sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Alta de até 16,25% em imóveis de capitais litorâneas revela nova fronteira de crescimento para a náutica no Brasil

Divulgação
Grupo Armatti & Fishing

Levantamento do Índice FipeZAP indica que cidades costeiras concentram algumas das maiores altas do metro quadrado do país e se conectam ao avanço da Economia do Mar. Investimentos em projetos para o desenvolvimento náutico como estruturas de marinas atraem turismo e consumo qualificado como é o caso de Salvador e Vitória que registraram crescimento imobiliário maior do que o dobro da média nacional. 

 

O relatório mais recente do Índice FipeZAP, divulgado neste mês, mostra que as capitais litorâneas estão entre as cidades brasileiras com maior valorização imobiliária em 2025. Destacam-se Salvador (+16,25%), João Pessoa (+15,15%), Vitória (+15,13%), São Luís (+13,91%), Fortaleza (+12,61%), Belém (+11,75%) e Natal (+9,26%), números bem acima da média nacional de 6,52%. As belezas de suas áreas costeiras revelam uma característica em comum: o alto potencial para navegação e para o turismo sobre as águas. Cidades como Salvador e Vitória, que já possuem cultura náutica consolidada e marinas estruturadas, lideram o movimento. No entanto, o fenômeno se alastra para praças como João Pessoa, São Luís e Fortaleza.

"Em capitais como Salvador, a infraestrutura já existe e o barco já começa a fazer parte do lifestyle. Em praças em ascensão, como João Pessoa ou Fortaleza, vemos o movimento inverso: o cliente compra o apartamento de luxo e, em seguida, busca a embarcação para completar a experiência de viver no litoral. Isso pressiona a cidade a qualificar seus serviços e marinas, gerando um ciclo virtuoso de investimento”, analisa Fernando Assinato, CEO do Grupo Armatti & Fishing, fabricante de lanchas premium que atua nacionalmente e no mercado internacional.

Segundo ele, o raciocínio do mercado é que a infraestrutura náutica tende a seguir o rastro do dinheiro imobiliário. Onde surgem empreendimentos de alto padrão frente-mar, a demanda por serviços de marina, manutenção e tripulação cresce exponencialmente 

“A presença das nossas embarcações nesses roteiros amplia o efeito econômico do turismo náutico. Muitos clientes se programam para estrear o barco no verão, período em que cresce a demanda por serviços”, completa.

O setor aposta que a náutica será o diferencial competitivo para sustentar essa valorização imobiliária a longo prazo. Estudos do Ministério do Turismo apontam que o visitante ou morador náutico movimenta uma cadeia de serviços (gastronomia, combustível, hotelaria) com ticket médio até cinco vezes superior ao convencional. Dessa forma, a embarcação deixa de ser apenas lazer e passa a compor o patrimônio do investidor local.

"A navegação no Brasil é perene, não depende só do verão. Para o mercado dessas capitais, desenvolver a cultura náutica é a chave para manter a economia costeira aquecida e justificar o preço do metro quadrado no longo prazo", completa Assinato. 



Grupo Armatti & Fishing
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