Especialista da Hapvida +Odonto alerta para efeitos das mudanças hormonais, frequentemente ignorados, que podem acarretar cáries, doenças periodontais e outros problemas
Embora muitas vezes seja deixada de lado quando se trata da menopausa, a saúde bucal da mulher pode ser significativamente afetada pela flutuação hormonal desse período. Fatores como a diminuição da produção de saliva, a perda de massa óssea e alterações cardiovasculares deixam a mulher mais propensa a cáries e doenças periodontais (que afetam gengiva, osso e ligamentos), entre outros problemas.
O tema, apesar de ainda pouco debatido, ganha relevância com o Dia Mundial da Saúde Bucal, celebrado em 20 de março.
O cirurgião dentista Wesley Lopes, da Hapvida +Odonto, ressalta que a menopausa não afeta todas as mulheres da mesma forma, mas destaca que há uma prevalência significativa de alterações bucais nessa fase.
“Durante a menopausa, alterações no fluxo e na composição da saliva são frequentemente observadas, resultado da queda dos níveis hormonais, especialmente do estrogênio. A redução da quantidade e da qualidade salivar está diretamente associada ao aumento da suscetibilidade a cáries dentárias, doenças periodontais e desconfortos orais, como xerostomia [boca seca] e ardência bucal”, afirma Lopes.
“Por isso, o acompanhamento odontológico regular e programado é fundamental para prevenir complicações e manter a saúde oral nessa fase da vida”, completa o especialista.
A menopausa pode afetar diversos sistemas do corpo, além do reprodutivo, como cardiovascular, ósseo, urinário e psicológico. Um dos problemas que podem afetar diretamente a saúde bucal é a osteoporose mandibular ou maxilar.
“A perda acelerada
de massa óssea ocorre devido à queda dos níveis de estrogênio. Essa condição
aumenta o risco de fraturas e tem repercussões importantes tanto sistêmicas
quanto na saúde bucal. Isso pode levar à mobilidade dentária e à dificuldade de
manter próteses ou implantes”, explica Lopes.
Saúde global
Como estratégia para manter a saúde bucal nessa fase, o especialista destaca que é importante atuar em três frentes: prevenção (higiene oral rigorosa, alimentação saudável, hidratação e visitas regulares ao dentista); controle (uso de terapias locais e tratamento periodontal) e integração (atuação de dentistas em conjunto com ginecologista, endocrinologista e outros profissionais).
“A saúde bucal é
parte inseparável da saúde global e, com o aumento constante da expectativa de
vida das mulheres, essa relação se torna ainda mais evidente”, finaliza.
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