segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

PAULISTANOS PRIORIZAM MELHORIAS NA SAÚDE BÁSICA PARA A PRÓXIMA GESTÃO DA CIDADE, APONTA LEVANTAMENTO



Conduzida pela plataforma de gestão colaborativa de cidades Colab.re, consulta  avaliou propostas do Programa de Governo do prefeito eleito João Dória para saúde, educação, habitação, segurança, defesa civil e mobilidade urbana


Metade dos paulistanos (50%) apontam a reforma, ampliação e reequipamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) como prioridade na saúde para a próxima gestão municipal de São Paulo, que se inicia em janeiro. A informação é de consulta conduzida pela plataforma de gestão colaborativa de cidades Colab.re, que analisou as propostas do Programa de Governo do prefeito eleito, João Dória, e também envolveu as áreas de educação, habitação, segurança, defesa civil e mobilidade urbana.

O relatório com os resultados desta consulta será submetido ao gestor municipal e sua equipe, a fim de que a participação popular possa influenciar na elaboração das diretrizes do Plano de Metas 2017-2020 e do Plano Plurianual (PPA) 2018-2021 da maior cidade da América Latina. As informações também ficarão disponíveis na internet, para que se possa comparar o alinhamento entre as prioridades da população com o andamento da gestão da cidade.

Confira abaixo quais são as prioridades do Programa de Governo do prefeito eleito João Dória, de acordo com opinião dos paulistanos.


Saúde

Os locais de atendimento vêm antes dos investimentos em programas e ações de prevenção e combate. A implantação de Unidades Móveis de Saúde, que podem levar serviços de saúde às regiões periféricas, a redução de filas e a agilidade do diagnóstico e tratamento de patologias ocupa o segundo lugar, com 21%, na preferência da população.

A reformulação dos programas de atendimento aos usuários e dependentes de drogas é apontado como prioridade de 15% dos participantes ouvidos. Eles apostam na integração e no compartilhamento de projetos exitosos já desenvolvidos no Estado como uma possibilidade efetiva de reintegração de pacientes.

Os cuidados com o bem-estar feminino e infantil também exigem atenção. Para 10%, o foco é ampliar a prevenção da gravidez em grupos vulneráveis; a vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV) entre a população fértil de até 25 anos; e a promoção de exames para diagnóstico do câncer de mama e do colo de útero. Já 4% consideram importante estimular e aprimorar o exame pré-natal nas maternidades, para reduzir a mortalidade de mães e/ou de bebês no parto; antecipar o diagnóstico da sífilis neonatal, da Zika e de outras patologias que expõem bebês a riscos irreparáveis.


Educação

Os paulistanos também querem mais valorização e desenvolvimento dos profissionais da rede pública de ensino. Pelo levantamento, 42% defendem o aperfeiçoamento das políticas de valorização contínua de professores e demais carreiras na educação.

Há também o entendimento de que a eficiência do sistema de ensino requer soluções integradas. A ampliação do acesso à educação integral, que privilegie o aprendizado multidisciplinar é apontada por 22%. Neste sentido, 14% acredita que a tecnologia precisa ser melhor empregada como aliada de professores e alunos nas escolas públicas municipais e 5% dos participantes ainda são favoráveis à criação de programas que ajudem no desenvolvimento de habilidades socioemocionais dos estudantes.

Outros 17% apoiam a criação do Centro de Apoio e Inovação para professores e equipes escolares, que mobilize, capacite e apoie a construção de propostas e soluções voltadas à melhoria do aprendizado.


Habitação

De acordo com 40%, a cidade deve investir no modelo de Parceria Público-Privada como forma de atrair e agilizar investimentos para a reurbanização e requalificação da área central de São Paulo. Já 17% são favoráveis à criação de programas de aluguel social em imóveis que não cumprem o papel social de moradia.

A ampliação das parcerias entre os governos estadual e federal no estímulo à Habitação de Interesse Social é defendida por 15% das pessoas consultadas, enquanto a criação de mecanismos mais ágeis para o atendimento das demandas das organizações representativas da sociedade é percebida por 15%.

A reordenação de áreas ocupadas consideradas irregulares e aquelas em desuso estão no centro da agenda habitacional da cidade. Isso porque 13% dos paulistanos são favoráveis a ampliar a regularização fundiária e a reurbanização de assentamentos precários. 


