quarta-feira, 26 de agosto de 2026

6 pontos que mostram por que o futuro do trabalho será de quem aprende na prática

Pesquisa mostra que mais de 88% dos profissionais aplicam no trabalho conhecimentos adquiridos em programas corporativos; para especialista, capacidade de transformar aprendizado em resultado será cada vez mais decisiva 

 

Uma pesquisa realizada pela FGV com 1.361 ex-alunos de programas corporativos mostra que a capacidade de levar o conhecimento para a rotina profissional está diretamente relacionada à percepção de valor da educação corporativa. Entre os entrevistados, 88,1% dos egressos de MBA e 90,6% dos participantes de programas de Curta e Média Duração afirmaram aplicar os conhecimentos adquiridos no trabalho de forma ocasional ou frequente. O levantamento também aponta que a aplicabilidade prática está entre os atributos mais valorizados nesses programas.

 

O estudo revela ainda que 89,9% dos egressos de MBA e 92% dos participantes de programas de Curta e Média Duração afirmaram que a formação contribuiu parcial ou totalmente para sua trajetória profissional. A melhoria de performance foi o principal impacto percebido na carreira, citada por 54,7% dos participantes de MBA e 63,9% dos profissionais de Curta e Média Duração.

 

Para Douglas Domingues, especialista em educação corporativa, gestão de relacionamento com clientes e CEO da DomEduc, os dados refletem uma mudança na própria lógica de desenvolvimento profissional. À frente de uma empresa com mais de oito anos de mercado, mais de 1.000 empresas atendidas, 16 mil profissionais formados e índice de 98% de satisfação, o executivo defende uma formação que conecte conhecimento e realidade profissional.

 

“Não basta mais saber. É preciso saber aplicar, adaptar e transformar aquele conhecimento em uma decisão ou solução concreta. O profissional que consegue aprender diante de um problema real e imediatamente transformar esse aprendizado em ação passa a ter uma vantagem importante no mercado”, afirma.

 

Nesse cenário, Douglas aponta fatores que devem ganhar cada vez mais espaço na formação profissional:


 

1. Aprender fazendo acelera o desenvolvimento

 

“Quando o profissional trabalha com um caso real, precisa tomar uma decisão, analisar consequências e buscar uma solução, o aprendizado ganha outro significado. Ele deixa de ser apenas conteúdo e passa a fazer parte do repertório que aquela pessoa poderá utilizar novamente”, explica.

 

Na própria metodologia da DomEduc, a aplicação prática aparece como um dos pilares das formações. A empresa utiliza Business Cases baseados nas dores do mercado e das empresas, além de workshops e treinamentos personalizados para aproximar o conteúdo da realidade dos profissionais.


 

2. O profissional precisa aprender diante de problemas novos

 

Em um mercado marcado por inteligência artificial, automação e mudanças constantes, nem sempre será possível encontrar uma formação pronta para cada desafio que surgir.

 

“O conhecimento técnico continua sendo importante, mas ele envelhece mais rápido. Por isso, uma das competências mais importantes passa a ser a capacidade de aprender diante de uma situação nova. O profissional precisa saber fazer perguntas, buscar informações, testar possibilidades e ajustar sua estratégia”, afirma Douglas.


 

3. Certificado comprova formação, mas não necessariamente competência

 

A quantidade de cursos realizados pode ajudar a construir um currículo, mas não representa, sozinha, a capacidade de entregar resultados.

 

“Um certificado mostra que houve uma formação, mas não necessariamente mostra o que aquele profissional consegue fazer com o conhecimento. A experiência prática, os projetos realizados e a capacidade de resolver problemas ajudam a revelar competências que não aparecem apenas no currículo”, explica.


 

4. Empresas também precisam criar ambientes para o aprendizado acontecer

 

A responsabilidade pelo desenvolvimento não está apenas no profissional. Para Douglas, as empresas precisam criar condições para que o conhecimento adquirido seja colocado em prática.

 

“Não adianta oferecer um treinamento e esperar que a mudança aconteça automaticamente. É preciso criar espaço para aplicação, acompanhar os resultados e permitir que o profissional teste novas formas de fazer. A aprendizagem precisa entrar na rotina da empresa”, diz.


 

5. O aprendizado contínuo será parte da própria carreira

 

Se antes a formação era concentrada em momentos específicos, como faculdade, pós-graduação ou cursos de especialização, a tendência é que o desenvolvimento se torne permanente. 

 

“O profissional não pode mais pensar que terminou de estudar quando concluiu a graduação ou uma pós. A carreira vai exigir ciclos constantes de atualização. E isso não significa necessariamente fazer um curso atrás do outro, mas desenvolver a capacidade de aprender continuamente com projetos, experiências, pessoas, tecnologia e problemas reais”, afirma Douglas.


 

6. O diferencial será transformar conhecimento em resultado

 

Mais do que prever quais profissões existirão no futuro, a discussão passa a ser sobre quais profissionais estarão preparados para acompanhar as mudanças.

 

“Estamos saindo de uma lógica em que o diferencial era saber mais para uma lógica em que o diferencial é conseguir fazer melhor. O conhecimento continua sendo a base, mas a capacidade de transformar esse conhecimento em resultado é o que gera valor para a empresa e para a carreira”, conclui.

 

DomEduc


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