora no grupo controle9.
A aprovação também
foi sustentada por um estudo de extensão aberto de 52 semanas9, que
confirmou a eficácia e a segurança da terapia no longo prazo. Em relação ao
perfil de segurança, a maioria das reações adversas foi de intensidade leve a
moderada. Os eventos mais frequentemente observados, com incidência superior ao
grupo controle, incluíram reações no local da infusão, discinesia e alucinações.
Sobre
foscarbidopa e foslevodopa
A combinação de
foscarbidopa e foslevodopa foi desenvolvida para administração por infusão
subcutânea contínua ao longo de 24 horas, permitindo níveis mais estáveis de
levodopa no organismo, o que contribui para a redução das flutuações motoras e
para um melhor controle dos sintomas em pacientes com Doença de Parkinson
avançada. O medicamento já foi aprovado em mais de 35 países, incluindo Reino
Unido, Estados Unidos e Japão, e mais de 4.200 pacientes em todo o mundo já
iniciaram tratamento com a terapia.
Sobre
AbbVie em Neurociência
Na
AbbVie, nosso compromisso com a preservação da personalidade para aqueles que
vivem com distúrbios neurológicos é inabalável. Cada desafio nesta área nos
impulsiona a descobrir e entregar soluções para pacientes, cuidadores, médicos
e profissionais de saúde. O portfólio de neurociência da AbbVie consiste em
terapias inovadoras aprovadas e um robusto pipeline em fase de pesquisa
com foco em distúrbios neurológicos, incluindo espasticidade pós-AVC, distonia
cervical, enxaqueca crônica, doença de Parkinson. Temos um forte investimento
nesta área, voltados a ajudar a entender melhor a fisiopatologia dos distúrbios
neurológicos, identificando alvos para possíveis terapias modificadoras de
doenças destinadas a fazer a diferença na vida das pessoas. Para mais
informações, visite Link.
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www.abbvie.com.br
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Referências
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