Segurança e defesa civil

A sinergia entre a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar do Estado é outro fator avaliado na consulta. Para 39%, ambas as instituições devem compartilhar modelo integrado de gestão de segurança pública, desde a jornada de trabalho até informações operacionais sobre horários de ronda, disponibilidade de viaturas e o planejamento mensal do efetivo. Outros 21% também defendem que a GCM tem de adotar um modelo de policiamento orientado para a prevenção de problemas relativos à segurança pública, para alterar as condições que dão origem as questões criminais e de desordem, contribuindo para diminuir as ocorrências por meio do policiamento.

Também foi apontado por 20% dos participantes a necessidade de um fortalecimento da colaboração de entidades privadas e da sociedade, envolvendo a temática da Defesa Civil de forma transversal, proporcionando maior eficiência nas ações dessa instituição.

Para 11%, a cidade de São Paulo deve estar mais bem preparada para responder às ocorrências que envolvem desastres. O governo municipal precisa assegurar o funcionamento eficaz da infraestrutura essencial, como os estabelecimentos de saúde, para o salvamento de vidas durante e após catástrofes. 9% acreditam no fortalecimento da governança para gerenciar riscos de tragédias, por meio do desenvolvimento de sistema que promova a integração de programas, ações e projetos de prevenção e combate.


Mobilidade Urbana

A reestruturação do acesso e dos horários de funcionamento do transporte público está à frente dos limites de velocidade, de acordo com a prioridade dos paulistanos relacionada à mobilidade. A implantação de Linhas Interbairros é necessária para 28%, com a finalidade de viabilizar deslocamentos sem passar pelo centro expandido. Para 27%, a ampliação do sistema também deve contemplar o número de linhas para o serviço noturno nos finais de semana.

O aumento dos limites de velocidade nas Marginais de acordo com o que é estabelecido pelo Código Nacional de Trânsito e o estudo de soluções técnicas para demais vias da cidade tem adesão de 21% dos participantes ouvidos.

Para 12% deles, a caminhada deve ser instituída como um dos modais pertencentes ao sistema de transporte da cidade e, para isso, investimentos devem ser feitos para a melhoria do sistema viário para pedestres.

Outros 12% acham que a cidade precisa implantar bolsões de estacionamento pagos com Bilhete Único próximos às linhas de ônibus troncais e de estações de Metrô e Trens Metropolitanos, estimulando a transferência do usuário do automóvel para o transporte público.

O levantamento foi realizado entre os dias 10 de novembro a 10 de dezembro e ouviu 5.466 pessoas em São Paulo e também as cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza e Maceió.   A capital paulista representa 32% dessa amostra e o perfil predominante dos participantes são homens (71%) entre 20 e 29 anos (35%).  



Metodologia

A consulta foi desenvolvida mediante aplicação de questionário disponibilizado na web (www.colab.re) e por meio de aplicativos nas versões Android e iOS. Para acessá-lo, os interessados tinham de fornecer informações pessoais, a fim de assegurar a sua identidade e para que eles só participassem uma única vez do processo. Cada eixo temático em análise era equivalente a uma pergunta com opções de respostas extraídas das propostas contidas no Plano de Governo do prefeito eleito. Cada questão só permitia uma única escolha.


Empoderamento 

O levantamento foi conduzido pelo Colab.re, plataforma que permite aos cidadãos fiscalizar a qualidade e o andamento dos serviços públicos prestados e possibilita à administração pública realizar consultas sobre temas chave das cidades, para legitimar a tomada de decisões com base na participação popular. Criada em 2013, a ferramenta tem mais 150 mil usuários de todo o Brasil e é utilizada como canal oficial de relacionamento por 130 prefeituras brasileiras, como Campinas (SP), Niterói (RJ) e Recife (PE). Em alguns desses municípios, o índice de solução de demandas chega a 70%. Em 2015, o Colab.re foi eleito o Negócio de Maior Impacto Social do Mundo e a Startup de Maior Potencial Global pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), além de ter sido apontado como um dos melhores aplicativos de governo do mundo pela ONU (Organização das Nações Unidas). O Colab.re está disponível na web (www.colab.re) e em aplicativos Android e iOS.



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