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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Por que o brasileiro tem vergonha de investigar a própria saúde intestinal?

Imagem de banco/Divulgação

No Setembro Verde, mês de prevenção ao câncer de intestino, especialista alerta que o constrangimento em falar sobre fezes, gases e diarreia atrasa diagnósticos graves 


O brasileiro é conhecido por ser comunicativo, mas existe um assunto que ainda é tratado a portas fechadas: a saúde intestinal. O constrangimento em falar sobre sintomas como diarreia crônica, gases, constipação severa ou alterações nas fezes faz com que milhares de pessoas convivam, por anos, com dor, recorrendo à automedicação. Segundo dados do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), quase 90% dos brasileiros se automedicam1, um hábito perigoso que, no caso das doenças gastrointestinais, dificulta a identificação dos sintomas e atrasa diagnósticos que podem salvar vidas. 

O reflexo desse silêncio aparece nas estatísticas oncológicas. O câncer colorretal já é o segundo tipo de tumor mais incidente no Brasil, com estimativa de 54 mil novos casos anuais até 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).2 Muitos desses casos poderiam ser prevenidos ou tratados precocemente com a busca por avaliação médica ao surgimento dos primeiros sintomas. 

"O paciente sente vergonha de relatar ao médico a consistência das fezes, se há sangramento ou se sofre com flatulência. Para evitar o constrangimento, ele vai à farmácia, compra um remédio para parar a diarreia e segue a vida. O problema é que, ao silenciar o sintoma, a doença continua progredindo silenciosamente", alerta a Dra. Virgínia Almeida, médica gastroenterologista da Ferring Brasil.

 

Impacto na qualidade de vida e no trabalho 

Condições inflamatórias crônicas não diagnosticadas afetam profundamente a qualidade de vida. Pessoas com distúrbios intestinais não tratados frequentemente desenvolvem ansiedade, evitam compromissos sociais (por medo de não haver um banheiro por perto) e sofrem com redução acentuada de produtividade no trabalho.3 

"Não é normal normalizar a dor. O intestino é considerado nosso 'segundo cérebro', e quando ele não vai bem, o corpo todo adoece. Vemos pacientes, no auge de suas vidas profissionais e pessoais, perdendo qualidade de vida porque sentem vergonha de procurar ajuda especializada. Precisamos normalizar a conversa sobre a saúde digestiva nas famílias, nas empresas e nos consultórios", reforça a gastroenterologista.


Ferring
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REFERÊNCIAS CONSULTADAS 

  1. Site Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade - ICTQ. APROXIMADAMENTE 90% DOS BRASILEIROS REALIZAM AUTOMEDICAÇÃO, ATESTA ICTQ. Disponível em: Link. Acesso em: setembro, 2026.
  2. Site Instituto Nacional do Câncer - INCA. INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Disponível em: Link. Acesso em: setembro, 2026.
  3. Site DII Brasil. Doença Inflamatória Intestinal e Saúde Mental. Disponível em: Link. Acesso em: setembro, 2026.


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