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domingo, 27 de setembro de 2026

Depois do emagrecimento: quando a flacidez pode ser tratada com tecnologia ou cirurgia plástica

 

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Perdas significativas de peso podem deixar excesso de pele e alterar o contorno corporal; o cirurgião plástico Rafael De Fina explica os critérios médicos considerados na indicação de tratamentos


O emagrecimento significativo pode mudar não apenas a balança, mas também o contorno corporal. Dados de 2025 da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) revelam que 82% dos cirurgiões plásticos membros da sociedade receberam consultas relacionadas ao uso de medicação GLP-1 para perda de peso, tornando o tema um dos mais significativos na especialidade. À medida que as medidas diminuem, uma questão pode surgir entre pacientes que chegam ao peso planejado: a permanência de excesso de pele e a perda de firmeza após o emagrecimento. A situação pode ocorrer independentemente do método utilizado para perder peso e exige avaliação individualizada para determinar quais abordagens podem ser consideradas. 

Rafael De Fina, cirurgião plástico e diretor técnico da Clínica De Fina, explica: “A perda de peso significativa, seja por canetas emagrecedoras ou outros métodos, pode deixar um excesso de pele que não foi previsto no início do tratamento. A questão não está no medicamento em si, mas na magnitude da mudança corporal e na capacidade individual do tecido de acompanhar essa redução.”
 

Por que a pele não retrai na mesma proporção do emagrecimento 

Fibras de colágeno e elastina são responsáveis por sustentar a pele e permitir sua adaptação às mudanças do corpo. Quando ocorre uma redução significativa de volume, a capacidade de retração cutânea pode não ser suficiente para acompanhar completamente essa mudança. 

A intensidade dessa resposta varia conforme idade, genética, qualidade do colágeno, velocidade e quantidade de peso perdido. De Fina explica: “Uma pessoa que perdeu menos peso em um período mais longo pode ter uma alteração discreta, enquanto uma redução maior e mais rápida pode deixar áreas com menor retração.” 

Além disso, treinos de força, ingestão adequada de proteínas e manutenção de um peso estável fazem parte dos cuidados que acompanham uma mudança corporal, embora não determinem isoladamente quanto a pele irá retrair.
 

Exion ou cirurgia plástica: como essa indicação é definida 

Quando a queixa está relacionada principalmente à qualidade da pele, com perda discreta de firmeza e alteração leve do contorno, tecnologias como o Exion podem ser avaliadas dentro de um planejamento individualizado. Na Clínica De Fina, a plataforma combina radiofrequência monopolar e ultrassom, recursos utilizados para estimular processos relacionados à produção de colágeno e elastina e contribuir para a melhora da firmeza e da qualidade da pele. 

Sobre os critérios para indicação, De Fina afirma: “A indicação depende da avaliação das características apresentadas. A área tratada, o grau de flacidez, a espessura do tecido e a quantidade de pele excedente interferem na escolha da abordagem. O objetivo, nesses casos, não é retirar tecido, mas trabalhar a qualidade da pele.” 

Já nos casos com excesso cutâneo significativo, a cirurgia plástica pode ser considerada. “A diferença está principalmente na quantidade de tecido excedente e no impacto que essa sobra provoca no contorno corporal e no conforto do paciente”, complementa o especialista.
 

Avaliação médica é essencial para definir a abordagem 

A análise da flacidez não se resume a observar se a pele está “caída”. É preciso entender a extensão da alteração e a relação entre pele, tecido subcutâneo e contorno corporal. 

Durante a avaliação, são considerados fatores como quantidade de peso perdida, período em que ocorreu a redução, estabilidade do peso atual, região afetada, qualidade e elasticidade da pele, presença de excesso cutâneo, condições nutricionais e impacto no conforto e na rotina. 

Para quem perdeu uma quantidade significativa de peso, De Fina também ressalta a importância de evitar decisões precipitadas: “A cirurgia de contorno corporal costuma ser planejada quando o peso já está estabilizado, pois novas oscilações podem modificar o resultado.” 

O emagrecimento é uma etapa importante, mas não necessariamente encerra o processo de mudança do contorno corporal. A resposta da pele após essa transformação varia de pessoa para pessoa, o que torna a avaliação médica parte importante do planejamento. 

“A partir da avaliação médica, considerando a estabilidade do peso, o grau de flacidez e a presença de excesso cutâneo, é possível definir uma estratégia que preserve segurança e naturalidade”, finaliza Rafael De Fina.
 

 Clínica De Fina

 

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