quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Semana Nacional de Trânsito: 6 cuidados para pedalar com mais segurança nas ruas

Respeito à sinalização, atenção aos pedestres e escolha da bicicleta adequada estão entre as orientações para quem pedala no dia a dia

 

Entre 18 e 25 de setembro, a Semana Nacional de Trânsito chama atenção para a responsabilidade de quem compartilha as ruas brasileiras. Em 2026, a campanha tem como mensagem “Desacelere. Seu bem maior é a vida”, enquanto o calendário educativo da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) dedica o mês de setembro ao tema “Caminhando e pedalando de forma segura”. 

A discussão ocorre em um momento em que as bicicletas elétricas ganham participação no mercado nacional. Entre janeiro e julho de 2026, foram produzidas 43.107 e-bikes no Polo Industrial de Manaus, crescimento de 77,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Abraciclo. A categoria já representa 21,5% da produção de bicicletas no polo. 

Para David Peterle, CEO da Oggi Bikes, a ampliação do uso da bicicleta precisa vir acompanhada de atenção às regras e à convivência entre todos que utilizam as vias. “A bicicleta é cada vez mais utilizada para diferentes finalidades, do esporte aos deslocamentos cotidianos. Independentemente do motivo do pedal, a segurança começa pelo comportamento de cada pessoa. Ciclistas, motoristas, motociclistas e pedestres dividem o mesmo espaço e precisam enxergar uns aos outros como parte do trânsito”, afirma. 

A Oggi Bikes, fabricante de bicicletas na Zona Franca de Manaus e que mantém um portfólio que contempla diferentes modalidades, incluindo mountain bikes, bicicletas urbanas, elétricas e speed, reúne seis orientações para quem utiliza a bicicleta nas ruas:

 

1. O ciclista também precisa seguir a sinalização

A bicicleta é um veículo e, quando está pedalando, o ciclista deve respeitar semáforos, placas, preferências e o sentido de circulação da via. Onde houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento em condições de uso, esses espaços devem ser priorizados. Na ausência deles, a circulação deve ocorrer nos bordos da pista, no mesmo sentido dos demais veículos. Pedalar na contramão, além de contrariar as regras de circulação, reduz o tempo de reação porque bicicleta e veículo se aproximam em sentidos opostos.
 

2. Mais importante do que ser visto é também tornar seus movimentos previsíveis

No trânsito, o motorista precisa conseguir antecipar o que o ciclista pretende fazer. Antes de mudar de direção, acessar outra faixa ou realizar uma conversão, é importante observar o fluxo, reduzir a velocidade quando necessário e sinalizar a manobra com antecedência utilizando os braços. Mudanças bruscas de trajetória devem ser evitadas. Também vale atenção aos pontos cegos de veículos maiores: se o ciclista não consegue estabelecer contato visual ou perceber claramente o motorista, não deve presumir que foi visto. O Departamento Nacional de Infraestrutura recomenda expressamente a sinalização com os braços antes de mudanças de faixa ou direção.
 

3. Cruzamentos, conversões e saídas de garagem merecem atenção redobrada

Boa parte da condução segura está em antecipar situações nas quais trajetórias diferentes podem se cruzar. Entradas e saídas de garagens e estacionamentos, cruzamentos e veículos realizando conversões exigem atenção adicional, mesmo quando o ciclista tem preferência. Antes de avançar, é importante observar se o outro condutor percebeu a presença da bicicleta e evitar permanecer ao lado de veículos que possam realizar uma conversão. O DNIT também destaca especificamente garagens e estacionamentos como pontos que exigem cuidado do ciclista.
 

4. Ver e ser visto também depende do equipamento

A segurança não começa apenas quando a bicicleta entra na rua. Antes do trajeto, vale conferir a pressão e condições dos pneus, funcionamento dos freios, corrente e iluminação. À noite ou em situações de baixa visibilidade, elementos refletivos e luzes dianteira e traseira ajudam os demais usuários da via a identificar a presença e a posição do ciclista. O DNIT também recomenda revisões periódicas, manutenção de corrente e freios e calibragem dos pneus. Capacete e luvas são recomendados pelo órgão como equipamentos adicionais de proteção.
 

