terça-feira, 8 de setembro de 2026

Lodk: quando um anel pode levar à amputação


Reprodução
 Instagram
O caso do streamer Lodk, que teve o dedo amputado após o anel ficar preso em uma grade no Rock in Rio, chama atenção para um trauma pouco conhecido, mas potencialmente grave: a avulsão por anel (ring avulsion).
Quando o anel se prende a uma grade, máquina, ferramenta ou outro objeto e o corpo continua o movimento, a força pode provocar lesões graves em pele, tendões, nervos e vasos sanguíneos e, nos casos mais severos, levar à amputação.

Um estudo intitulado “Ring Avulsion Injuries: A Systematic Review”, em publicado 2017, reuniu 572 pacientes de 20 estudos e mostrou que, entre os 314 pacientes com lesões mais graves, 96 precisaram de amputação, o equivalente a 30,6%.

E quando o dedo não é completamente amputado no acidente, ainda é possível salvá-lo? Uma revisão publicada em 2026 no Journal of Hand Surgery mostra que, em determinados tipos de avulsão por anel, técnicas de microcirurgia, como revascularização e reimplante, podem preservar o dedo, com taxas de sobrevivência de até 80% a 85%. A localização e a extensão da lesão são determinantes para definir o tratamento.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão pode indicar um especialista para explicar quais situações oferecem maior risco, se existem tipos de anel mais seguros, em que tipo de atividades é recomendável retirar a joia e o que fazer imediatamente se o anel ficar preso. 



SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
www.cirurgiadamao.org.br

 

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