domingo, 1 de fevereiro de 2026

Vai levar o pet para a praia? Conheça os cuidados necessários para proteger a saúde dos cães nesse momento de lazer

Veterinária explica a importância da hidratação, ensina cuidados com a pele, a higiene e outras necessidades  

 

Com a alta temporada de calor e das férias, muitos responsáveis por pets acabam aproveitando a praia com a companhia de seus cães, mas será que é seguro para a saúde deles? A resposta é sim — desde que haja planejamento, cuidados específicos e respeito às regras locais para garantir bem-estar, proteção e saúde dos animais. 

Antes de mais nada, é importante saber que não existe uma lei federal no Brasil que proíba cães nas praias, mas cada município define suas próprias regras. Portanto, dependendo da cidade, os pets podem ser permitidos em áreas específicas, com coleira e sob controle do responsável, ou podem ter acesso restrito em determinados horários ou trechos da areia. Em algumas regiões brasileiras há praias reconhecidas como pet-friendly, onde cães podem caminhar e brincar na areia desde que os responsáveis respeitem as normas locais e recolham os dejetos. 

Segundo a médica-veterinária Mayara Andrade, de Biofresh (MBRF Pet), levar o cão à praia pode ser uma experiência positiva, mas envolve mais do que apenas deixar o pet brincar na areia. Segundo ela, é essencial planejar todo o momento — desde o transporte até o retorno para casa. 

“A praia pode ser estimulante para o cão, mas a mudança de rotina deve ser feita com cuidado. O ideal é não mudar o alimento nesse momento, ou seja, manter o alimento de qualidade que o pet já está habituado a consumir, nos horários de alimentação parecidos com os de casa. Além disso, manter a hidratação e o descanso ajuda o animal a lidar melhor com a nova experiência”, orienta, lembrando que, antes de sair de viagem, o responsável também deve confirmar se a vacinação, os check-ups e os controles antiparasitários estão em dia.
 
Mayara listou quatro cuidados essenciais com os cães para os responsáveis que pretendem aproveitar as férias de verão com os pets na praia:

 

Cuidado com a exposição ao sol e proteção da pele  

Segundo a médica-veterinária, a exposição solar é um dos principais pontos de atenção. Assim como os humanos, os cães também podem sofrer queimaduras de sol e ficar expostos a radiação solar, especialmente em áreas com pouca pelagem ou pele clara — como o focinho, pontas das orelhas e abdômen. Os protetores solares específicos para cães são recomendados, inclusive para essas regiões, sempre aplicados com orientação veterinária e evitando produtos humanos que podem ser tóxicos se ingeridos. 

“Outro cuidado importante é com a temperatura da areia, ou até mesmo outras superfícies, como a grama de jardim, por exemplo, que podem queimar os coxins (que são as almofadinhas das patas dos pets) em horários de sol intenso. Uma forma simples de testar é colocar a mão sobre a areia por alguns segundos, se estiver quente para você, certamente estará quente para as patas do seu pet", explica Mayara. 

 

Hidratação, sombra e descanso são essenciais   

Prolongar o tempo sob sol forte pode elevar a temperatura corporal dos pets, que não regulam o calor da mesma forma que os humanos. Enquanto nós contamos com o suor espalhado pelo corpo para perder calor, cães e gatos dependem principalmente da respiração para dissipar calor e manter a temperatura estável. Eles também têm glândulas sudoríparas muito pouco eficientes, localizadas basicamente nas patas, o que torna a troca de calor por transpiração limitada. Por isso, a exposição prolongada ao sol exige cuidados redobrados, explica Mayara. 

“Levar um guarda-sol, tenda ou criar sombras frequentes onde o cão possa descansar e se abrigar do sol, além de oferecer pausas regulares e água fresca, ajuda a manter o pet confortável e seguro. A água fresca em abundância, inclusive, é fundamental para evitar desidratação, que pode ocorrer rapidamente com o calor, especialmente perto do mar", orienta.

 

Pós-praia também necessita cuidados com pele e higiene  

Após o passeio, em geral, o enxágue com água doce ajuda a remover o excesso de sal, areia e resíduos ambientais, como bactérias e fungos naturalmente presentes nesses ambientes, que, quando permanecem em contato prolongado com a pele, podem favorecer irritações, coceiras ou inflamações, especialmente em animais com pele mais sensível. Para o pós praia, a profissional explica que o médico-veterinário que acompanha o pet pode ajudar na escolha dos produtos mais indicados para a higienização do animal.

 

Cuidados com a alimentação e rotina mesmo nas férias  

Mesmo em dias de praia, manter rotinas de alimentação adequadas ao pet é essencial, de acordo com a médica-veterinária. Alimentos com ingredientes de qualidade, balanceados para as necessidades de cada animal e em quantidade adequada, ajudam a nutrir e na manutenção da saúde geral, além de evitar quebras de rotina que podem estressar o animal em ambientes novos. Além disso, mudanças bruscas de alimentação junto do estresse ambiental podem gerar distúrbios gastrointestinais. Mayara reforça: “Manter horários de refeição semelhantes aos de casa ajuda o cão a se adaptar melhor às mudanças do dia, reduzindo o estresse e favorecendo seu bem-estar”, explica.  

