Apesar de valorizarem presença paterna, metade dos brasileiros acha pais de hoje menos participativos que os do passado
Estudo mostra que
“ser presente no dia a dia” é a principal característica de um bom pai para 49%
da população, enquanto a função tradicional de provedor financeiro foi citada
por 3%
Pesquisa inédita da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados revela
que a valorização da paternidade é um consenso consolidado: oito em cada dez
brasileiros (76%) consideram alta ou muito alta a importância dos pais homens
na criação dos filhos. Apesar do reconhecimento, metade dos entrevistados (50%)
acredita que eles estão menos presentes hoje do que os das gerações anteriores.
A percepção de importância da paternidade é maior entre homens (81% somam alta e muito alta, contra 73% entre as mulheres), jovens de 16 a 24 anos (82%) e pessoas de maior renda familiar (81% entre quem ganha de dois a cinco salários mínimos). Em contraste, o reconhecimento da importância da paternidade na criação dos filhos cai para 62% entre a população com 60 anos ou mais e para 64% entre quem recebe até 1 salário mínimo.
Também há diferenças de acordo com o
nível de escolaridade dos entrevistados: 81% das pessoas com ensino médio e 80%
com nível superior completo atribuem alta ou muito alta importância à
paternidade, índice que cai para 68% entre os entrevistados com apenas o ensino
fundamental.
Apesar da alta relevância teórica
atribuída ao papel paterno, há uma percepção crítica sobre a atuação real dos
pais nos dias de hoje. Metade da população brasileira (50%) avalia que, em comparação
com a geração anterior, os pais atuais participam menos dos cuidados cotidianos
dos filhos.
“O brasileiro já consolidou a ideia
de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do
mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática”, avalia Marcelo
Tokarski, CEO da Nexus. “O fato de metade da população enxergar os pais de hoje
como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou
mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa.”
A avaliação sobre a participação dos
pais na criação dos filhos é fortemente influenciada pelo gênero dos
entrevistados: 56% das mulheres acreditam que os pais de hoje participam menos,
ao passo que os homens estão divididos sobre o assunto. Entre o público
masculino, 44% acham que a participação é maior hoje, enquanto outros 44%
afirmam que ela diminuiu em comparação com as gerações anteriores.
A percepção de menor participação dos
pais também se destaca geograficamente e socialmente, atingindo 56% no Nordeste
e 56% entre a população com renda de até um salário mínimo. Além disso, mais da
metade (51%) da população negra avaliam que os pais atuais são menos presentes,
enquanto entre os brancos o índice é de 47%.
Presença no
cotidiano supera papel de provedor financeiro na definição de um bom pai
Quando o assunto é a definição
prática de um “bom pai”, homens e mulheres divergem sutilmente no foco, embora
concordem sobre qual é o atributo mais importante. A pesquisa da Nexus revela
que 49% da população consideram “ser presente no dia a dia” como a principal
característica de um bom pai, superando questões relativas a conforto material,
por exemplo. “Oferecer segurança financeira” foi citado por apenas 3% dos
entrevistados.
A presença diária da figura paterna é
vista como ainda mais importante na opinião feminina. Entre as mulheres, 53%
consideram que esta é a característica principal de um bom pai, índice superior
ao registrado entre o público masculino (45%). Além disso, 21% dos homens acreditam
que “educar/orientar com limites” é a principal característica de um bom pai,
enquanto 17% das mulheres citaram o mesmo atributo.
METODOLOGIA
Foram realizadas 2.013 entrevistas
presenciais, com abordagem face-a-face em domicílios e coleta georreferenciada.
A pesquisa foi realizada entre 18 e 24 de julho de 2026, com amostra
representativa da população brasileira com mais de 16 anos, estratificada por
sexo, idade, renda, escolaridade, religião e região do país.
Fonte: https://www.nexus.fsb.com.br/estudos-divulgados/apesar-de-valorizarem-presenca-paterna-metade-dos-brasileiros-acha-pais-de-hoje-menos-participativos-que-os-do-passado/




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