5. Calçada é espaço do pedestre — e a velocidade precisa acompanhar o ambiente

A atenção não termina quando o ciclista deixa a pista. Nas áreas compartilhadas, é fundamental respeitar quem está a pé e adequar a velocidade ao fluxo existente. Quando precisa utilizar a calçada sem autorização específica para circulação de bicicletas, a orientação é desmontar e conduzir a bike; nessa situação, o ciclista passa a ser equiparado ao pedestre. O mesmo princípio de cautela vale para travessias e locais com grande circulação de pessoas: ter preferência não elimina a necessidade de verificar se os demais usuários perceberam a aproximação da bicicleta.
 

6. Nas elétricas, potência e velocidade podem mudar a categoria do veículo

Uma das principais atenções para quem compra uma bicicleta elétrica é saber exatamente em qual categoria o equipamento se enquadra. Pela Resolução Contran nº 996, a e-bike é caracterizada pelo pedal assistido, motor auxiliar com potência nominal máxima de 1.000 W, ausência de acelerador ou outro dispositivo manual de variação de potência e velocidade máxima de propulsão do motor auxiliar de 32 km/h. Dentro desses parâmetros, ela é equiparada à bicicleta para efeito da resolução e não exige registro e licenciamento.
 

Equipamentos que ultrapassam os limites definidos para determinadas categorias podem receber outro enquadramento, com exigências diferentes para circulação. Por isso, mais do que olhar apenas para potência, velocidade ou preço no momento da compra, é importante verificar as especificações originais do produto, sua adequação à regulamentação e a existência de assistência técnica e manutenção. 

“Conhecer o equipamento que você está utilizando é parte da segurança. Com o crescimento das bicicletas elétricas, é importante que o consumidor saiba diferenciar uma e-bike de outras categorias, entenda as regras de circulação e tenha acesso a um produto adequado à regulamentação brasileira e a uma estrutura de assistência para mantê-lo em boas condições de uso”, explica Peterle.
 

Uma bicicleta para cada tipo de pedal 

Além do comportamento no trânsito, a escolha da bicicleta precisa levar em consideração onde, como e com qual finalidade ela será utilizada. Um modelo pensado para deslocamentos urbanos tem características diferentes de uma mountain bike desenvolvida para trilhas ou de uma speed voltada ao desempenho no asfalto. 

Para mobilidade urbana — E-Bike Big Wheel 8.0: integrante da linha elétrica urbana da Oggi, é uma opção para quem busca incorporar a assistência elétrica aos deslocamentos cotidianos. A proposta permite combinar a pedalada com o auxílio do motor elétrico, especialmente em percursos nos quais distância e relevo podem aumentar o esforço exigido do ciclista. 

Para trilhas e terrenos irregulares — Big Wheel 7.4 2026: voltada ao cross-country, a mountain bike possui quadro de alumínio, suspensão a ar Manitou Machete com 100 mm de curso e trava no guidão, transmissão Shimano SLX de 12 velocidades e freios hidráulicos. A configuração foi desenvolvida para lidar com subidas, descidas e trechos tecnicamente mais exigentes. 

Para quem prioriza o asfalto — Cadenza 600: a speed é voltada a quem busca desempenho em percursos rodoviários e no asfalto. O modelo conta com quadro de carbono, grupo eletrônico Shimano 105 Di2, garfo de carbono e rodas de carbono Alexrims, configuração direcionada à eficiência e performance na estrada. 

“Não existe uma única bicicleta adequada para todos os usos. Entender onde a pessoa pretende pedalar, qual distância costuma percorrer, o tipo de terreno e o objetivo daquele uso é importante tanto para a experiência quanto para a segurança. Escolher um equipamento adequado à finalidade e mantê-lo em boas condições são cuidados que também fazem parte de um pedal mais seguro”, completa Peterle.

 

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