“Levar o cão à praia pode ser uma experiência fantástica para toda a família, mas desde que feita com responsabilidade, respeito às normas locais e cuidados com a saúde física e emocional do pet. Planejamento, proteção solar, hidratação e alimentação adequada são essenciais para transformar esse passeio em um momento seguro e prazeroso", completa Mayara.


CRUELDADE CONTRA ANIMAIS NÃO É EPISÓDIO ISOLADO: É UM SINAL DE RISCO PSICOSSOCIAL

  

Nos últimos dias, a morte de um cão comunitário em Santa Catarina mobilizou moradores, protetores e redes sociais. O caso envolve maus tratos e um animal encontrado ferido, vítima de pauladas. A comoção é esperada, mas não é superficial. Quando a violência atravessa um vínculo tão cotidiano, ela não atinge apenas um corpo. Ela desorganiza um território afetivo inteiro. 

Quando um animal faz parte da rotina de um lugar, ele deixa de ser um detalhe e vira presença. É visto, reconhecido, lembrado, cuidado de pequenas formas por pessoas diferentes ao longo do dia. O vínculo, nesse caso, não nasce da posse, nasce da convivência. Aos poucos, aquele animal se torna parte da paisagem emocional do bairro, uma referência silenciosa de familiaridade e pertencimento. 

Por isso, quando essa vida é interrompida por violência, a perda não fica restrita a uma casa. Ela se espalha pela vizinhança, pelas conversas, pelo corpo das pessoas. O que aparece não é apenas tristeza, mas também raiva, impotência e uma sensação difícil de nomear. Na psicologia clínica, a gente reconhece isso como luto coletivo. Pessoas que não eram tutoras formais também sofrem, porque havia relação, e vínculo não precisa de documento para existir. 

Ao mesmo tempo, existe uma camada que precisa ser olhada com maturidade. Crueldade contra animais raramente acontece no vazio. Do ponto de vista psicológico, ela funciona como um sinal de risco psicossocial. A literatura descreve que maus tratos frequentemente coexistem com outros contextos de violência familiar e social, aparecendo como indicador de falhas de regulação emocional, dessensibilização e padrões mais amplos de agressividade. Não é um evento solto. É um sintoma de que algo no entorno já está fragilizado.

Isso não significa determinismo nem autoriza conclusões simplistas sobre o futuro de alguém. Significa apenas que certos comportamentos funcionam como alertas. Eles pedem leitura cuidadosa, rede de proteção e responsabilidade coletiva, não apenas indignação momentânea. Quando a gente reduz tudo a um fato policial, perde a chance de compreender o que aquele episódio revela sobre o contexto em que ele surgiu. 

Talvez seja por isso que notícias assim mexam tanto. Elas expõem a ruptura de um pacto silencioso de cuidado. A sensação de que aquele espaço era, de algum modo, protegido, e de repente já não é. Violência contra animais, nesse sentido, também é uma pauta de saúde mental pública, porque fala de empatia, limites, convivência e do tipo de comunidade que estamos construindo. 

No fim, não se trata apenas de um cão. Trata se do que essa violência revela sobre como estamos cuidando, ou falhando em cuidar, das nossas relações. E do quanto uma comunidade inteira sente quando um lugar afetivo é arrancado.

 


Juliana Sato - psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, com pós-graduação em Distúrbios Alimentares pela Unifesp, Juliana Sato é certificada pela renomada Association for Pet Loss and Bereavement, entidade pioneira e referência em luto pet nos Estados Unidos. A especialista vem se destacando desde 2023 em consultoria e atendimento em saúde mental de profissionais do segmento pet vet, além de mentorias para empresas e líderes na construção de culturas organizacionais mais humanas, seguras e sustentáveis. Desde 2024, faz parte da diretoria da Ekôa Vet – Associação Brasileira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária. Para ajudar pessoas que buscam equilíbrio emocional e crescimento pessoal, criou o canal VibeZenCast, no qual compartilha conteúdos sobre saúde mental, autocuidado e bem-estar. Juliana também é uma das organizadoras do recém-lançado livro “Luto Pet no Contexto da Medicina Veterinária”, pela Editora Lucto, onde aborda a complexidade do assunto e debate a saúde mental no universo pet. Saiba mais acessando o site julianasatopsicologa.com.br ou o perfil no Instagram @jusatopsicologa.



Pets na praia exigem cuidados: banho de mar, areia quente e ingestão de sal merecem atenção


Médica-veterinária da WeVets alerta para riscos comuns do verão e orienta tutores sobre como aproveitar o litoral com segurança

 

Com o avanço do verão e o aumento das viagens para o litoral, cresce também a presença de pets nas praias brasileiras. Apesar de ser um programa cada vez mais comum entre as famílias, o passeio exige cuidados específicos para evitar problemas de saúde que vão desde queimaduras nas patas até quadros de vômito, diarreia, dermatites e otites. 

