sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Atendimento virtual ou pronto-socorro? Escolha errada pode aumentar filas e atrasar casos graves

Saber quando usar a telemedicina e quando buscar atendimento presencial reduz deslocamentos desnecessários, melhora o tempo de resposta e ajuda a desafogar os serviços de urgência  

 

A maior procura por serviços de saúde, especialmente em períodos de alta circulação de vírus respiratórios, tem levado muitos pacientes a uma dúvida comum: buscar um pronto atendimento virtual ou ir diretamente a um pronto-socorro presencial? A resposta depende, principalmente, da gravidade de sintomas do paciente. Sinais de gravidade como por exemplo, falta de ar importante, dores no peito, vômitos intensos, coração acelerado e febre persistente devem preferencialmente buscar o atendimento presencial.  

O pronto atendimento virtual, realizado por meio de consulta por telemedicina, é indicado para situações de adoecimento agudo mais comuns do público adulto e pediátrico como resfriados, viroses, quadros gastrointestinais e dores leves. Caso cheguem casos de maior gravidade durante a teleconsulta, o médico encaminha o paciente para um serviço presencial para continuar a avaliação.  

“O grande objetivo da Telemedicina é gerar acesso à saúde, no entanto, dentro de um contexto de Pronto-Atendimento digital conseguimos ser mais resolutivos com queixas de baixa complexidade. Caso o paciente tenha sintomas de maior gravidade é importante que se direcione imediatamente ao hospital.”, explica Ana Caroline Vicenzi, médica e diretora de Qualidade e Assistência à Saúde da Dr. Online.  

Além das queixas clínicas leves, o pronto atendimento virtual também pode ser usado para renovação de receituário de alguns tipos de medicamentos, emissão de atestado médico e declaração de comparecimento, pedidos de exames e orientações sobre saúde. A Teleconsulta do Pronto-atendimento digital segue a mesma lógica de um serviço físico, com anamnese dirigida à queixa, entendimento do histórico de saúde do paciente, realização do exame físico.   

A saúde digital também tem papel relevante na ampliação do acesso à profissionais qualificados, especialmente em um País como o brasil com dimensões continentais. Além disso, temos uma distribuição desigual de médicos nos diferentes estados, fortalecendo o uso da telemedicina na entrega de cuidados. Pacientes de regiões interioranas tem benefício significativo em ter parte de sua jornada por telemedicina, evitando deslocamentos e acelerando o processo diagnóstico e terapêutico.  

“O atendimento virtual aproxima o paciente do cuidado. Muitas vezes, uma simples orientação feita por um médico habilitado evita um agravamento do quadro, acalma o paciente e a família e consegue direcionar os próximos passos do cuidado com mais ciência e assertividade.”, afirma Ana Caroline.  

O pronto-socorro presencial, por outro lado, deve ser procurado imediatamente quando há sinais de gravidade, persistência dos sistemas ou quadros de urgência e emergência. Dores no peito, sintomas neurológicos como alterações motoras e sensitivas, picadas de animais peçonhentos, traumas com sangramento e suspeita de fratura e outras condições severas devem ser direcionadas imediatamente ao serviço presencial.  

"Nos quadros de emergências cardiovasculares, como o infarto, o tempo é um dos fatores mais importantes para o tratamento adequado, assim como nos quadros de AVC, sepse (infecção generalizada) e sangramentos volumosos, por isso a ida imediata ao atendimento físico ou o acionamento do SAMU é essencial para que o paciente receba o suporte medicamentoso e propedêutico adequado”  

A escolha adequada entre pronto atendimento virtual e presencial tem impacto direto na experiência do paciente. Quem tem sintomas leves pode receber orientação sem enfrentar deslocamentos, salas de espera cheias ou exposição a outros agentes infecciosos. Já quem apresenta uma emergência médica ganha tempo quando procura diretamente o serviço com estrutura para exames, observação e intervenção imediata.  

O uso correto de cada modalidade também ajuda a reduzir a sobrecarga dos hospitais. Quando casos simples são direcionados para o atendimento online, as equipes presenciais conseguem concentrar recursos nos pacientes mais graves. Isso pode diminuir filas, organizar melhor o fluxo de urgência e evitar atrasos em situações que dependem de resposta rápida. 

“Valor em saúde é sobre entregar o cuidado adequado, para o paciente correto no menor tempo possível, de acordo com a condição clínica, diz Ana Caroline. 

Para a médica, a educação do paciente é parte essencial desse processo. Reconhecer sinais de alerta, entender o que pode ser acompanhado por telemedicina e saber quando não esperar são atitudes que tornam o cuidado mais seguro. “Quando a pessoa sabe onde procurar ajuda, ela ganha tempo, evita idas desnecessárias ao hospital e contribui para que os casos graves sejam atendidos com prioridade”, completa. 


Grupo FAPES

Dr. Online
Para saber mais, acesse: dronline.com.vc.

  

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