Modelo de atendimento resgata a escuta qualificada e combina
ciência de ponta com terapias complementares baseadas em evidências
Em meio a
consultas rápidas e atendimentos marcados pela fragmentação das especialidades,
cresce o desejo de uma relação médica mais próxima, humana e contínua. Assim, o
profissional que conhece a história, os receios e as particularidades do
paciente torna-se um elemento essencial no cuidado em saúde.
É isso que propõe
a Medicina Funcional Integrativa, modelo que resgata a escuta qualificada
com investigação profunda, combinando ciência de ponta com terapias
complementares baseadas em evidências. Para a médica pós-graduada na
área e professora do curso de Medicina do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Fabiana Messa Alves, esta área
de atuação valoriza o atendimento, promove maior aderência e consequente,
resultado terapêutico.
Segundo
a doutora Fabiana, esta área de atuação pode ser praticada desde
a ótica do médico generalista, como também de especialistas.

Medicina Funcional Integrativa aposta na personalização
do cuidado para promover saúde duradoura
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Embora o termo
esteja em evidência, ainda existem dúvidas sobre sua definição. A médica
explica que a abordagem se sustenta em dois pilares complementares:
1)
Medicina Funcional: é o braço
investigativo. Em vez de tratar a doença de forma padronizada, ela investiga de
forma personalizada a raiz dos desequilíbrios. “Aqui avaliamos de forma
personalizada a história de vida, cotidiano, emoções e ambiente
psicoemocional. Ferramentas avançadas como testes genéticos,
nutrigenômica, avaliação do microbioma intestinal e análise de estresse
oxidativo podem fazer parte de uma avaliação mais ampla da raiz do
problema”, explica a médica.
2)
Medicina Integrativa: faz parte
também do braço terapêutico, sem deixar de lado a importância dos medicamentos,
caso necessário. Aqui, incorporam-se práticas complementares com base
científica como acupuntura, fitoterapia, ozonioterapia e técnicas de mindfulness,
junto à medicina convencional. O objetivo é potencializar resultados, muitas
vezes permitindo reduzir doses de medicamentos ou evitar procedimentos
invasivos.
Ao unir essas frentes no atendimento generalista ou de especialista, o paciente é visto e tratado como único e assume o protagonismo sobre sua própria saúde.
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Benefícios da equipe multidisciplinar e do acompanhamento contínuo
A proposta
integrativa se estende, de forma natural, ao trabalho em equipe. Na prática clínica
da doutora Fabiana, a atuação conjunta em sua equipe de profissionais
como nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta é parte essencial do cuidado.
“Essa integração permite um cuidado mais detalhado e a
construção de um plano terapêutico único, o que melhora a adesão ao tratamento,
acelera a recuperação e ajuda a prevenir complicações”, explica.
Nesse
contexto, “a continuidade do atendimento funciona como a engrenagem que
sustenta todo o modelo, possibilita acompanhar mudanças sutis ao longo do tempo
e ajustar as estratégias de forma precisa”, destaca a médica.
Desmistificando
o “alternativo”
Apesar do rigor
científico que sustenta a Medicina Funcional Integrativa, essa área ainda
encontra resistência. O principal equívoco, segundo a professora, é associá-la
a uma prática “alternativa” ou desprovida de base científica, como se houvesse
oposição à medicina convencional.
“Trata-se de uma
abordagem fundamentada em evidências, que utiliza testes laboratoriais
avançados e protocolos validados”, esclarece Fabiana.
A médica destaca que
o modelo não substitui a medicina que já é realizada, mas complementa
sempre que necessário. No entanto, o foco recai sobre a personalização do
atendimento. “Em países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, essa abordagem
já é amplamente adotada, inclusive por especialistas e bastante
procurada”, contextualiza a médica.
Como
encontrar o profissional certo?
Para garantir uma
escolha segura, a dica é procurar profissionais com título de pós-graduação em
Medicina Funcional Integrativa reconhecido pelo Ministério da Educação e pela
Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa.
“Um bom médico
trabalha em parceria com você. Sua saúde é um investimento e encontrar
o um médico para chamar de seu, pode transformar completamente a sua
jornada”, complementa a médica e professora do curso de Medicina do Centro
Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Fabiana Messa Alves.

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