Segundo a WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, atendimentos relacionados a excesso de calor, ingestão de água salgada e irritações de pele tendem a aumentar durante o período de férias, especialmente após passeios prolongados na praia. 

“O banho de mar, por si só, não é proibido para cães, mas precisa ser controlado. O principal risco está na ingestão de água salgada, que pode causar desidratação, vômitos, diarreia e sobrecarga renal, principalmente em filhotes, pets idosos ou com doenças pré-existentes”, explica a Médica Veterinária e supervisora na WeVets, Carollina Marques. 

Outro ponto de atenção é a areia quente, que pode atingir temperaturas muito acima do suportável para as patas dos pets. “As almofadinhas das patas são sensíveis e podem sofrer queimaduras sem que o tutor perceba de imediato. Uma regra simples é testar a areia com a mão: se estiver quente demais para você, também estará para o pet”, orienta. 

Além do calor e do sal, a qualidade da água do mar também deve ser considerada, especialmente em praias urbanas. A presença de bactérias e poluentes pode provocar infecções de pele e ouvido. “É comum recebermos pets com otite e dermatites após a praia. Por isso, a recomendação é sempre enxaguar o pet com água doce ao sair do mar e secar bem o corpo, principalmente as orelhas”, reforça Carollina. 

A WeVets também alerta para o horário dos passeios, que deve evitar os períodos mais quentes do dia, entre 10h e 16h. A hidratação constante é indispensável: a água do mar não substitui a água potável e pode agravar a desidratação. Protetores solares específicos para pets podem ser indicados em casos pontuais, especialmente para animais de pele clara ou com pouco pelo, sempre com orientação veterinária.
 

Cães Braquicefálicos 

Vale um cuidado redobrado com pets braquicefálicos que possuem o focinho mais curto em função de alterações anatômicas do crânio, como Shih-tzu, Pug e Buldogue Francês. Durante o verão, o esforço respiratório aumenta significativamente, elevando o risco de hipertermia ou intermação, o superaquecimento do organismo, uma condição grave que pode evoluir rapidamente. Por isso, esses pets exigem atenção redobrada em períodos de altas temperaturas. 

A prevenção passa por cuidados simples, mas fundamentais: manter o pet em ambientes frescos e ventilados, garantir acesso constante à água, evitar passeios nos horários mais quentes do dia e observar sinais de desconforto respiratório ou estresse térmico. Roncos excessivos, respiração ofegante intensa e dificuldade para respirar são alertas que exigem avaliação médica imediata. 

A observação atenta dos tutores é essencial para reduzir riscos e garantir qualidade de vida aos cães braquicefálicos.
 

Alertas práticos :

  • Banho de mar: pode, mas com moderação; risco de ingestão de água salgada gerando desidratação e alterações gastrointestinais
  • Areia quente: risco de queimaduras graves nas patas
  • Horários: evitar entre 10h e 16h.
  • Hidratação: levar água potável.
  • Contaminação: praias urbanas podem ter bactérias.

Por fim, é importante que os tutores verifiquem as regras locais, já que nem todas as praias permitem a presença de pets. “Planejamento é a chave. A praia pode ser um ambiente prazeroso, mas não deve ser tratada como um passeio sem riscos. Com cuidados simples, é possível aproveitar o momento sem comprometer a saúde e o bem-estar do pet”, conclui a médica-veterinária da WeVets.


Check-up anual: um cuidado essencial para saúde e bem-estar dos pets

 MSD Saúde Animal reforça que a avaliação veterinária periódica possibilita o diagnóstico precoce e manejo antecipado, contribuindo para uma vida mais longa e com mais qualidade para os pets


Ter um animal de estimação é, acima de tudo, uma jornada de companheirismo. No Brasil, onde os pets são considerados membros das famílias, há uma grande preocupação com o “tempo de vida” desses parceiros. Para que esse tempo seja longo e, principalmente, vivido com qualidade, a rotina de cuidados deve incluir o check-up veterinário anual, parte essencial para o cuidado preventivo. 

Alinhado a isto, o início do ano surge como o momento ideal para esse olhar atento. No entanto, o cenário nacional ainda revela um desafio cultural: embora o Brasil tenha uma das maiores populações de pets do mundo, apenas cerca de 18% dos tutores brasileiros realizam visitas ao veterinário de forma estritamente preventiva, de acordo com levantamento da UPPartner. Além disso, existe uma disparidade entre as espécies: enquanto cães visitam o consultório em média 2,8 vezes ao ano — muitas vezes apenas para vacinas —, dados do IBPAD apontam que cerca de 40% dos tutores de gatos só buscam auxílio profissional em casos de emergência. 

