Tumor está associado a hábitos de vida como sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool e carnes processadas
Um exame rápido,
barato e não invasivo pode ser decisivo na luta contra o câncer colorretal,
terceiro tipo de tumor mais comum no Brasil. Trata-se da pesquisa de sangue
oculto nas fezes, capaz de identificar pequenas quantidades de sangue
invisíveis a olho nu — um sinal precoce de pólipos ou tumores no intestino.
Especialistas
destacam que o exame é especialmente útil em programas de rastreamento
populacional, por sua facilidade de realização e boa capacidade de indicar quem
precisa de investigação mais detalhada, geralmente realizada por meio da
colonoscopia.O exame de sangue oculto é recomendado principalmente para pessoas
a partir dos 45 anos, ou antes em grupos de maior risco, e também pode ser
solicitado em casos de anemia sem causa aparente, sangramentos digestivos
discretos ou acompanhamento de pacientes com predisposição a doenças
intestinais.
Apesar de não
fornecer diagnóstico definitivo, o exame pode apontar condições como pólipos,
câncer colorretal, doenças inflamatórias, hemorroidas ou úlceras. “É importante
que seja realizado com preparo adequado, seguindo as orientações do
laboratório, pois alguns alimentos ou medicamentos podem interferir no
resultado. Por isso, quando o exame vem positivo, o mais importante é realizar
a investigação adequada para identificar a causa”, explica o médico de família
e comunidade Leonardo Demambre Abreu, da Amparo Saúde.
Sintomas de
alerta
• Alterações
persistentes no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre).
• Presença de
sangue nas fezes.
• Dor abdominal,
cólicas ou sensação de estufamento.
• Fezes muito
finas.
• Perda de peso
sem causa aparente e anemia.
Fatores de
risco e prevenção
O câncer
colorretal está associado a hábitos de vida como sedentarismo, obesidade,
tabagismo e consumo excessivo de álcool e carnes processadas. A prevenção passa
por dieta rica em fibras, prática regular de atividade física e exames de
rastreamento. Detectar pólipos em fase inicial permite removê-los antes que
evoluam para tumores malignos.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra mais de 45 mil novos casos anuais de câncer colorretal entre 2023 e 2025. A boa notícia é que, quando diagnosticado precocemente, o tratamento — que pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia — apresenta altas chances de cura.
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