Saber quando usar a telemedicina e quando buscar atendimento presencial reduz deslocamentos desnecessários, melhora o tempo de resposta e ajuda a desafogar os serviços de urgência
A
maior procura por serviços de saúde, especialmente em períodos de alta
circulação de vírus respiratórios, tem levado muitos pacientes a uma dúvida
comum: buscar um pronto atendimento virtual ou ir diretamente a um pronto-socorro
presencial? A resposta depende, principalmente, da gravidade de sintomas do
paciente. Sinais de gravidade como por exemplo, falta de ar importante, dores
no peito, vômitos intensos, coração acelerado e febre persistente devem
preferencialmente buscar o atendimento presencial.
O
pronto atendimento virtual, realizado por meio de consulta por telemedicina, é
indicado para situações de adoecimento agudo mais comuns do público adulto e
pediátrico como resfriados, viroses, quadros gastrointestinais e dores leves.
Caso cheguem casos de maior gravidade durante a teleconsulta, o médico
encaminha o paciente para um serviço presencial para continuar a
avaliação.
“O
grande objetivo da Telemedicina é gerar acesso à saúde, no entanto, dentro de
um contexto de Pronto-Atendimento digital conseguimos ser mais resolutivos com
queixas de baixa complexidade. Caso o paciente tenha sintomas de maior
gravidade é importante que se direcione imediatamente ao hospital.”, explica
Ana Caroline Vicenzi, médica e diretora de Qualidade e Assistência à Saúde da
Dr. Online.
Além
das queixas clínicas leves, o pronto atendimento virtual também pode ser usado
para renovação de receituário de alguns tipos de medicamentos, emissão de
atestado médico e declaração de comparecimento, pedidos de exames e orientações
sobre saúde. A Teleconsulta do Pronto-atendimento digital segue a mesma lógica
de um serviço físico, com anamnese dirigida à queixa, entendimento do histórico
de saúde do paciente, realização do exame físico.
A
saúde digital também tem papel relevante na ampliação do acesso à profissionais
qualificados, especialmente em um País como o brasil com dimensões
continentais. Além disso, temos uma distribuição desigual de médicos nos
diferentes estados, fortalecendo o uso da telemedicina na entrega de cuidados.
Pacientes de regiões interioranas tem benefício significativo em ter parte de
sua jornada por telemedicina, evitando deslocamentos e acelerando o processo
diagnóstico e terapêutico.
“O
atendimento virtual aproxima o paciente do cuidado. Muitas vezes, uma simples
orientação feita por um médico habilitado evita um agravamento do quadro,
acalma o paciente e a família e consegue direcionar os próximos passos do
cuidado com mais ciência e assertividade.”, afirma Ana Caroline.
O
pronto-socorro presencial, por outro lado, deve ser procurado imediatamente
quando há sinais de gravidade, persistência dos sistemas ou quadros de urgência
e emergência. Dores no peito, sintomas neurológicos como alterações motoras e
sensitivas, picadas de animais peçonhentos, traumas com sangramento e suspeita
de fratura e outras condições severas devem ser direcionadas imediatamente ao
serviço presencial.
"Nos
quadros de emergências cardiovasculares, como o infarto, o tempo é um dos
fatores mais importantes para o tratamento adequado, assim como nos quadros de
AVC, sepse (infecção generalizada) e sangramentos volumosos, por isso a ida
imediata ao atendimento físico ou o acionamento do SAMU é essencial para que o
paciente receba o suporte medicamentoso e propedêutico adequado”
A
escolha adequada entre pronto atendimento virtual e presencial tem impacto
direto na experiência do paciente. Quem tem sintomas leves pode receber
orientação sem enfrentar deslocamentos, salas de espera cheias ou exposição a
outros agentes infecciosos. Já quem apresenta uma emergência médica ganha tempo
quando procura diretamente o serviço com estrutura para exames, observação e
intervenção imediata.
O
uso correto de cada modalidade também ajuda a reduzir a sobrecarga dos
hospitais. Quando casos simples são direcionados para o atendimento online, as
equipes presenciais conseguem concentrar recursos nos pacientes mais graves.
Isso pode diminuir filas, organizar melhor o fluxo de urgência e evitar atrasos
em situações que dependem de resposta rápida.
“Valor
em saúde é sobre entregar o cuidado adequado, para o paciente correto no menor
tempo possível, de acordo com a condição clínica, diz Ana Caroline.
Para a médica, a educação do paciente é parte essencial desse processo. Reconhecer sinais de alerta, entender o que pode ser acompanhado por telemedicina e saber quando não esperar são atitudes que tornam o cuidado mais seguro. “Quando a pessoa sabe onde procurar ajuda, ela ganha tempo, evita idas desnecessárias ao hospital e contribui para que os casos graves sejam atendidos com prioridade”, completa.
Grupo FAPES
Dr. Online
Para saber mais, acesse: dronline.com.vc.

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