De acordo com a médica-veterinária e coordenadora técnica da MSD Saúde Animal, Kathia Soares, esses encontros regulares com o médico-veterinário desempenham um papel fundamental na saúde dos pets, pois permitem não apenas a atualização dos protocolos vacinais, mas também a avaliação clínica e realização de exames. Essa abordagem possibilita a identificação precoce de alterações de saúde, favorece manejos mais oportunos e contribui para melhores prognósticos, tendo impacto positivo na longevidade e qualidade de vida dos animais”, afirma a especialista.


O que avaliar em cada fase da vida 

A médica-veterinária destaca que, independentemente da idade do animal, durante as consultas o profissional deve realizar uma avaliação clínica completa além de solicitar exames de rotina, como exames de sangue, urina e fezes. Reforça ainda que a frequência de consultas e os exames indicados variam conforme cada animal, considerando fatores como idade, histórico de saúde, ambiente e hábitos do pet. Em casos de pets idosos ou que apresentem condições pré-existentes, o acompanhamento pode ocorrer com intervalos mais curtos, além da solicitação de exames adicionais, conforme orientação do médico-veterinário.
 

Vacinação e controle de parasitas: pilares essenciais

A vacinação é um dos cuidados mais importantes para a saúde dos pets, pois protege contra doenças infecciosas graves, algumas delas inclusive com potencial de transmissão para as pessoas. Um exemplo é a raiva, uma zoonose fatal que reforça a importância da revacinação antirrábica anual, conforme a recomendação do médico-veterinário.Outro ponto de atenção permanente é a proteção contra parasitas, como pulgas, carrapatos e o mosquito-palha, sendo o último vetor da leishmaniose, uma zoonose de grande impacto no Brasil. Por isso, a prevenção contra esses parasitas deve fazer parte da rotina de cuidados com os pets, de forma contínua e orientada pelo médico-veterinário.Nesse contexto, Soares destaca que a MSD Saúde Animal, comprometida com o conceito de saúde única (One Health), desenvolve soluções inovadoras que contribuem para melhor a vida das pessoas, a saúde e o bem-estar dos animais, apoiando os médicos-veterinários e responsáveis em escolhas seguras e eficazes ao longo de toda a vida dos pets.

Para materializar esse cuidado, a MSD Saúde Animal possui um portfólio que inclui a linha Bravecto® (em comprimidos ou transdermal), que proporciona até 12 semanas de proteção contra pulgas e carrapatos, e o inovador Bravecto® 365, solução injetável anual aplicada pelo médico-veterinário; a coleira Scalibor®, essencial no combate ao vetor da leishmaniose; o Defenza®, comprimido mastigável que possui ação contra pulgas, carrapatos, sarnas e até o bicho-de-pé por até 37 dias; e a linha Nobivac®, referência em vacinas, incluindo a proteção contra a raiva. Juntas, essas soluções reforçam a importância da prevenção contínua, favorecendo que cães e gatos tenham uma vida longa e saudável.

 

Sinais de alerta e o olhar do tutor

Vale ressaltar que mesmo com o check-up em dia, a observação diária do tutor é insubstituível. Mudanças sutis de comportamento podem indicar que algo não vai bem. Por esse motivo, deve-se estar atento a sinais como prostração, perda de apetite, cansaço excessivo ao se exercitar, vômitos, tosse ou coceiras persistentes.

“Ao notar qualquer mudança na rotina ou no comportamento do pet, a recomendação é buscar imediatamente por atendimento veterinário. Manter um acompanhamento veterinário regular não só contribui para o bem-estar no presente, como também ajuda a construir uma vida mais longa e saudável ao lado de quem amamos. Ao investir em prevenção e ciência, estamos, na verdade, ganhando tempo: mais tempo de brincadeiras e mais anos de saúde para quem nos ama incondicionalmente”, finaliza Kathia Soares.

 

MSD Saúde Animal, uma divisão da Merck & Co., Inc., Rahway, N.J., EUA,
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Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA

Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov).

Especialista alerta sobre os riscos da automedicação, da troca de medicação e da interrupção de tratamentos em pets

Prática comum entre os responsáveis dos pets pode agravar doenças crônicas, como dermatites alérgicas, causando reações indesejadas e "efeito rebote" 

 

Apesar de contraindicada por especialistas, a automedicação ainda é uma prática frequente entre os responsáveis de pets no Brasil – de acordo com a pesquisa Radar Pet 2020, 19% dos responsáveis já deram medicamentos aos seus animais de estimação sem qualquer orientação profissional. Esse comportamento costuma surgir diante de sintomas como vômito, diarreia, perda de pelo, até coceira e em casos graves pancreatite, quando o responsável recorre ao próprio armário de remédios na tentativa de aliviar o mal-estar do pet de forma rápida. Entretanto, essa conduta representa sérios riscos à saúde do animal: o uso de medicamentos sem prescrição veterinária pode provocar intoxicação, agravar o quadro clínico do pet, dificultar o diagnóstico e comprometer a eficácia do tratamento adequado.  

