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A terapia de reposição hormonal, que se tornou mais
conhecida nas décadas de 80, 90 e início dos anos 2000, agrega vários
resultados positivos para a qualidade de vida das mulheres. Para além do que se
sabe sobre os famosos fogachos, o tratamento visa manter ativos e preservados
diversos aparelhos do organismo.
Infelizmente,
tivemos um trabalho muito malconduzido no início dos anos 2010, que levou a um
resultado falso de risco de câncer de mama, aumentado em mais ou menos 3% nas
usuárias de terapia estrogênio e progesterona. O que não havia sido informado é
que, com o uso de estrogênio, a probabilidade da doença havia caído, ou seja,
esse hormônio não era o vilão.
Após
muitas revisões e o advento de formulações mais naturais dos hormônios, foi descoberta
a importância da introdução do tratamento na chamada “janela de oportunidade”,
período marcado pelos primeiros dez anos do climatério. A partir disso, os
riscos despencaram e até levaram o FDA (Food and
Drug Administration) a tirar dos
hormônios as tarjas de drogas de risco para câncer de mama.
Posteriormente,
foram evidenciados os benefícios cardiovasculares dessa terapia. Estudos
contemporâneos demonstram taxas mais baixas de infarto, isquemia e maior
controle da hipertensão. Neurologistas apontam, ainda, melhora cognitiva com
indícios de retardamento de Alzheimer e outras condições.
Os
ganhos de massa óssea e o bloqueio das perdas de cálcio já estão estabelecidos.
Ou seja, o uso de estrogênio se caracteriza como melhor meio de preservação da
força, afastando das mulheres o processo de osteoporose e fraturas.
Ginecologistas e urologistas também reforçam a importância do tratamento no que
diz respeito a proteção vesical e ressecamento vaginal. A terapia diminui
infecções urinárias de repetição, preserva a elasticidade da região íntima e
lubrificação, reduzindo o desconforto nas relações.
Questões
emocionais e comportamentais comuns deste período também apresentam melhora,
como irritabilidade, tristeza e depressão, esquecimentos e fadiga, os brancos
no raciocínio ou os apagões. A queda da libido acentuada, insônia ou sono
picado, que geram um cansaço enorme no outro dia, também são mitigados.
Infelizmente,
uma pequena parte das mulheres ainda não poderão se beneficiar destas terapias,
devido a presença de câncer de mama, tumores hepáticos ou insuficiência
hepática grave, insuficiência renal e alguns tipos de tumores cerebrais. Porém,
existem alternativas para diminuir ao máximo os efeitos negativos da falta dos
hormônios femininos, principalmente do estrogênio.
Atualmente,
a mulher de 50 anos é a de 35 da década de 60. Muito mais ativa e produtiva,
vivendo sua plenitude intelectual e profissional, não podendo dar espaço para o
envelhecimento precoce e contratempos em sua vida. O uso criterioso das
terapias hormonais tem a capacidade de retardar este envelhecimento, podendo
adiar estes fenômenos por vinte anos. As terapias, tanto medicamentosas, como
alimentar e atividades físicas, fazem este corpo continuar ativo e produtivo.

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