Seguro de cargas é fundamental para evitar dores de cabeça com incidentes como o ocorrido em abril no Canal de Suez
“O barato sai caro”. Nunca este ditado popular foi
tão apropriado para o momento recente do comércio internacional. No final do
mês de março, o supernavio Ever Given encalhou provocando o bloqueio do Canal
de Suez e causando causou enormes transtornos em uma das principais rotas do
transporte marítimo mundial. Foram mais de 400 navios parados por seis dias na
entrada do estreito que divide a África do Oriente Médio até a conclusão da
operação de desencalhe da embarcação.
Thomas Raad, trader de commodities e
sócio da Raad International Trading, informa ser importante sempre fazer
seguros da carga independentemente de qual tipo ela seja ou para qual destino
ela vai. “Pode encarecer um pouco o transporte, mas o dia que se faz
necessário, o seguro acaba sendo a coisa cara mais barata que existe no mundo”,
brinca.
Segundo o trader, a recomendação para o
importador é sempre colocar a carga no seguro. “Se uma empresa está importando
do Brasil e levando para a China ou Dubai, por exemplo, deve segurar a
mercadoria porque é um valor muito insignificante em relação ao total, entre 1%
e 2%”, estima.
Raad cita um caso anterior ao problema ocorrido no
Canal de Suez de um importador do Líbano, que quando a carga chegou ao porto, o
piso do contêiner estava todo molhado e o café que ele importou pegou mofo,
tendo perda total do produto. E não tinha seguro. “Foi um dinheirão jogado fora
e não adianta reclamar porque essas empresas donas dos navios são
multibilionárias e não fazem nada, não adianta nem tentar processar”, adverte.
Entre os principais impactos causados pelo
incidente para as operações de comércio internacional que envolvem o transporte
marítimo, o frete da China quintuplicou, segundo Raad.
Embora o incidente tenha ocorrido na região, Raad
afirma que o Oriente Médio não deve sofrer um impacto grande nos preços tanto
de produtos quanto de fretes em função dos operadores marítimos utilizarem
outras rotas. “Depende dos operadores de transporte marítimo e donos de navios.
São várias rotas que podem ser feitas, por exemplo, uma operadora pode preferir
ir para a Espanha primeiro ou para a Itália para depois ir para o Oriente
Médio. Já outra pode preferir ir para a África primeiro para depois subir”,
exemplifica.
Thomas Raad - Nascido nos Estados Unidos, atualmente
vive no Brasil. Fluente em árabe, inglês e português, cursou Administração de
Empresas com ênfase em Comércio Exterior e desde os 24 anos atua como trader
de commodities,
sendo especialista na exportação de café e outros alimentos e especiarias. Sua trading
company, Raad International Trading, já exportou produtos como
café, arroz, pimenta do reino, derivados de milho, gergelim, açaí, carvão
vegetal e amêndoas de cacau. Além de negócios no Brasil, já exportou café da
Colômbia e Vietnã e orégano do Peru. Para mais informações, acesse Raadint.com
e pelo Instagram, Youtube, Linkedin e medium pelo nome @thomasraad
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