A pesquisa revela, ainda, outro hábito preocupante: 22% dos responsáveis seguem conselhos de outros responsáveis de pet antes de buscar auxílio profissional. “Vemos com frequência as pessoas recorrerem à opinião de amigos, conhecidos e até mesmo de balconistas de pet shop quando o pet apresenta algum sintoma, mas isso pode ser extremamente perigoso. Cada animal é único, e o que funcionou para um pode ser ineficaz – ou até prejudicial – para outro”, informa a Dra. Flávia Clare, médica-veterinária, com Mestrado e Doutorado e especializada em dermatologia, professora do Centro Universitário de Valença (UNIFAA) e da Associação de Pós-Graduações em Medicina Veterinária (ANCLIVEPA/SP).  

Segundo a especialista, outro ponto crítico é a interrupção do tratamento por conta própria: em casos de condições pré-existentes, como doenças dermatológicas, abandonar a medicação prescrita pelo médico-veterinário pode agravar o quadro, prolongar o desconforto do animal e comprometer os resultados terapêuticos. “Em um cão atópico, por exemplo, o alívio imediato de uma coceira não significa que a causa do problema foi resolvida. Muitos responsáveis abandonam tratamentos assim que os sinais clínicos diminuem, sem orientação, e os sintomas tendem a retornar com mais intensidade. Em certos casos, o organismo do animal pode até desenvolver resistência ao tratamento”, explica Dra. Flávia.  

A troca de medicamentos sem recomendação veterinária – seja por indicação de alguém ou com base em experiências anteriores, de tratamento de outros pets – também pode comprometer a resposta ao tratamento e pode provocar reações adversas. “Cada medicamento possui indicações específicas, dosagem adequada e mecanismos de ação distintos. A substituição da medicação pode mascarar sintomas importantes e dificultar o controle da doença. Além disso, expor o pet a novos medicamentos sem orientação veterinária é muito perigoso, porque algumas substâncias podem sobrecarregar o organismo do animal, especialmente fígado e rins, que são responsáveis por filtrar esses compostos”, alerta a especialista.  

A Zoetis, líder global em saúde animal, reforça a importância do acompanhamento veterinário em todas as etapas do cuidado, especialmente na escolha de medicamentos para o tratamento de condições crônicas, como a coceira associada à dermatite atópica. Dentro de seu portfólio, Apoquel® (oclacitinib) é uma opção segura e eficaz para o controle da coceira associada às dermatites alérgicas e atópica em cães, atuando na redução da inflamação e promovendo alívio rápido — em até 4 horas — e prolongado. Com mais de 10 anos no mercado e mais de 90 milhões de tratamentos realizados em todo o mundo, o produto contribui para a qualidade de vida dos pets. Para mais informações, consulte um médico-veterinário 

 

Zoetis
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A violência contra animais é espelho da nossa consciência coletiva

Por que episódios de crueldade revelam falhas profundas na forma como lidamos com a dor? 

 

A morte do cão Orelha não chocou apenas pela perda de uma vida, mas pela brutalidade envolvida. Casos como esse expõem algo mais profundo do que um crime isolado: revelam o nível de desconexão moral e espiritual que ainda persiste na sociedade. A comoção gerada não se explica apenas pelo amor aos animais, mas pelo incômodo coletivo diante da crueldade gratuita.

A violência contra animais não é um fenômeno raro. O que torna alguns casos mais visíveis do que outros é a repercussão midiática, não a exceção do ato. Em diferentes partes do mundo, situações semelhantes ocorrem diariamente sem ganhar atenção. Isso levanta uma pergunta necessária: por que a indignação aparece em alguns momentos e se cala em tantos outros?

Do ponto de vista espiritual, os animais não são objetos nem seres descartáveis. São consciências em processo de aprendizado, assim como os seres humanos. A relação que muitos desenvolvem com eles revela uma conexão profunda, que vai além da posse ou do afeto superficial. Negar essa dimensão é reduzir a própria noção de vida.

Diante de episódios como esse, surgem pedidos de punição exemplar e até de vingança. Embora a justiça humana tenha seu papel — e deva agir dentro da lei —, ela não resolve o núcleo do problema. A violência não se corrige com mais violência. O ódio, quando alimentado, apenas reproduz o mesmo padrão que se condena.

Toda ação gera consequências. Escolhas moldam destinos, e atitudes marcadas pela crueldade produzem desdobramentos profundos, não apenas para as vítimas, mas também para quem as pratica. A consciência, cedo ou tarde, se torna o tribunal mais severo. É nela que surgem o arrependimento, a culpa ou a necessidade de reparação.

Casos como o do cão Orelha deveriam servir menos como combustível para a fúria coletiva e mais como convite à reflexão. O verdadeiro desafio não está apenas em punir, mas em compreender que humanidade e espiritualidade se revelam nas escolhas cotidianas. A pergunta que permanece é simples e incômoda: que tipo de consciência estamos alimentando com nossas atitudes?

 


João Ribeiro é espiritualista cristão, médium, terapeuta e autor do livro “A jornada eterna”.



