quarta-feira, 15 de julho de 2026

Hora de mudar: associações comerciais e as eleições

 

Como o ativismo judicial e a irresponsabilidade fiscal sufocam quem produz — e por que as entidades de classe devem liderar a cobrança por mudanças reais

 

O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral decisivo em meio a um cenário de incerteza internacional e uma evidente insegurança interna. Vivemos um momento de desequilíbrio institucional que afeta diretamente quem trabalha e produz A realidade, no entanto, não tem contribuído para criar um clima de segurança ou pelo menos mais amigável para o empreendedor brasileiro.

O que assistimos é um Judiciário que extrapola suas funções com decisões monocráticas, desalinhadas com o texto constitucional, e um executivo irresponsável diante do necessário equilíbrio fiscal.

Já o Congresso Nacional vem se destacando pela aprovação de matérias que criam mais burocracia e aumentam a carga tributária, enquanto o Senado se omite de seu papel de frear os excessos e defender as instituições.

Embora os holofotes se voltem naturalmente para a polarizada disputa da Presidência da República, é fundamental compreendermos que o futuro do país depende, com igual peso, da composição do Poder Legislativo.

Sem a formação de uma maioria expressiva e comprometida com reformas estruturais no Congresso — e em especial no Senado —, o Brasil não reencontrará o caminho da retomada econômica, da inclusão social e da segurança jurídica indispensável ao desenvolvimento. Nesse contexto, as Associações Comerciais precisam exercer sua vocação essencial.

Embora sejam entidades políticas, são rigorosamente apartidárias com foco na defesa intransigente das instituições, da democracia e da liberdade em seu sentido mais amplo, ou seja, liberdade de iniciativa, de expressão e igualdade de todos perante a lei. Defende a economia de mercado com inclusão e igualdade de oportunidades.

A base das associações é formada majoritariamente por micro e pequenos empresários e profissionais liberais que, juntos, constituem a espinha dorsal da classe média e o fator de equilíbrio político do país. O empresariado brasileiro carrega valores sólidos de preservação da família, da ética, da moral e da liberdade. Por isso, não pode se calar.

É imperativo, portanto, que as associações participem ativamente do debate político e que os empresários apoiem candidatos que assumam um compromisso claro com a livre iniciativa, independentemente de legendas partidárias.

Para fortalecer esse vínculo entre a sociedade produtiva e a classe política, as associações comerciais tem como bandeira estratégica o Voto Distrital Misto. Como entidades municipais, profundamente inseridas nas comunidades, sabemos que esse sistema aproxima eleitores e eleitos, fortalecendo as cidades e a representatividade regional e aproximando os políticos dos empresários.

O momento exige coragem e clareza de propósitos. É hora de seguir firmes na cobrança por austeridade fiscal, pela implementação plena da Lei de Liberdade Econômica, pela desburocratização e pela redução da pesada carga tributária que sufoca o país.

O voto consciente e o engajamento do setor produtivo são as ferramentas legítimas para resgatar a estabilidade e garantir o futuro do Brasil. 

 

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio**

 

Marcel Solimeo e Arthur Gebara Junior
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/hora-de-mudar-associacoes-comerciais-e-as-eleicoes

Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/hora-de-mudar-associacoes-comerciais-e-as-eleicoes

 

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