O mercado pet vive um momento singular no Brasil. Mais do que um setor resiliente, tornou-se um ecossistema altamente emocional, recorrente e orientado à experiência, com os animais de estimação ganhando espaço como verdadeiros membros da família. Essa mudança redefiniu, completamente, a forma como as marcas do segmento devem se comunicar – tendo com a mensageria um dos principais motores de crescimento para conectar marketing, vendas e fidelização em uma jornada contínua, personalizada e escalável.
Hoje,
sete em cada dez brasileiros têm animais de estimação em casa, sendo que
cerca de 77% dos tutores têm gastos acima de R$ 100 por mês com seus
pets, segundo uma pesquisa da Quaest. Esse é um mercado que está
em franca expansão há alguns anos, o que vem, naturalmente, impulsionando
o movimento de compras de produtos e serviços destinados aos pets – assim
como os critérios de rigor dos tutores quanto às marcas com as quais se
envolverão.
Os tutores
estão, atualmente, mais conversacionais do que nunca. Pesquisam muito online
antes de comprar, esperam respostas rápidas, valorizam um atendimento
humanizado e tendem a recomprar da mesma empresa com grande frequência,
sobretudo quando a marca acaba “lembrando” de seu animal de estimação. Todas
essas preferências fazem com que canais tradicionais como e-mail genérico, SAC
reativo ou campanhas frias, sejam insuficientes para atrair e reter sua
fidelidade – ressaltando a comunicação proativa, contextual e bidirecional como
bem mais estratégica nesse sentido. E é exatamente aqui que a
mensageria se destaca.
Aqui,
não estamos falando apenas de canais vantajosos como WhatsApp, RCS, e-mail ou
SMS isoladamente, mas de uma estratégia integrada de comunicação conversacional
que conecte toda a operação de receita. Isso porque, no segmento
pet, enquanto campanhas genéricas performam mal, as
contextualizadas obtêm resultados bem melhores – ainda mais, quando
apoiadas por ferramentas robustas capazes de enviar mensagens segmentadas
e personalizadas a cada perfil de consumidor, em uma experiência bem mais
enriquecida e intuitiva contendo textos com conteúdo visual, botões de ação,
respostas em tempo real e jornada mensurável, o que se reflete em mais cliques,
conversas e leads qualificados.
Outro
ponto de destaque está no fato de que a conversão no mercado pet raramente é
100% automática, já que o tutor costuma querer tirar dúvidas, comparar opções e
sentir segurança em sua compra. Nesse sentido, uma boa estratégia de
mensageria integrada ao funil de vendas transforma esse momento em
vantagem competitiva, podendo conter, por exemplo, chatbots inteligentes
para triagem, transferência fluida para um profissional humano e, ainda,
ofertas personalizadas com base no histórico do pet.
A
recorrência — seja de ração, medicamentos, banho e tosa, planos de saúde ou
demais serviços — é onde as empresas realmente crescem. A mensageria também
favorece esse LTV (Lifetime Value),
a qual pode ser direcionada para lembretes de recompra, avisos de fim de
estoque, renovação automática de planos, upsell e cross-sell contextual,
como exemplo. Mais do que vender novamente, trata-se de cuidar da
relação.
Para
que essas ações consigam escalar com êxito, a tecnologia possui papel
fundamental, a partir da qual as empresas podem contar com integrações com CRM
e CDP; orquestração multicanal; automação com inteligência; mecanismos de
compliance e segurança dos dados; assim como métricas claras de ROI a serem
acompanhadas em tempo real.
O
mercado pet continuará crescendo. Mas, as marcas que vão liderar essa jornada
serão aquelas que entenderem que a comunicação não é um custo — mas sim
uma ferramenta de receita. Uma estratégia de mensageria bem
construída entra como parte essencial da infraestrutura
de expansão da marca, conectando dados, pessoas e canais para gerar
experiências relevantes e retorno financeiro previsível. No fim, não se trata
apenas de vender produtos para pets, mas de construir relações duradouras com
quem cuida deles.
Renata Reis - Diretora de Receitas na Pontaltech.
Pontaltech
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