O papel do jantar na rotina dos pets

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Descanso, digestão, vínculo e alimentos específicos ajudam a transformar a noite em um ritual de bem-estar

 

O jantar é um dos momentos mais simbólicos do dia para muitos tutores, e para os pets também. Quando a casa começa a desacelerar e o ambiente fica mais silencioso, cães e gatos entram naturalmente em um estado de repouso guiado pelo ciclo circadiano, o ritmo biológico que regula comportamento, gasto energético e digestão.

Nesse período, o organismo direciona mais energia para funções internas. É durante a noite que acontecem processos importantes, como a recuperação celular, o reparo de tecidos, a manutenção das articulações, a regulação digestiva e a estabilização emocional após os estímulos do dia.

Por isso, a refeição noturna tem papel importante no bem-estar. Um jantar servido em um ambiente calmo, previsível e sem interrupções ajuda a reduzir a ansiedade, favorece a digestão e reforça a sensação de segurança.

O ambiente, inclusive, faz toda a diferença. “Pets que jantam em locais movimentados, com barulhos ou muita aproximação humana podem comer rápido demais, comer de menos ou até desenvolver comportamentos ligados à insegurança alimentar. Por outro lado, uma rotina tranquila e constante favorece o apetite e contribui para noites mais equilibradas”, explica a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe.

É nesse cenário que os snacks ganham relevância. Eles não substituem a alimentação completa, mas podem deixar o jantar mais agradável, saboroso e interessante do ponto de vista sensorial, especialmente para pets seletivos, idosos ou que preferem preparações mais úmidas.

Com o ritual do jantar ganhando cada vez mais atenção, cresce também a busca por opções que tornem esse momento mais convidativo. Entre essas alternativas está a linha Pet Nutrition Vie, que traz preparações pensadas para a refeição noturna, como o Picadinho, desenvolvido para proporcionar um jantar mais  saboroso.

Disponível nos sabores carne com legumes e frango com legumes, o Picadinho foi criado por especialistas em nutrição animal, é rico em colágeno e formulado com ingredientes naturais. O preparo é simples e pode ser adaptado à preferência do pet: basta adicionar de 75 a 200 ml de água morna ou em temperatura ambiente.

Para além das escolhas alimentares, o ritual do jantar envolve outros cuidados que fazem diferença no dia a dia. “Respeitar o ritmo do animal, evitar estímulos excessivos no ambiente, oferecer a refeição nos mesmos horários e garantir acesso à água fresca são atitudes que ajudam a promover previsibilidade, algo essencial para o equilíbrio emocional de cães e gatos”, destaca Bruna.

Outro ponto importante é observar como o pet se comporta após o jantar. Inquietação, recusa alimentar, desconforto ou ingestão muito rápida podem indicar a necessidade de ajustes, seja no manejo, seja na textura ou na temperatura do alimento.

Quando o tutor considera o ciclo biológico, o ambiente, o tipo de alimento e a forma como ele é oferecido, o jantar deixa de ser apenas uma refeição e passa a ser um momento diário de cuidado. É uma soma de atenção, rotina e afeto que contribui para noites mais tranquilas e para uma convivência ainda mais harmoniosa entre pets e tutores.

 

Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/

 

Chemitec destaca a importância dos antibióticos para a saúde dos Pets, mas alerta para o risco da automedicação

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Recomendação deve ser sempre feita por um médico-veterinário 

 

Sempre que um animal é acometido de uma infecção bacteriana, o tratamento passa pelo uso de um bom antibiótico. No entanto, a recomendação do melhor medicamento deve ser feita pelo médico veterinário, que saberá avaliar cada caso. O alerta é da Chemitec Agro-Veterinária, empresa especializada em medicamentos e soluções inovadoras para a saúde de pequenos e grandes animais. Segundo a empresa, é preciso evitar a automedicação, pois somente um profissional da área poderá indicar o melhor principio ativo e a dosagem correta para cada animal. 

“Assim como em animais de produção, o uso de antibióticos é fundamental para a saúde e bem-estar de pets. Porém, o uso indiscriminado pode trazer uma série de consequências para os animais, principalmente o desenvolvimento de resistência bacteriana, tornando os medicamentos menos eficazes para o tratamento das infecções”, destaca Vivian Lima, veterinária e coordenadora de marketing da Chemitec.  

A especialista explica que as opções são diversas e que, mesmo para doenças comuns, como otites e dermatites, a escolha depende da gravidade e da especificidade da infecção. “Os medicamentos são usados para diferentes doenças, podendo ser administrado via oral, injetável, tópica e até intravenosa. Além disso, muitas doenças causadas por outros agentes etiológicos apresentam sintomas semelhantes, mas não têm indicação de tratamento com antibióticos. Se aplicar um antibiótico sem necessidade, ao invés de ajudar o seu pet, o responsável poderá gerar outros problemas”, destaca.  

