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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Tratamento semanal pode trazer mais acolhimento à rotina de crianças ao reduzir consideravelmente o número de aplicações de hormônio do crescimento no ano

 Estudo de fase 3 da Novo Nordisk mostra que a somapacitana reduz o número de aplicações de 365 para 52 por ano, sem comprometer o crescimento; crianças que receberam o tratamento semanal não relataram dor no local da injeção

 

Neste Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a Novo Nordisk reforça a importância do cuidado com o crescimento e o desenvolvimento infantil ao apresentar os principais resultados do estudo REAL8. A pesquisa avaliou o tratamento semanal com hormônio do crescimento em crianças com quatro condições associadas à baixa estatura. 1-4

Esquecimentos, resistência à agulha e o desgaste emocional de repetir esse processo todos os dias são obstáculos conhecidos, que podem comprometer a continuidade do tratamento justamente em uma fase decisiva para o crescimento. É justamente para reduzir esse peso que a estudo avaliou o tratamento semanal com hormônio do crescimento em crianças com quatro condições associadas à baixa estatura.

O REAL8 avaliou a somapacitana (Sogroya®), de aplicação semanal, como uma alternativa à rotina diária de aplicação.1-4 Após 52 semanas, o crescimento das crianças que receberam o tratamento semanal foi equivalente ou superior ao observado com a aplicação diária, a depender da condição avaliada. Além disso, nos resultados avaliados os resultados avaliados, os relatos de dor no local da injeção foram muito baixos, de até 1,5%. Já nos estudos com crianças com síndrome de Noonan e baixa estatura idiopática, não houve relatos de dor associada a aplicação de somapacitana (Sogroya®) semanal . 1-4

O impacto do tratamento não se limitou aos centímetros ganhos em altura. No estudo com crianças de baixa estatura idiopática, os pais e cuidadores responderam a um questionário específico sobre a sobrecarga da condição na vida da criança, e o resultado mostrou queda expressiva em todos os grupos tratados, com a redução mais acentuada, e concentrada especialmente no domínio de bem-estar social, observada entre as crianças que usaram a aplicação semanal. 3

O estudo acompanhou crianças com baixa estatura associada a quatro condições distintas, não relacionadas à deficiência de hormônio de crescimento propriamente dita: síndrome de Turner,2 síndrome de Noonan,1 baixa estatura idiopática3 e crianças nascidas pequenas para a idade gestacional (condição também conhecida pela sigla PIG).4 Em todos os grupos estudados, as crianças nunca haviam sido tratadas com hormônio de crescimento e foram divididas para receber a aplicação semanal ou a diária, sendo acompanhadas pelas 52 semanas.

Nos grupos com síndrome de Noonan1, os resultados apresentados com a aplicação semanal foram superiores ou equivalentes aos observados com a aplicação diária, quando comparados estatisticamente. Já nos grupos com síndrome de Turner2, baixa estatura idiopática3 e crianças nascidas pequenas para a idade gestacional4, os resultados apresentados com a aplicação semanal foram equivalentes aos da aplicação diária, dentro da variação normalmente esperada entre tratamentos considerados igualmente eficazes.

Além do crescimento, a redução no número de aplicações trouxe um benefício percebido diretamente pelas famílias participantes. Questionários respondidos por pais e cuidadores ao longo dos estudos indicaram uma tendência de menor sobrecarga do tratamento entre as crianças que usaram a aplicação semanal, em comparação às que receberam a injeção diária. Para os pesquisadores, essa vantagem tende a ficar ainda mais evidente fora do ambiente controlado de uma pesquisa clínica, quando as famílias não contam com lembretes e visitas frequentes de uma equipe médica, o que reforça o potencial da somapacitana para facilitar a adesão ao tratamento no mundo real. O perfil de segurança da somapacitana foi consistente com o já conhecido para o hormônio de crescimento em crianças, com eventos adversos predominantemente leves ou moderados e incidência semelhante entre os dois esquemas de aplicação.

 

Sobre crianças nascidas pequenas para a idade gestacional (PIG)

Uma criança é considerada pequena para a idade gestacional quando nasce com peso e/ou comprimento abaixo do esperado para o tempo de gestação, segundo critério de referência populacional. A maioria dessas crianças recupera espontaneamente o crescimento nos primeiros anos de vida, mas uma parcela, estimada entre 10% e 15%, não apresenta essa recuperação e chega à vida adulta com estatura abaixo do esperado, sendo candidata ao tratamento com hormônio de crescimento.

 

Sobre a síndrome de Turner

A síndrome de Turner é uma condição genética que afeta apenas indivíduos do sexo feminino, causada pela ausência total ou parcial de um dos dois cromossomos X. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a condição está associada à baixa estatura, à puberdade tardia e a outras características físicas específicas, além de exigir acompanhamento das alterações metabólicas, como peso, glicemia, colesterol e triglicérides, tanto na infância quanto na vida adulta, para prevenir complicações cardiovasculares. O tratamento da baixa estatura associada à síndrome é feito com hormônio de crescimento.

 

Sobre a baixa estatura idiopática

A baixa estatura idiopática é definida como uma estatura mais de dois desvios-padrão abaixo da média para idade e sexo, sem que se identifique uma causa hormonal, genética ou de outra doença crônica após avaliação completa por um endocrinologista pediátrico. É uma das indicações reconhecidas para o uso de hormônio de crescimento em crianças, ao lado da deficiência de GH, da síndrome de Turner e de outras condições associadas à baixa estatura.

 

Sobre a síndrome de Noonan

A síndrome de Noonan é uma condição genética congênita, causada por mutações em genes da via de sinalização RAS/MAPK, responsável por regular o crescimento e a divisão celular. Ela faz parte do grupo das RASopatias e é transmitida, na maioria dos casos, de forma autossômica dominante. O gene PTPN11 responde por cerca de metade dos casos. O quadro clínico inclui baixa estatura, cardiopatias congênitas e características faciais distintivas, como olhos afastados e orelhas com implantação baixa. Atrasos no desenvolvimento também podem estar presentes. O diagnóstico é clínico e confirmado por exame genético, e o acompanhamento exige uma equipe multidisciplinar, com foco no crescimento, na saúde cardíaca e no desenvolvimento da criança ao longo da vida.

 

Referências

  1. JORGE, Alexander A.L. et al. Once-weekly somapacitan in children with Noonan syndrome: randomized controlled phase 3 trial. European Journal of Endocrinology, v. 194, n. 3, p. 393-403, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.1093/ejendo/lvag041.
  2. MAURAS, Nelly et al. Once-weekly somapacitan enhances linear growth in girls with Turner syndrome: a randomized controlled phase 3 study. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, v. 00, p. 1-15, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.1210/clinem/dgag309.
  3. ABUZZAHAB, Jennifer et al. Somapacitan in children with idiopathic short stature: a randomized controlled phase 3 study. European Journal of Endocrinology, v. 194, n. 2, p. 242-253, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.1093/ejendo/lvag027.
  4. LINGLART, Agnès et al. Somapacitan in children born small for gestational age: a randomized controlled phase 3 trial. European Journal of Endocrinology, v. 194, n. 3, p. 311-325, 2026. Disponível em: Link.
  5. Bula | Sogroya_Profissional.pdf

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