Mudanças de comportamento no verão ajudam a explicar o aumento dos casos
Quando se fala em infecções respiratórias, muita gente associa automaticamente ao frio. Mas o que pouca gente percebe é que o verão também registra aumento significativo de gripes, resfriados, crises alérgicas e infecções das vias aéreas, especialmente em grandes cidades e períodos de férias.
Segundo
o Dr. Armindo Matheus, diretor médico da Nova Saúde, o calor muda os hábitos e
cria um ambiente favorável para a circulação de vírus e bactérias. “No verão,
as pessoas ficam mais tempo em locais fechados com ar-condicionado, mudam a
rotina de sono e alimentação e viajam mais. Tudo isso interfere na imunidade e
na saúde respiratória”, explica.
Ar-condicionado é vilão silencioso
Um dos principais fatores está no uso contínuo do ar-condicionado, comum em escritórios, shoppings, academias, transportes e até em casa. Ambientes refrigerados, com pouca circulação de ar e manutenção inadequada dos aparelhos favorecem a propagação de vírus e ressecam as vias respiratórias.
“O
ar seco irrita a mucosa do nariz e da garganta, reduz a defesa natural do
organismo e facilita infecções. Além disso, o choque térmico constante entre
calor externo e ambiente frio sobrecarrega o sistema respiratório”, afirma o
médico.
Viagens, aglomerações e mais exposição a vírus
Inclusive durante as férias, viagens e eventos em que aumentam a circulação de pessoas em aeroportos, rodoviárias, hotéis e locais fechados. Esse movimento facilita a transmissão de vírus respiratórios, mesmo fora do inverno.
“Muita
gente associa viagem a descanso, mas o corpo enfrenta mudança de clima, fuso,
alimentação irregular e noites mal dormidas. Isso reduz a imunidade e abre
espaço para infecções”, explica o especialista.
Crianças e idosos sentem mais
Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas costumam ser os mais afetados. Tosse persistente, coriza, dor de garganta, chiado no peito e cansaço podem surgir ou se agravar durante o verão.
“No
caso das crianças, o contato próximo em ambientes fechados e a dificuldade de
perceber os primeiros sintomas fazem com que as infecções avancem rápido. Já os
idosos têm menor reserva imunológica”, alerta o médico.
Sintomas leves também merecem atenção
Um erro comum é minimizar os sintomas por não estarmos no inverno. Segundo o Dr. Armindo, essa postura pode atrasar o diagnóstico e o tratamento.
“Muita
gente acha que é só um resfriado ou alergia ao calor e segue a rotina
normalmente. Quando não há melhora em poucos dias ou surgem febre, falta de ar
ou piora do quadro, é importante procurar orientação médica”, orienta.
Prevenção também é atitude de verão
Manter a hidratação, higienizar as mãos, evitar ambientes fechados por longos períodos, cuidar da limpeza do ar-condicionado e respeitar o descanso são medidas simples que ajudam a reduzir o risco.
“O verão não elimina os vírus respiratórios. Pelo contrário, ele muda a forma como eles circulam. Informação e prevenção fazem toda a diferença”, conclui o Dr. Armindo Matheus, diretor médico da Nova Saúde.
Nova Saúde
Site: Link
Instagram: Link
Nenhum comentário:
Postar um comentário