A atenção das mulheres à própria saúde tem impacto positivo não apenas individualmente, mas também no bem-estar de toda a família
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é tradicionalmente marcado por reflexões sobre conquistas sociais e direitos femininos. Na área da saúde, a data também serve como um importante lembrete sobre a necessidade de manter o acompanhamento médico regular e investir na prevenção de doenças ao longo da vida.
De acordo com o ginecologista Dr. Alexandre Rossi, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, culturalmente as mulheres tendem a demonstrar maior atenção aos cuidados com a saúde, o que se reflete diretamente no bem-estar de toda a família.
“Em muitos lares, a mulher é quem assume naturalmente o papel de organizadora da saúde da família. É ela quem lembra das consultas, acompanha exames, orienta filhos e parceiros. Esse olhar atento faz com que muitas vezes seja a primeira a identificar sinais de que algo não vai bem”, explica.
Esse comportamento também tem impacto positivo na prevenção de doenças ginecológicas. Consultas regulares permitem a realização de exames importantes, como o Papanicolau, que permite detectar precocemente alterações no colo do útero, além de avaliações clínicas que ajudam a identificar condições como miomas, endometriose, infecções ginecológicas e alterações hormonais.
Outro ponto destacado pelo especialista é que a saúde da mulher precisa ser acompanhada em todas as fases da vida, da adolescência à pós-menopausa. “Cada etapa traz necessidades específicas. Na juventude, muitas vezes falamos sobre contracepção e prevenção de infecções. Na fase reprodutiva, sobre fertilidade e gestação. Já na maturidade, ganham importância questões hormonais, saúde óssea e qualidade de vida”, afirma.
Apesar de serem mais cuidadosas, muitas mulheres ainda acabam adiando consultas por causa da rotina intensa de trabalho, da maternidade ou das responsabilidades domésticas. Por isso, o Dia Internacional da Mulher também funciona como um convite ao autocuidado.
“Prevenção é sempre o melhor caminho. Em geral, as doenças ginecológicas têm tratamento mais simples quando diagnosticadas precocemente. Manter consultas regulares é uma forma de cuidar de si mesma e garantir mais saúde e qualidade de vida”, ressalta Dr. Alexandre Rossi.
Segundo o médico, quando a mulher está bem informada e acompanhada, ela não apenas cuida melhor da própria saúde, mas também influencia positivamente toda a família a adotar hábitos mais saudáveis.
“Neste Dia da Mulher, a mensagem mais importante é lembrar que cuidar de si mesma não é egoísmo, é um ato de responsabilidade consigo e com aqueles que estão ao seu redor”, conclui.
>> 5 EXAMES QUE TODA MULHER DEVE MANTER EM DIA
A realização periódica de exames
ginecológicos é fundamental para a prevenção e o diagnóstico precoce de
diversas doenças. Segundo o ginecologista Dr. Alexandre Rossi, manter uma
rotina de acompanhamento médico permite identificar alterações ainda em fases
iniciais, aumentando as chances de tratamento eficaz. Confira alguns dos principais
exames recomendados:
1. Papanicolau
Fundamental para a detecção precoce do
câncer do colo do útero e de lesões precursoras da doença. Deve ser realizado
periodicamente por mulheres que já iniciaram a vida sexual, conforme orientação
médica.
2. Ultrassonografia pélvica ou
transvaginal
Permite avaliar útero e ovários, ajudando
a identificar miomas, cistos ovarianos, endometriose e outras alterações
ginecológicas.
3. Exames para infecções sexualmente
transmissíveis (ISTs)
Testes laboratoriais podem identificar
infecções como HPV, sífilis, HIV, clamídia e gonorreia, muitas vezes
silenciosas, mas que podem causar complicações quando não tratadas.
4. Mamografia
Principal exame para rastreamento do
câncer de mama, geralmente recomendado a partir dos 40 anos ou antes, em casos
de histórico familiar ou indicação médica.
5. Avaliação hormonal
Importante em diferentes fases da vida da
mulher, especialmente em casos de irregularidade menstrual, dificuldades para
engravidar ou sintomas relacionados à menopausa.
>> 3 SINAIS QUE NÃO DEVEM SER
IGNORADOS
Alguns sintomas ginecológicos podem
parecer comuns, mas merecem atenção médica para evitar complicações. Segundo o
ginecologista Dr. Alexandre Rossi, observar mudanças no próprio corpo é uma
forma importante de prevenção. Veja alguns sinais de alerta:
1. Sangramento fora do período menstrual
Sangramentos entre as menstruações,
após relações sexuais ou após a menopausa devem sempre ser investigados. Eles
podem estar relacionados a alterações hormonais, pólipos, miomas ou outras
condições que exigem avaliação médica.
2. Dor pélvica frequente ou intensa
Desconfortos persistentes na região
pélvica podem estar associados a condições como endometriose, cistos ovarianos
ou processos inflamatórios.
3. Corrimento com alteração de cor, odor
ou associado a coceira
Mudanças nas características do corrimento vaginal podem indicar infecções ginecológicas que necessitam de diagnóstico e tratamento adequados.
“O corpo costuma dar sinais quando algo
não está bem. Quanto mais cedo a mulher procurar avaliação médica, maiores são
as chances de diagnóstico e tratamento simples e eficaz”, orienta o Dr.
Alexandre Rossi.
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