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Os casos recentes de sarampo registrados em São Paulo reacenderam
o alerta para a importância da vacinação contra a doença, considerada uma das
infecções virais mais contagiosas do mundo. No mês de abril, foi confirmado o
diagnóstico em um paciente guatemalteco de 42 anos, e, antes disso, outro caso
já havia sido registrado em um viajante vindo da Bolívia, país que enfrenta um
surto de sarampo.
Embora o Brasil tenha recuperado em novembro do ano passado o
certificado de país livre do sarampo, a circulação internacional do vírus
mantém o risco de novos casos importados, especialmente em períodos de maior
fluxo de viagens. Vale ressaltar que a doença pode ser transmitida em até 90%
das pessoas com contato próximo – 6 dias antes do início dos sintomas e até 4 a
5 dias depois do aparecimento das manchas vermelhas.
Segundo o Dr. Ricardo Cantarim Inacio, médico infectologista do
Hospital HSANP, a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção
contra o sarampo e deve seguir rigorosamente o calendário vacinal.
“A imunização é indispensável para evitar a disseminação do
sarampo. A partir dos 6 meses de vida, a criança já pode receber a chamada dose
zero em situações específicas, seguida posteriormente pelas vacinas tríplice
viral e tetraviral, conforme a recomendação do calendário vacinal”, explica o
especialista.
Em caso de indivíduos que não sabem se já receberam a vacina, que
estão com doses incompletas ou se encontram em regiões que estão em situações
de surto, precisam procurar um médico ou ir para a UBS mais próxima para
completar a vacinação ou receber as doses adicionais, caso seja necessário.
O alerta também ganha mais relevância neste ano, em razão da
realização da Copa do Mundo da FIFA nos Estados Unidos, México e Canadá, países
que ainda registram circulação endêmica do vírus. O aumento do fluxo
internacional de pessoas pode ampliar o risco de disseminação da doença,
sobretudo entre indivíduos não vacinados. Pessoas que vão viajar para países
onde o vírus continua circulando devem procurar orientação médica antes da
viagem.
“Como não existe um tratamento específico para o sarampo, a
prevenção por meio da vacinação é fundamental. Manter a caderneta vacinal
atualizada é a principal medida para evitar complicações e reduzir o risco de
transmissão”, complementa Dr. Ricardo Cantarim Inacio.
Vale ressaltar que mulheres gestantes não devem
receber a vacina, e as mulheres em idade fértil vacinadas devem evitar gravidez
até 30 dias após a dose da vacina. Se o paciente tiver alguma doença, deve-se
informar com seu médico se não há contra-indicação para receber a vacina.
Os sintomas do sarampo costumam começar com febre alta, irritação
nos olhos, coriza, tosse, perda de apetite e mal-estar intenso. Em seguida,
surgem as manchas vermelhas características pelo corpo. A persistência da febre
após o aparecimento das manchas pode indicar agravamento do quadro e demanda
atenção médica imediata.
HSANP

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