sexta-feira, 1 de maio de 2026

Chá de amora e outras “soluções caseiras” funcionam para aliviar os sintomas da menopausa?

Em uma fase como a menopausa, em que o corpo muda, os sintomas aparecem e a sensação de perda de controle é real, muita gente busca soluções rápidas para tudo isso 

 

Em uma fase como a menopausa — marcada por mudanças no corpo, surgimento de sintomas e uma sensação real de perda de controle — é natural que muitas mulheres busquem soluções rápidas para lidar com esse momento. É aí que surgem aquelas “receitas milagrosas” e caseiras que se vê por aí, dicas que prometem que certos alimentos, como o chá de amora, melhoram os sintomas como um passe de mágica. Além disso, suplementos secretos e dietas específicas também são muito vendidos dessa forma por “especialistas” na internet. 

No entanto, é justamente nesse cenário que o excesso de informação pode se tornar um obstáculo. Afinal, nem todas elas são verdadeiras, como explica o Dr. Luiz Augusto Junior, médico especialista em saúde da mulher e pós-graduado em nutrologia.  

O chá de amora, por exemplo, tornou-se popular como alternativa natural. Porém, apesar de sua ampla divulgação, ele não tem capacidade de regular os hormônios, segundo o especialista. Ele até tem substâncias naturais que mimetizam o estrogênio no corpo, podendo ajudar com sintomas leves, mas não vai ser o suficiente na maior parte dos casos.  

Algumas outras abordagens, como o uso de fitoestrogênios (presentes, por exemplo, na isoflavona de soja), também podem até oferecer alívio momentâneo, contudo raramente atuam na raiz do problema. Existe uma diferença fundamental entre amenizar sintomas e corrigir desequilíbrios hormonais — e compreender isso muda completamente o resultado do tratamento. 

“No entanto, eles não substituem hormônios como o estradiol, especialmente quando os ovários já interromperam sua produção”, explica o Dr. Luiz Augusto.  

O ponto central está na diferença entre tratar o sintoma e abordar a causa. Enquanto soluções superficiais focam apenas no desconforto imediato, o cuidado adequado exige uma avaliação individualizada, baseada em critérios médicos e conhecimento científico. 

Assim, é essencial lembrar que, mais do que promessas, o que faz diferença nesse processo é ter um médico que escute, compreenda e oriente com clareza — respeitando as particularidades de cada paciente. 

A seguir, veja um vídeo do Dr. Luiz Augusto sobre o assunto:

https://www.instagram.com/p/DXo7UrpEVko/ 

 

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