quinta-feira, 5 de março de 2026

Competência é base e visibilidade é estratégia no Dia Internacional da Mulher

Especialista afirma que competência é base e orienta jovens mulheres sobre os desafios do mercado de trabalho, pois ainda há barreiras dentro das organizações e apresentar resultados é essencial para se posicionar


Ingressar no mercado de trabalho em um cenário de transformações aceleradas exige mais do que formação técnica. A afirmação é da Gerente de Desenvolvimento de Liderança - Head de Diversidade, Equidade e Inclusão na Consultoria LHH, Mara Turolla. Para ela, competência é apenas o ponto de partida e fazer um bom trabalho é o mínimo, performance é obrigação e, não, diferencial. “O que diferencia é a capacidade de dar visibilidade aos próprios resultados”, destaca.

De acordo com a especialista, a avaliação é que muitas jovens, especialmente mulheres em suas diferentes interseccionalidades, como negras, PcDs, periféricas, LGBTQIA+, ainda enfrentam barreiras invisíveis dentro das organizações. Por isso, além da excelência técnica, é fundamental adotar uma postura estratégica em relação à própria trajetória. Para ela, networking deve ser encarado como gestão de carreira e comunicar conquistas é parte essencial do crescimento profissional. “Quem não comunica seus resultados, acaba invisível”, reforça a especialista.

Outro ponto central apontado pela gerente é que é preciso compreender que a carreira não é mais linear, mas, sim, um portfólio de experiências. Segundo ela, em um ambiente de mudanças constantes, o conceito de lifelong learning deixa de ser tendência e se torna requisito permanente. “Desenvolver competências digitais e se familiarizar rapidamente com inteligência artificial são movimentos considerados indispensáveis”, alerta.

Ela sinaliza que, na escolha da empresa, a orientação é ir além do cargo ou salário. Avaliar a cultura organizacional, as práticas efetivas de diversidade e inclusão, a equidade salarial, as políticas de parentalidade e os mecanismos de combate ao assédio e às microagressões são fatores determinantes para uma trajetória sustentável, especialmente para mulheres que almejam crescer até posições de liderança.

Mara complementa, cravando que autoconfiança, curiosidade e disposição para pedir feedback também aparecem como pilares importantes. Para ela, a busca por mentoria e redes de apoio focadas em mulheres pode acelerar o desenvolvimento. “A preparação para a liderança, inclusive antes de ocupar cargos formais, por meio de trabalhos voluntários e iniciativas paralelas, é vista como diferencial competitivo”, afirma, acrescentando que é preciso ser protagonista da própria carreira desde o início.

Segundo a especialista, pelo lado das organizações, o momento é de adaptação mútua e com até cinco gerações convivendo simultaneamente no ambiente corporativo, alinhar expectativas tornou-se um dos principais desafios. “O mundo do trabalho está mais complexo, dinâmico e pressionado por transformações tecnológicas e sociais. Aprender a lidar com as diferenças geracionais e construir ambientes mais colaborativos é uma demanda crescente”, pontua.

Para Mara, projetar o futuro tornou-se tarefa cada vez mais desafiadora. As transformações impactam não apenas modelos de negócio, mas também as relações de trabalho. Diante desse cenário, a recomendação é manter o plano de carreira sob revisão constante, investir em atualização contínua e cultivar uma rede sólida de relacionamentos profissionais.

Embora não seja possível prever com exatidão os rumos do mercado, a LHH defende que lideranças têm papel central na construção de um ambiente mais humano, inclusivo e sustentável. “Mais do que antecipar tendências, é fundamental que empresas e profissionais assumam o compromisso de construir um belo mundo do trabalho”, conclui a especialista.


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