Especialista alerta que hábitos comuns do inverno podem comprometer o equilíbrio da saúde íntima feminina e orienta sobre os cuidados que ajudam a proteger a região nos dias frios.
Com a
chegada das temperaturas mais baixas, alguns hábitos comuns do inverno podem
impactar diretamente a saúde íntima feminina. Embora muitas vezes passem
despercebidos, fatores podem desequilibrar a proteção natural da vagina e
causar desconfortos ao longo da estação.
Segundo
a Dra. Madalena Oliveira, médica e professora da pós-graduação em Ginecologia
da Afya Vitória, a região possui uma microbiota natural responsável por
proteger o organismo contra fungos e bactérias. Para que essa proteção funcione
adequadamente, é importante manter hábitos de higiene equilibrados e evitar
excessos. “A vagina possui uma microbiota protetora que depende de um pH
adequado e de cuidados corretos para permanecer saudável. O problema é que
muitos fatores do dia a dia podem interferir nesse equilíbrio, como o uso
inadequado de cremes vaginais, produtos muito agressivos, roupas abafadas e até
determinados hábitos de higiene”, explica.
A
especialista da Afya ressalta que, durante o inverno, é comum que as mulheres
permaneçam mais tempo com roupas justas ou tecidos que dificultam a ventilação
da região íntima. Isso aumenta a umidade local e cria um ambiente mais
favorável para a proliferação de fungos e bactérias. “Peças sintéticas, roupas
muito apertadas e ficar muito tempo com roupas úmidas ou abafadas podem
favorecer infecções como a candidíase, além de aumentar irritações e
desconfortos”, afirma.
Outro
ponto de atenção é o excesso de cuidados íntimos, que muitas vezes pode causar
o efeito contrário ao esperado. “Existe uma ideia de que higiene em excesso
significa mais proteção, mas isso nem sempre é verdade. O uso frequente de
sabonetes fortes, duchas íntimas e produtos perfumados pode alterar o pH
vaginal e comprometer essa barreira natural de defesa”, alerta a ginecologista.
A
médica também explica que banhos muito quentes merecem atenção, mas não são os
únicos vilões da estação. “A água excessivamente quente pode ressecar e
sensibilizar a pele da vulva, assim como acontece em outras regiões do corpo.
Por isso, o ideal é manter banhos mornos e rápidos, preservando a hidratação
natural da pele e o equilíbrio da região íntima”, orienta.

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