"Especialista explica como a ausência de um dente pode afetar a mastigação, a posição dos dentes e a estrutura óssea e por que avaliação deve ser individualizada"
Extrair um dente pode resolver um problema
imediato, mas não significa necessariamente que o cuidado com aquela região
terminou. Quando a área permanece sem reabilitação, a ausência do dente pode
provocar alterações e, em alguns casos, tornar o tratamento futuro mais
complexo.
“É comum o paciente pensar que, depois de retirar
um dente que estava causando dor ou algum problema, pode esperar
indefinidamente para decidir o que fazer. Mas a perda dentária pode desencadear
mudanças na região ao longo do tempo. Por isso, o ideal é que as possibilidades
de reabilitação sejam discutidas desde o planejamento da extração”, explica
Dra. Carla Sarni, CEO da Sorridents.
Os dentes não funcionam de maneira isolada. Eles
participam conjuntamente da mastigação e ajudam a manter uma relação de
equilíbrio entre dentes, gengiva e estruturas ósseas.
Com a perda de um dente, os dentes vizinhos podem
apresentar movimentações em direção ao espaço vazio, enquanto o dente da arcada
oposta pode sofrer alterações de posição. A ausência também pode modificar a
distribuição das forças durante a mastigação.
Outro ponto importante é o osso que sustenta o
dente. Sem a presença da raiz e dos estímulos mecânicos associados à função,
pode ocorrer reabsorção óssea na região, o que precisa ser considerado quando o
paciente posteriormente avalia a possibilidade de colocar um implante.
“Quando falamos em implante, não estamos tratando
apenas da substituição visual de um dente. É preciso avaliar todo o conjunto:
osso, gengiva, dentes vizinhos, mordida e condições gerais de saúde. Quanto
antes o paciente busca uma avaliação, maior é a possibilidade de planejar o
tratamento de acordo com as condições encontradas naquele momento”, afirma Dra.
Carla.
Quando a perda do dente
também muda a forma de se relacionar
As consequências da perda dentária também podem
aparecer na rotina. Dependendo da localização do dente e da percepção que a
pessoa tem da própria aparência, a ausência pode afetar a segurança para
sorrir, falar em público ou participar de situações sociais. Algumas pessoas
também passam a evitar determinados alimentos por dificuldade ou receio de
mastigar.
Esse impacto não deve ser reduzido apenas à
questão estética. O sorriso faz parte da comunicação e da convivência social, e
mudanças na aparência ou na função podem influenciar a maneira como o paciente
se comporta no dia a dia.
Para quem já passou por uma extração ou convive há
algum tempo com a ausência de um dente, uma avaliação odontológica pode ajudar
a entender como está a região e quais alternativas de reabilitação estão
disponíveis.
“Não é preciso esperar sentir dor ou perceber uma
mudança para procurar avaliação. Quando existe um espaço decorrente da perda de
um dente, vale entender o que está acontecendo naquela região e quais são as
possibilidades. O tratamento deve ser planejado de acordo com o diagnóstico e
com o momento clínico de cada paciente”, diz Dra. Carla Sarni.
Primavera também pode ser um
momento para retomar cuidados
A chegada da Primavera, associada à ideia de
renovação e de retomada de planos, pode servir como um lembrete para quem vem
adiando cuidados com a saúde, inclusive aqueles relacionados ao sorriso. Com os
últimos meses do ano se aproximando, o período também pode ser uma oportunidade
para avaliar pendências e entender quais tratamentos precisam ser planejados
antes das festas e do início de um novo ano.
No caso da reabilitação dentária, a antecedência é
especialmente importante porque cada paciente pode precisar de diferentes etapas
e períodos de cicatrização. Por isso, mais do que buscar concluir um tratamento
em uma determinada época do ano, o primeiro passo é entender as condições da
região e definir, junto ao profissional, o planejamento adequado.
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