Cada tipo de antibiótico possui um mecanismo de ação e este mecanismo é eficaz para determinadas bactérias. Muitas vezes, esta avaliação demande exames específicos. “De acordo com a classe da bactéria, o médico veterinário poderá definir o tipo, a dosagem e o tempo do tratamento com a medicação mais indicada”, observa.  

Por ser uma empresa focada no conceito de saúde única, a Chemitec Agro-Veterinária preza pela saúde de toda a família. Assim, além do uso responsável de antibióticos, Vivian recomenda o foco na prevenção de doenças. “Os pets são parte da família e alguns cuidados básicos precisam fazer parte da rotina para evitar infecções constantes”, observa.  

Chemitril, da Linha ChemiPet
Entre estes cuidados, Vivian destaca a vacinação e vermifugação, respeitando os prazos e as recomendações; os cuidados com a higiene do pet, com banhos regulares, cuidados com os dentes e unhas; atenção constante à desinfecção e limpeza do ambiente, com uso de desinfetantes diários para evitar a propagação de bactérias, fungos, vírus ou protozoários; e o controle de ectoparasitas, para evitar a presença de pulgas e carrapatos. “Todas essas iniciativas, além de uma alimentação adequada, ajudam a manter a saúde dos pets e colaboram para evitar outras infecções”, recomenda. 

No caso das infecções bacterianas, a Chemitec conta com produtos especialmente desenvolvidos para uso eficaz e seguro nos animais. Os veterinários podem contar com a Linha Chemitril, que possui diversas apresentações e doses de antibióticos para cães. A Linha é composta pelo Antibiótico Chemitril Comprimidos 150mg e 50 mg e o Antibiótico Chemitril Injetável 2,5%. Os medicamentos injetável é utilizado principalmente no caso de animais hospitalizados ou com dificuldade de ingerir remédios por via oral e devem sempre serem administrados por um médico veterinário.

 

Chemitec Agro-Veterinária



Ação inédita restaura 30 hectares de restinga nos Lençóis Maranhenses para proteger o menor tamanduá do mundo

 Iniciativa da Fundação Grupo Boticário em parceria com o Instituto Tamanduá conecta o universo gamer à conservação costeira e à proteção de espécies sensíveis

 

Inspirado no mapa “Guardiões do Futuro”, lançado em 2025 pela instituição no Fortnite, ação também contempla a construção de um viveiro de mudas nativas

Voluntários participam de ação de reflorestamento no entorno
 do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
Foto: Fundação Grupo Boticário

Inspirada no mapa Guardiões do Futuro, lançado em 2025 no universo do Fortnite, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e o Instituto Tamanduá iniciaram uma ação inédita para restaurar 30 hectares de restinga - área equivalente a cerca de 40 campos de futebol -, no entorno do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, um dos destinos naturais mais icônicos do Brasil e área fundamental para a proteção costeira.

 

A iniciativa traz para o mundo real a missão que os jogadores enfrentam no universo virtual: plantar mudas, restaurar ecossistemas, estruturar corredores ecológicos, proteger espécies sensíveis e engajar comunidades. Nesta primeira etapa, serão plantadas cerca de 600 mudas de vegetação nativa para recuperar a restinga em áreas de amortecimento - zonas que funcionam como um 'escudo' ao redor do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses para amortecer impactos externos -, no município de Barreirinhas (MA). “A restinga é um ecossistema essencial para conter a erosão e proteger o litoral. A região também é habitat do tamanduaí (Cyclopes didactylus), o menor tamanduá do mundo e um símbolo da biodiversidade local”, afirma Omar Rodrigues, gerente sênior de comunicação, engajamento e relações institucionais da Fundação Grupo Boticário.

 

O plantio das mudas nativas será realizado com o apoio do Instituto Chico Mendes de Proteção da Biodiversidade (ICMBio) e a mobilização das comunidades do entorno. Mas a missão vai além: para garantir a perenidade da restauração, será construído um viveiro de mudas em Atins (MA). “Essas ações combinadas buscam reduzir a pressão sobre a restinga, contribuindo para que o ecossistema seja recuperado e possa exercer suas funções ecológicas”, frisa Flávia Miranda, presidente do Instituto Tamanduá e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN). 

“Conectar jovens à conservação é uma das missões mais urgentes do nosso tempo. As narrativas do mapa Guardiões do Futuro, no Fortnite, nos ajudam a traduzir temas complexos, como erosão costeira, perda de habitat e mudanças climáticas, em experiências acessíveis, participativas e imersivas. Agora, vamos reforçar que a conscientização pode nos levar a ações efetivas e práticas pela conservação da natureza”, destaca Rodrigues. 

 

Tamanduaí: espécie beneficiada

Solitário e de hábitos noturnos, o tamanduaí passa a maior parte do tempo no alto das árvores, mede cerca de 30 centímetros e pesa, no máximo, 400 gramas. Ele habita manguezais e restingas no Nordeste brasileiro, do Delta do Parnaíba aos Lençois Maranhenses. Pouco conhecido pela ciência, o animal é classificado pela International Union Conservation of Nature (IUCN) com o status de “dados deficientes”.

