Especialista em estética íntima masculina alerta para os riscos reais de ficar longos períodos sem sexo
A falta de sexo pode sair mais cara do que parece.
Passar meses sem ereções frequentes, inclusive as noturnas, pode comprometer a
saúde do tecido peniano e levar à diminuição do tamanho do órgão. O alerta é do
biomédico Dr. Vitor Mello, especialista em harmonização íntima masculina, que
explica como a ausência de estímulo favorece a atrofia.
"O pênis é como qualquer músculo do corpo: se você não usa, perde. A falta das ereções regulares reduz o fluxo sanguíneo local, diminui o aporte de oxigênio e nutrientes nos tecidos, e isso desencadeia um processo de substituição da musculatura lisa por colágeno, um tecido rígido e inelástico. O resultado? Perda de comprimento, calibre e firmeza", explica o Dr. Vitor.
Os dados reforçam o alerta. Especialistas da Universidade do Estado da Califórnia alertam que a falta de sexo a longo prazo pode causar atrofia peniana, com redução de até 2 centímetros no tamanho do órgão. Enquanto isso, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 50% dos homens brasileiros acima de 40 anos já têm alguma queixa relacionada às ereções.
No entanto, não existe um “prazo de validade”
oficial. O que preocupa não é simplesmente ficar semanas sem relação sexual.
“Se o homem permanece três, quatro, seis meses sem ter ereções regulares, o
tecido começa a receber menos estímulo vascular. A longo prazo, isso pode
impactar elasticidade e firmeza”, explica o Dr. Vitor Mello.
Masturbação conta?
Não importa o motivo da abstinência. “O corpo não faz julgamento moral. Seja por opção religiosa, término de relacionamento ou excesso de trabalho, o tecido responde da mesma forma à falta de estímulo”, complementa Mello.
Um ponto importante destacado pelo especialista é que
a manutenção da saúde peniana não depende exclusivamente de relações sexuais
com parceiros. “O que mantém o tecido saudável é a ereção. Masturbação também
promove oxigenação e ajuda na preservação da função erétil. É fisiologia, não
tabu”, pontua.
Tem solução?
A boa notícia é que, na maioria dos casos, o quadro pode ser revertido com estímulo adequado, controle hormonal, melhora da saúde vascular e, quando indicado, procedimentos minimamente invasivos de harmonização íntima masculina.
“A ciência evoluiu muito. Hoje conseguimos restaurar
o volume, melhorar firmeza e devolver a autoestima. Mas o melhor tratamento
ainda é a prevenção e, nesse caso, prevenção significa manter o órgão em
atividade”, conclui o biomédico.

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