Advogado especialista em Direito Eleitoral orienta eleitores sobre riscos de manter o documento irregular
Com a proximidade do calendário eleitoral, cresce a
atenção para a regularização do título de eleitor. Quem deixa de votar e não
justifica a ausência pode enfrentar uma série de consequências legais, que vão
desde o pagamento de multa até restrições em serviços públicos e atos da vida
civil.
Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral
Newton Lins de Carvalho, manter a situação eleitoral regular é fundamental para
evitar impedimentos que muitas pessoas desconhecem.
“Quem não resolve essa pendência pode continuar com o
título irregular e, em alguns casos, até ter o documento cancelado. Na prática,
isso pode impedir a pessoa de votar e trazer outros transtornos no dia a dia”,
explica.
Além dessas limitações, a legislação eleitoral prevê
multa para quem deixa de votar e não apresenta justificativa dentro do prazo
determinado pela Justiça Eleitoral.
“Quem deixou de votar e não justificou a ausência
normalmente precisa pagar multa para regularizar a situação. Hoje isso pode ser
resolvido de forma mais simples, inclusive pelos canais digitais da Justiça
Eleitoral”, afirma o especialista.
Outro ponto de atenção envolve quem deixou de votar em
mais de um turno eleitoral. Segundo o advogado, muitas pessoas não sabem que
cada turno é considerado uma eleição diferente pela Justiça Eleitoral.
“Para a Justiça Eleitoral, cada turno conta como uma
eleição. Então, se a pessoa faltou ao primeiro e ao segundo turno, já são duas
ausências. Se houver ausência em três eleições consecutivas, sem justificativa
ou pagamento das multas, o título pode ser cancelado”, alerta.
A irregularidade também pode trazer restrições em
diversos serviços e direitos civis.
“A pessoa pode ter dificuldade para tirar passaporte,
tomar posse em concurso público, renovar matrícula em instituição oficial de
ensino e obter documentos que exigem quitação eleitoral”, destaca.
Por isso, a recomendação é verificar a situação eleitoral
com antecedência e evitar transtornos.
“A orientação é consultar a situação eleitoral nos canais
oficiais da Justiça Eleitoral, como o portal do TSE, o Autoatendimento
Eleitoral, o aplicativo e-Título ou diretamente no cartório eleitoral”,
orienta.
Para o especialista, resolver a pendência o quanto antes
pode evitar problemas futuros.
“O eleitor não precisa entrar em pânico porque está com
uma pendência vinculada ao título, mas também não deve deixar para depois.
Título irregular pode virar dor de cabeça justamente quando a pessoa precisa
resolver outra questão da vida civil”, conclui.

Nenhum comentário:
Postar um comentário