quinta-feira, 23 de julho de 2026

Hospedagens inexistentes e reservas falsas: golpes deixam turistas no prejuízo


O crescimento das reservas online durante os períodos de férias também trouxe um alerta para consumidores: os golpes envolvendo falsas hospedagens. Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apontam que os golpes digitais seguem entre as principais fraudes enfrentadas pelos brasileiros, com milhões de tentativas registradas todos os anos. Aproveitando a alta procura por viagens, criminosos têm criado anúncios falsos de casas, hotéis e pousadas, principalmente em redes sociais e plataformas digitais, oferecendo preços atrativos para convencer vítimas a realizarem pagamentos antecipados via Pix.

Uma situação cada vez mais comum ocorre quando uma família encontra uma casa de temporada anunciada na internet por um valor abaixo da média para o período de férias. Após realizar o pagamento da reserva, os viajantes descobrem que o imóvel não existe ou que o suposto responsável pelo anúncio deixou de responder. Além do prejuízo financeiro, a vítima ainda enfrenta transtornos como perda da viagem planejada, necessidade de buscar uma nova hospedagem de última hora e dificuldade para recuperar os valores pagos.

Segundo o advogado Dr. Tony Santtana, consumidores vítimas desse tipo de fraude precisam agir rapidamente e preservar todos os registros da negociação. “Anúncios, conversas, comprovantes de pagamento e dados do responsável pela oferta são elementos importantes para comprovar o ocorrido. Dependendo das circunstâncias, além da responsabilização criminal dos envolvidos, também pode existir a possibilidade de buscar a reparação dos prejuízos causados ao consumidor”, explica.

O especialista destaca que a prevenção é a principal ferramenta para evitar problemas durante as viagens. Verificar a reputação do anunciante, desconfiar de valores muito abaixo do mercado, confirmar informações do imóvel e utilizar plataformas reconhecidas são medidas que reduzem os riscos. Com o avanço das reservas digitais, o planejamento das férias exige cada vez mais atenção para que um momento de descanso não se transforme em uma disputa jurídica.


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