Construtora celebra o Mês da Mulher com ações de
conscientização e reforço da liderança feminina nos canteiros de obras
O cenário da mão de obra na engenharia brasileira passa por uma transformação
gradual e consistente. Dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia
(Confea) apontam um crescimento de 36% nos registros profissionais de mulheres
nos últimos cinco anos. Elas já representam cerca de 20% dos profissionais
cadastrados no órgão, o que equivale a mais de 240 mil mulheres atuando no
setor em todo o país.
Esse cenário também se reflete nas empresas brasileiras. A MRV, maior
construtora da América Latina, registrou, nos últimos 10 anos, um crescimento
na participação feminina em seu quadro de colaboradores. O número de
engenheiras contratadas aumentou 64,5%, enquanto o total de mulheres na empresa
cresceu quase 45%. O destaque fica para a presença feminina em cargos de
liderança, que apresentou um salto de 89% no mesmo período, evidenciando o
protagonismo cada vez maior das mulheres no setor.
A evolução também é expressiva na base e nas áreas técnicas. Na última década,
a companhia registrou um crescimento de 125,3% no número de auxiliares
femininas e um aumento de 306,5% no total de analistas mulheres, consolidando
um ambiente que valoriza a igualdade de gênero em todas as frentes de atuação.
Reforço da cultura do respeito
Durante todo o mês de março, as obras da MRV contarão com uma campanha de
comunicação visual de impacto. Cartazes instalados em pontos de destaque nos
canteiros trazem mensagens diretas de apoio e diretrizes de conduta para todos
os colaboradores, reforçando que a obra é, sim, lugar de mulher. As peças
abordam temas como a não tolerância a piadas machistas, a importância da
divisão justa de tarefas e o incentivo à denúncia de violência contra a mulher
por meio do número 180.
Em parceria com o time de Compliance, a empresa realiza treinamentos constantes
sobre assédio e disponibiliza um Canal Confidencial para garantir que qualquer
situação de discriminação seja tratada com o rigor necessário, assegurando um
ambiente de trabalho saudável para todas.
"Nossa atuação vai além da contratação. Trabalhamos o letramento e o
combate à violência contra mulheres durante todo o ano", afirma Tatiana de
Villefort, Diretora de Desenvolvimento Humano da MRV. "Neste mês,
intensificamos esse posicionamento com um Diálogo Diário de Segurança (DDS)
focado exclusivamente na conscientização e no apoio às nossas colaboradoras",
explica Tatiana.
Engenheiras da MRV: superando estigmas e gerenciando grandes equipes
A evolução do número de engenharias que trabalham na MRV ganha rosto e voz na
trajetória de profissionais como Caroline Olimpio Dias, 39 anos. Com 12 anos de
MRV, ela iniciou sua trajetória na companhia como estagiária e hoje, como
engenheira civil, lidera cerca de 180 colaboradores divididos entre duas obras
no complexo Cidade Sete Sóis, em Pirituba (SP). Carolina está à frente da
entrega do primeiro de mais de 60 empreendimentos que serão construídos ao
longo dos próximos anos no projeto que utiliza atributos do conceito de smart
cidade.
"No início da minha trajetória, havia pouquíssimas engenheiras em campo e
nenhuma tocava obras diretamente na produção. Hoje, sou respeitada como líder
técnica e percebo que o toque feminino traz um diferencial de detalhamento e
capricho que torna a obra mais harmoniosa", destaca Caroline.
Para Iane Dias Matos, 29 anos, a evolução cultural também é acompanhada por uma
ascensão interna. Com seis anos de empresa, Iane também ingressou como
estagiária antes de se tornar engenheira de obra. Atualmente, ela comanda o
canteiro do condomínio Nascente Sempre Viva, também dentro do Cidade Sete Sóis
Pirituba. Para ela, a mudança de mentalidade é o maior ganho do setor.
"A MRV mostrou que o gênero não faz diferença na composição das equipes
que atuam no canteiro. A ideia de que o líder precisa ser 'bruto' ou 'rústico'
caiu por terra. A frente de obra é um ambiente desafiador, mas as mulheres têm
uma resiliência única para gerenciar a pressão e a multiplicidade de
funções", afirma Iane, que gerencia frentes de trabalho com até 200
profissionais nos períodos de pico.
Maria Alice Teles, 28 anos, também faz parte do time de lideranças femininas
que cresceram dentro da companhia. Prestes a completar nove anos de MRV, ela
trilhou um caminho multifacetado: começou como estagiária na área de qualidade
e hoje é a engenheira responsável pela infraestrutura de todo o complexo Cidade
Sete Sóis Pirituba, cuidando de etapas cruciais como drenagem, uso de água e
pavimentação.
Maria Alice compartilha um conselho para as novas gerações de meninas que
almejam uma carreira na engenharia civil. "Há 10 anos, 90% da área era
masculina. Hoje essa proporção já diminui drasticamente. Minha dica para as
mulheres que querem ingressar nessa área é ter resiliência e buscar
conhecimento sempre, pois a competência técnica é o que consolida nossa voz no
canteiro", pontua.
www.mrv.com.br

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