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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Visto negado: os 7 erros mais comuns que brasileiros cometem no processo de imigração

 Escolher o visto errado, confiar em informações da internet e repetir estratégias após uma negativa estão entre os erros que mais comprometem os processos de imigração para os Estados Unidos

 

O sonho de morar, trabalhar ou investir nos Estados Unidos continua atraindo milhares de brasileiros. Segundo dados oficiais do Departamento de Estado dos Estados Unidos, a taxa de recusa dos vistos de turismo e negócios (B1/B2) para brasileiros foi de 14,87% em 2025, o que significa que cerca de 85% dos pedidos foram aprovados. Ainda assim, milhares de solicitações são negadas todos os anos, muitas delas por falhas que poderiam ser evitadas durante o planejamento e a condução do processo.

 

Para a advogada de imigração nos Estados Unidos há mais de 31 anos, Dra. Ingrid Domingues-McConville, muitos brasileiros ainda iniciam o processo sem orientação jurídica adequada, aumentando significativamente os riscos de uma recusa.

 

"A imigração é uma decisão que impacta o futuro profissional, financeiro e familiar de uma pessoa. Por isso, ela deve ser conduzida com planejamento, estratégia e acompanhamento jurídico especializado desde o início", afirma.

 

A seguir, a especialista explica quais são os sete erros mais comuns que comprometem os pedidos de visto para os Estados Unidos e como evitá-los.


1. Não procurar um advogado licenciado nos Estados Unidos


O primeiro erro acontece antes mesmo do início do processo: confiar em consultorias ou profissionais que não possuem licença para exercer a advocacia nos Estados Unidos.

 

"Somente um advogado licenciado em um estado americano pode avaliar juridicamente o perfil do cliente, indicar a categoria de visto adequada e prestar aconselhamento legal. Consultorias não possuem essa autorização, e essa escolha equivocada pode comprometer todo o processo desde o início", enfatiza.

 

2. Escolher quem fará o processo apenas pelo menor preço


Muitos brasileiros ainda escolhem quem conduzirá o processo considerando apenas o valor cobrado ou promessas de aprovação rápida.


"A jornada imigratória pode ser longa, complexa e exige estratégia jurídica. Optar apenas pelo menor preço pode gerar prejuízos muito maiores no futuro do que o investimento que se tentou economizar ", afirma.

 

3. Solicitar a categoria de visto errada


Cada categoria de visto possui requisitos específicos e deve ser escolhida de acordo com o perfil, os objetivos e o histórico de cada candidato.

"Cada caso é único. O histórico profissional, financeiro, familiar e migratório precisa ser analisado individualmente antes da definição da estratégia mais adequada. Escolher um visto apenas porque deu certo para outra pessoa é um erro bastante comum", explica.

 

4. Apresentar documentação inadequada ou inconsistente


Um processo sólido não depende da quantidade de documentos apresentados, mas da capacidade de comprovar exatamente o que a legislação exige.

 

"Muitas negativas acontecem porque a documentação apresentada não comprova exatamente aquilo que a legislação exige para determinada categoria de visto. Não é uma questão de quantidade, mas de qualidade, consistência e estratégia jurídica", instruí. 

 

5. Confiar em informações da internet ou de terceiros


Vídeos, redes sociais e relatos de conhecidos podem gerar falsas expectativas e levar candidatos a tomar decisões equivocadas.


"O que funcionou para outra pessoa pode não funcionar para você. A legislação migratória americana é extremamente técnica e cada caso possui particularidades que precisam ser avaliadas individualmente", reforça.

 

6. Cometer erros durante a entrevista consular


Mesmo com toda a documentação preparada, a entrevista continua sendo uma das etapas mais importantes da análise do pedido.


"Respostas contraditórias, informações diferentes das apresentadas nos formulários, excesso de explicações, falta de objetividade ou tentativa de esconder fatos podem comprometer o pedido. O candidato deve compreender seu próprio processo, responder com clareza e dizer sempre a verdade. Essa preparação deve ser feita pelo advogado responsável pelo caso, que conhece o histórico do solicitante e pode orientá-lo sobre os principais pontos que poderão ser abordados durante a entrevista", enfatiza.

 

7. Repetir o mesmo pedido após uma negativa


Receber uma negativa não significa, necessariamente, o fim do processo, mas exige uma análise cuidadosa antes de uma nova solicitação e, principalmente, uma revisão da estratégia adotada.

 

"Muitas pessoas simplesmente reapresentam o mesmo pedido com a mesma documentação e a mesma estratégia. Antes de qualquer nova solicitação, é fundamental entender exatamente o motivo da negativa, identificar as fragilidades do processo e reavaliar todo o caso. Repetir os mesmos erros costuma resultar em uma nova recusa. Por isso, não escolha quem conduzirá sua jornada imigratória apenas pelo menor preço ou pela promessa de facilidade. Verifique se o profissional é um advogado licenciado nos Estados Unidos e possui experiência comprovada em imigração americana. Um planejamento correto pode evitar perdas financeiras, atrasos, negativas e consequências migratórias difíceis de corrigir", finaliza.

 

 

Dra. Ingrid Domingues-McConville - advogada licenciada nos Estados Unidos, com mais de 31 anos de atuação em Direito Imigratório. Ao longo de sua carreira, já assessorou milhares de brasileiros em processos de imigração, vistos de trabalho, investimentos, residência permanente e cidadania, oferecendo consultoria jurídica especializada para pessoas, famílias e empresas que desejam viver, trabalhar ou empreender legalmente nos Estados Unidos.



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