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O impacto da saúde mental ultrapassou há muito tempo as fronteiras
dos consultórios médicos. Hoje, o tema ocupa posição estratégica nas agendas de
empresas, governos e sistemas de saúde, impulsionado por um cenário cada vez
mais preocupante. Segundo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde
(OPAS), as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e os transtornos mentais
devem gerar perdas econômicas superiores a US$ 7,3 trilhões na América do Sul
entre 2020 e 2050, em razão da redução da produtividade, dos afastamentos do
trabalho e do aumento dos gastos em saúde.
Somente no Brasil, o prejuízo estimado pode chegar a US$ 3,7
trilhões no período, reforçando a necessidade de iniciativas capazes de ampliar
o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento contínuo dessas condições.
Um dos principais desafios enfrentados pelos pacientes é a
continuidade do cuidado. Entre consultas, terapias e medicamentos de uso
contínuo, o impacto financeiro frequentemente leva à interrupção do
acompanhamento, comprometendo os resultados clínicos e aumentando os riscos de
agravamento de quadros como ansiedade, depressão e outros transtornos mentais.
Para Dra. Ana Caroline Vicenzi, Diretora Médica e responsável
pelos programas de saúde mental da Dr. Online, a adesão ao tratamento é um dos
fatores mais importantes para a recuperação e a estabilidade dos pacientes.
“Um dos principais gargalos do tratamento é no início do processo
medicamentoso, em que o paciente passa por um período de adaptação ao uso dos
fármacos que podem gerar efeitos colaterais incômodos por algumas semanas. É
importante que o paciente tenha a orientação correta e contínua durante sua
jornada assistencial. Manter esse cuidado ao longo do tempo não se resume a
garantir o acesso aos medicamentos, mas a assegurar que a pessoa tenha um
serviço ao qual possa recorrer sempre que necessário, sem barreiras que
comprometam a continuidade do cuidado.”
Já para a Dra. Luana Camargo Brito, gerente de governança clínica
da Dr. Online, a interrupção do seguimento clínico pode estar associada a
diversos fatores. "Sustentar o tratamento ao longo do tempo depende de
mais do que vontade individual. Frequentemente, o acesso ao serviço de saúde ou
a tratamentos prescritos é limitado, comprometendo a continuidade do cuidado.
Essa interrupção precoce tende a comprometer os ganhos já conquistados,
aumentando o risco de agravamento dos sintomas e fragilizando vínculos e
qualidade de vida. Por isso, qualquer decisão sobre ajustar ou interromper o
tratamento deveria ser construída de forma compartilhada entre paciente e
profissional de saúde. É esse vínculo de confiança, sustentado ao longo do
tempo, que permite proporcionar um cuidado centrado na pessoa”.
A preocupação ganha relevância dentro das organizações. Os
transtornos mentais já figuram entre as principais causas de afastamento do
trabalho no Brasil. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, em
2025, os transtornos de ansiedade e os episódios depressivos estiveram entre os
principais motivos para a concessão de benefícios por incapacidade temporária,
somando mais de 290 mil afastamentos. Além disso, o país registrou mais de 546
mil licenças relacionadas à saúde mental no ano, um recorde histórico,
evidenciando o impacto do adoecimento psíquico sobre a produtividade, o
engajamento e os custos assistenciais das empresas.
Diante desse cenário, cresce o papel dos programas corporativos de acesso à saúde como ferramentas estratégicas para garantir a continuidade dos tratamentos e promover uma gestão mais eficiente da saúde populacional. A epharma, empresa do Grupo EP especializada em benefícios de saúde e Programas de Benefício em Medicamentos (PBM), tem observado uma demanda crescente das organizações por soluções capazes de reduzir barreiras financeiras ao tratamento, especialmente em condições crônicas e transtornos mentais.
Os Programas de Benefício em Medicamentos (PBM)
conectam empresas, beneficiários e farmácias credenciadas, permitindo o acesso
a medicamentos com descontos diferenciados. Na prática, a solução reduz o custo
do tratamento e favorece a adesão às terapias prescritas.
“Quando analisamos os desafios relacionados à saúde mental nas
empresas, percebemos que a questão financeira é um fator frequentemente
negligenciado. Muitas pessoas interrompem tratamentos porque não conseguem
manter os custos mensais dos medicamentos. Ao oferecer acesso facilitado e
descontos que podem chegar a 80%, os programas de benefício ajudam a reduzir
esse obstáculo e contribuem para que os pacientes mantenham a regularidade
necessária para alcançar resultados clínicos mais efetivos”, afirma Wilson Oliveira Junior, vice-presidente de Desenvolvimento de
Negócios do Grupo EP.
A epharma também disponibiliza o Oxy, plataforma
digital que reúne benefícios de saúde e bem-estar em um único ambiente. A
solução oferece planos de medicamento, com crédito mensal para a compra de
produtos em farmácias credenciadas, além de um plano de bem-estar, que amplia o
acesso a benefícios e serviços voltados à prevenção, ao autocuidado e à
qualidade de vida. Pelo aplicativo, os beneficiários podem localizar
estabelecimentos credenciados, consultar seus benefícios e acessar serviços de
saúde e bem-estar de forma prática e integrada.
Segundo Wilson Oliveira, o cuidado com a saúde
mental exige mais do que conscientização, sendo necessário criar condições para
que as pessoas consigam manter seus tratamentos ao longo do tempo.
“Cada vez mais as empresas entendem que ampliar o
acesso à saúde também é uma estratégia de negócio. Ferramentas como os PBMs e o
Oxy ajudam a reduzir barreiras financeiras, favorecem a adesão aos tratamentos
e contribuem para a diminuição dos afastamentos. Ao integrar benefícios de
saúde e bem-estar, o Oxy também amplia as possibilidades de cuidado, oferecendo
recursos que apoiam tanto a jornada de tratamento quanto a prevenção e a
qualidade de vida dos beneficiários”, afirma.
O alerta da OPAS reforça que os transtornos mentais e as doenças crônicas não são apenas desafios de saúde pública, mas também questões econômicas que impactam a produtividade e o desenvolvimento. Ampliar o acesso ao tratamento e fortalecer ações de prevenção tornam-se iniciativas essenciais para empresas comprometidas com o bem-estar das pessoas e a sustentabilidade dos negócios.
Grupo FAPES
grupofapes.com.br
Dr. Online
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