quarta-feira, 8 de abril de 2026

Abril Tulipa Vermelha: conheça sete adaptações domésticas para idosos com Parkinson

No mês que visa conscientizar a condição, especialista elabora algumas dicas para facilitar a movimentação dentro de casa

 

Neste mês, a campanha “Abril Tulipa Vermelha” tem como objetivo trazer a conscientização do Parkinson à tona, assim como seus sintomas e alterações no estilo de vida de quem convive com a condição. Além disso, o movimento também alerta para o foco direcionado aos idosos que desenvolveram o quadro, principalmente quando as quedas se tornam um desafio a mais para o grupo. 

De acordo com a enfermeira Rosemary Telles, da unidade da Cuidare Brasil em Alphaville (BA), a doença pode ser um agravante para que tropeços aconteçam no dia a dia para pessoas da terceira idade. Ela ainda chama a atenção para os cuidados domésticos, muito por conta da falta de assistência que pode ocorrer aos idosos após um acidente dentro de casa. 

“A doença pode comprometer o equilíbrio, a coordenação e a mobilidade, fatores que aumentam o risco de tropeços e quedas nessa idade. Muitas vezes, esses acidentes acontecem durante atividades simples do cotidiano, como caminhar pela casa ou levantar de um móvel. Um ambiente doméstico mais adaptado, nesse sentido, pode promover mais segurança e conforto para o idoso”, explica. 

A especialista elaborou sete adaptações que podem ser feitas para tornar as tarefas do dia a dia mais seguras. Confira: 

“Corredores de circulação” bem definidos – Em vez de apenas retirar obstáculos, organize os móveis para formar caminhos claros dentro da casa. É o que ajuda na orientação espacial e pode reduzir episódios de bloqueio da marcha. 

Referências visuais no chão – Marcas discretas no piso (fitas ou linhas) podem ajudar o idoso a retomar o movimento quando ocorre o chamado “travamento” ao caminhar. 

Lembretes sonoros – Auxiliam na rotina de medicamentos, hidratação ou pausas para descanso, principalmente com a lentidão causada pelos movimentos. 

Trocar embalagens difíceis de abrir – Frascos com tampa de rosca ou recipientes pequenos podem ser um desafio para quem tem rigidez ou tremores. Substituir por embalagens com abertura fácil pode contribuir no cotidiano. 

Altura de objetos – Alguns itens, como utensílios de cozinha, roupas e produtos de higiene devem ficar entre a altura da cintura e dos ombros, evitando movimentos de abaixar ou esticar demais o corpo. 

Facilitar o levantar da cama – Colocar uma pequena barra lateral, um apoio fixo na parede ou até uma corda resistente presa na cabeceira pode ajudar o idoso a se apoiar para levantar. 

Contrastes de cores – Degraus, bordas de móveis ou interruptores podem ganhar cores contrastantes para facilitar a identificação visual e evitar acidentes. 

Telles também pontua que as adaptações ainda ajudam a manter a autonomia e a independência do idoso. “Quando o ambiente doméstico é adaptado às necessidades do idoso, ele passa a ter mais segurança para realizar tarefas do cotidiano sem depender constantemente de ajuda. Mesmo que simples, as mudanças ajudam a preservar e a estimular a confiança para manter uma rotina ativa”, diz ela. 

Apesar da capacidade de autocontrole gerada, a especialista atenta para a vigilância constante com o idoso. “Apesar da autonomia, ele precisa ter pessoas o acompanhando em todas as tarefas, porque acidentes acontecem muito rápido e em momentos inesperados. É interessante ter a presença de um auxiliar inicialmente, mas um cuidado profissional é sempre bem-vindo. Prevenir é a melhor solução”, relata.


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