sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Liquidação do Will Bank acende alerta aos consumidores e reforça importância da informação financeira

ABRADEB orienta clientes sobre direitos, funcionamento do FGC e cuidados para evitar prejuízos

 

As recentes notícias sobre a liquidação do Will Bank pelo Banco Central, em decorrência dos problemas financeiros que levaram à quebra do Banco Master no final de 2025, geraram dúvidas e insegurança entre milhares de consumidores. Diante do cenário, a Associação Brasileira de Defesa dos Clientes e Consumidores de Operações Financeiras e Bancárias (ABRADEB) reforça a importância da informação correta para evitar decisões precipitadas e prejuízos financeiros.

De acordo com a entidade, a liquidação significa que as instituições deixaram de operar, mas não implica, automaticamente, perda de recursos para a maioria dos clientes. Isso porque o sistema financeiro brasileiro conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura a devolução de até R$250 mil por CPF e por instituição financeira, abrangendo saldo em conta corrente, poupança e investimentos como CDB, LCI e LCA.

“O momento exige calma e informação. O consumidor precisa saber que existe um mecanismo de proteção justamente para situações como essa. O FGC cumpre um papel essencial para preservar a confiança no sistema financeiro”, afirma Raimundo Nonato, presidente da ABRADEB.

Segundo ele, o processo de restituição pelo FGC foi modernizado e hoje ocorre, em regra, por meio do aplicativo oficial do fundo, no qual o cliente se cadastra e indica uma conta em outro banco para receber os valores. As datas de pagamento são divulgadas exclusivamente pelos canais oficiais.

Nonato alerta, no entanto, que valores que ultrapassem o limite de R$250 mil não são cobertos pelo FGC. Nesses casos, o consumidor passa a integrar a fila de credores da massa falida, sem garantia de ressarcimento integral. “Por isso, diversificar recursos e respeitar o limite de cobertura do FGC é uma estratégia básica de proteção patrimonial”, explica Raimundo Nonato.

Outro ponto que gera dúvidas frequentes é em relação às faturas de cartão de crédito. A entidade esclarece que a liquidação do banco não extingue dívidas existentes. “As obrigações continuam válidas. O não pagamento pode resultar em negativação do nome do consumidor. É fundamental aguardar as orientações do liquidante, mas manter a atenção às responsabilidades financeiras”, destaca o presidente da ABRADEB.

A associação também orienta que, antes de escolher uma instituição financeira, o consumidor avalie critérios como solidez, histórico no mercado e evite promessas de rendimentos fora da realidade. “Educação financeira e acesso à informação são as melhores ferramentas de defesa do consumidor bancário”, conclui Raimundo Nonato.


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