quinta-feira, 27 de julho de 2017

Alisamento capilar com formol: os riscos da substância que promete alisar os fios



As progressivas com formol deixam os cabelos selados e com brilho, mas por trás desse efeito mágico há sérios riscos à saúde do profissional e do cliente



Na busca pelos cabelos lisos, muitas pessoas se rendem ao uso das escovas progressivas com formol, substância ainda muito utilizada em salões de beleza de todo o Brasil. O resultado é visível e, nos primeiros meses, os fios ficam alinhados e com brilho invejável, mas a longo prazo, esse método pode causar sérios danos não só aos cabelos, mas à saúde do profissional e do cliente.

O formol é considerado uma substância cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pode estimular a queda dos cabelos, além de gerar dermatites, desidratação e ulcerações no couro cabeludo. O uso prolongado pode ocasionar até mesmo câncer na boca, nas narinas, no pulmão, no sangue e na cabeça. É por isso que o uso do formol, com a função de alisante capilar, não é permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

As reações químicas que o formol promove na cutícula do fio são devastadoras e destroem o cabelo por dentro, tornando o fio poroso e fraco. “O produto com formol é fixado na fibra capilar, deixando os fios selados e com brilho. Contudo, por trás desse efeito 'mágico', danifica o cabelo e compromete sua estrutura, ou seja, o formol promove o depósito de um filme rígido sobre os cabelos, fazendo com que os fios percam seu movimento natural. Como esse filme não possui flexibilidade, com o passar do tempo, os fios se tornam quebradiços e sem vida”, explica Carolina Carbonare Quintino, Engenheira Química da Itallian Hairtech.

Já existem no mercado produtos que têm como substituição ao formol substâncias legalizadas pela ANVISA, como Hidróxidos de Sódio, Cálcio, Guanidina, Lítio ou Potássio e Tioglicolato de Amônio. “O consumidor e o profissional podem consultar no portal da ANVISA a procedência do produto que será aplicado antes da utilização. Mas isso não basta. A orientação é optar sempre por marcas de cosméticos que tenham credibilidade no mercado. Vale também alertar os consumidores para que procurarem profissionais de confiança, pois alguns salões têm a prática de adicionar formol ao produto. A adulteração, inclusive, é considerada crime hediondo pelo Código Penal Brasileiro”, alerta a química.

Para aquelas pessoas que já passaram pelo processo de alisamento com formol, Carolina explica que a regeneração dos fios é um processo longo, mas que vale a pena, tendo em vista a segurança e cuidados com a saúde. “Com a impermeabilização causada pelo formol, os fios passam a não responder aos tratamentos de hidratação e nutrição. A recomendação é interromper imediatamente o uso desses produtos e, à medida que os cabelos forem crescendo, vale investir em produtos de qualidade, que proporcionem resistência, maleabilidade e vitalidade aos fios que estão fragilizados” explica.

Ao deixar de usar produtos com formol, é possível optar pelas escovas inteligentes, sem formol e de efeito progressivo, que depende do tipo de ondulação do cabelo. “O resultado das progressivas sem formol se assemelha muito ao resultado que o formol oferece, com a vantagem de ser mais seguro e provocar menos danos à fibra capilar, já que não deixa o fio impermeabilizado. A durabilidade também é similar e permanece nos cabelos por cerca de três meses”, conclui a Engenheira Química.




Fonte: Itallian Hairtech 





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