Fortalecimento
muscular pode prevenir lesões como a que deixou o jogador Rodrygo fora da Copa
do Mundo 2026
O rompimento do ligamento cruzado anterior (LCA) e
do menisco lateral que tirou Rodrygo da Copa do Mundo de 2026 acende um alerta
não apenas para atletas de alto rendimento, mas também para praticantes de
atividade física em geral. Lesões no joelho são comuns e, embora tenham
tratamento, a prevenção ainda é o caminho mais eficiente.
De acordo com o médico fisiatra Roberto Rached, o
retorno ao esporte após uma lesão desse tipo exige tempo e nem sempre garante
que o atleta volte ao mesmo nível. “Mesmo com cirurgia e reabilitação, ainda
existe risco de nova lesão”, explica.
Nesse contexto, a prática de exercícios com foco em
prevenção ganha ainda mais relevância. Segundo Lucas Florêncio, especialista
técnico da Smart Fit, esse cuidado deve fazer parte da rotina de treino e não
ser tratado como algo complementar. “A prevenção começa com uma boa gestão de
carga, evitando aumentos bruscos de intensidade, já que tendões e ligamentos se
adaptam mais lentamente do que os músculos” .
Além disso, o aquecimento adequado é indispensável.
“Um protocolo eficiente inclui elevação da temperatura corporal, mobilidade
articular e ativação neuromuscular antes de exercícios mais intensos”, afirma
Florêncio .
O fortalecimento muscular também é um dos pilares
para proteger o joelho. Rached destaca a importância de músculos como
quadríceps, posteriores da coxa, glúteos e core, que ajudam a controlar a
posição do joelho e a absorver impacto. Florêncio complementa que esse trabalho
precisa ser equilibrado: “Os isquiotibiais atuam como aliados do LCA, enquanto
os glúteos ajudam a evitar o desalinhamento do joelho, conhecido como valgo
dinâmico” .
Na prática, exercícios como agachamento búlgaro,
stiff, abdução de quadril e cadeira extensora são indicados para fortalecer
essas regiões, desde que realizados com técnica adequada .
Outro ponto essencial é o controle neuromuscular: a
capacidade do corpo de ativar os músculos certos no momento certo. Esse
mecanismo ajuda a manter a estabilidade durante movimentos. Florêncio destaca,
assim, a importância de realizar exercícios de equilíbrio, apoio em uma perna e
até pliometria controlada, com foco na aterrissagem correta. “Isso melhora a resposta
do corpo em situações de instabilidade e reduz o risco de lesões”, afirma.
Apesar dos benefícios do treino, erros comuns podem
aumentar o risco de lesões. Entre eles estão deixar os joelhos “caírem” para
dentro durante exercícios, negligenciar o fortalecimento dos posteriores da
coxa e realizar movimentos com carga excessiva ou execução inadequada. “O
desalinhamento e o desequilíbrio muscular são fatores importantes de risco”,
alerta Florêncio .
Por fim, é fundamental estar atento aos sinais do
corpo. Rached orienta que dor aguda, inchaço, sensação de instabilidade ou
dificuldade de movimento devem ser investigados. Florêncio reforça: “Sintomas
como falseio (sensação de que o joelho vai sair do lugar), bloqueio articular
ou estalos com dor indicam que algo não está bem e exigem avaliação
profissional”.
Assim, seja para atletas ou para quem pratica
atividade física regularmente, a combinação de treino estruturado, técnica
adequada e atenção aos sinais do corpo é essencial para manter a saúde dos joelhos
e evitar lesões.
Segue sugestão de treino abaixo e no link:
Cadeira extensora isométrica
Cadeira flexora
Elevação pélvica máquina
Cadeira abdutora
Leg Press Horizontal
Stiff
Gêmeos em pé
Todos exercícios:
1 série do exercício como aquecimento - carga leve a moderada realizar 20
repetições e 30” de isometria para exercícios isométricos
Parte principal
3 x 15 a 17 ou 60” isométrico (cadeira extensora)
Grupo Smart Fit
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