 

“Até anos recentes, acreditava-se que esses pequenos tamanduás só ocorriam na floresta amazônica. Estudos genéticos mostram que os indivíduos que se concentram no Delta do Parnaíba e chegam até as margens dos lençois maranhenses estão separados há 2 milhões de anos daqueles que vivem na Amazônia. Desde então, eles evoluíram separados pela formação do Delta e da Caatinga, que separou a Mata Atlântica da Amazônia há milhões de anos”, explica Flávia Miranda.

 


Restinga: ecossistema essencial e pouco conhecido

A restinga, por vezes lembrada apenas como vegetação rasteira ou “mato na areia” perto das praias, é um dos pilares da segurança costeira brasileira. Segundo a pesquisa Oceano sem Mistérios: A relação dos brasileiros com o mar - Evolução de cenários (2022-2025), realizada pela Fundação Grupo Boticário, 60% dos brasileiros desconhecem o ecossistema. O levantamento mostra ainda que 80% das pessoas dizem nunca ter visitado uma área de restinga. “Essa vegetação ocorre em 79% da costa brasileira, protegendo lençois freáticos e atuando como barreira natural contra o avanço do mar”, enfatiza Rodrigues. “A restinga é uma Solução Baseada na Natureza (SBN) essencial para conter erosão e proteger comunidades costeiras, mas ainda é pouco compreendida e, por isso, pouco valorizada”, complementa o gerente da Fundação Grupo Boticário.

 


Outras missões


A iniciativa nos Lençois Maranhenses integra um calendário de ações de impacto conduzidas pela Fundação Grupo Boticário para celebrar seus 35 anos. Além dos projetos e iniciativas regulares de conservação da natureza desenvolvidos em todo o Brasil, a instituição promoveu uma jornada especial de comunicação e engajamento. A programação incluiu a campanha “Natureza On”, que teve uma live de 24 horas com conteúdos nas redes sociais (@fundacaogrupoboticario) e uma intervenção no Canal Off, que ficou fora do ar por uma hora para lembrar a importância da natureza em nossas vidas. Outras ações foram o lançamento do mapa Guardiões do Futuro no Fortnite e a criação da Plataforma Natureza ON - lançada na COP30, em Belém, com tecnologias Google Cloud e parceria com MapBiomas -, que mapeia riscos climáticos e propõe Soluções Baseadas na Natureza para aumentar a resiliência nas cidades.

 


Mais sobre o jogo no Fortnite


O mapa Guardiões do Futuro conta com sete ilhas temáticas, cada uma afetada por um evento climático extremo diferente, como enchentes, seca, inundação costeira, incêndio florestal e deslizamentos. Para recuperar o equilíbrio em cada ambiente, os jogadores são convidados a realizar desafios, como renaturalizar rios, restaurar encostas, recuperar restingas e recifes de corais e proteger a biodiversidade. Em formato colaborativo, equipes com até oito jogadores cumprem tarefas variadas para restaurar o equilíbrio ambiental e liberar zonas seguras para os jogadores.

 

Conforme avançam nas missões, os jogadores ganham pontos de experiência, sobem de nível e desbloqueiam recompensas, acompanhando seu desempenho em um ranking individual e em grupo. A proposta é conectar a urgência climática com uma linguagem envolvente para as novas gerações, aliando entretenimento e propósito. A campanha tem criação da agência Opus Múltipla e desenvolvimento do jogo pela empresa Pixel. Para acessar o jogo, basta inserir o código 4172-0541-6404 no Fortnite.

 


Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
www.fundacaogrupoboticario.org.br
@fundacaogrupoboticario (Instagram, Facebook, LinkedIn, Youtube, TikTok).



Notificação obrigatória dos casos de esporotricose pode ampliar medidas de controle e mapeamento dos focos da doença, diz especialista

Para o professor de medicina veterinária da UNIP, Carlos Brunner, a doença, causada por um fungo presente em gatos e transmissível a humanos, está fora de controle no Brasil e exige ações coordenadas da vigilância sanitária

 

A determinação do Ministério da Saúde, publicada no último dia 23 de janeiro, que exige notificação obrigatória pelos agentes sanitários dos casos de esporotricose humana em todo o Brasil, é uma medida essencial para as autoridades mapearem os principais focos da doença e  evitarem o avanço da doença.
 
A avaliação é do professor titular de medicina veterinária da UNIP, Carlos Brunner, um dos maiores especialistas no uso de pulsos elétricos no tratamento de doenças, incluindo a esporotricose felina. A doença é causada por um fungo do gênero Sporothrix spp, que provoca lesões cutâneas e úlceras em gatos, tanto domiciliados quanto os de rua, podendo ser transmitida para outros animais e também para os humanos. Em 2025, uma mulher faleceu vítima da doença, no estado do Amazonas.
 
Segundo a nota divulgada pelo Ministério da Saúde, “nos últimos anos, tem sido observado aumento expressivo de casos relacionados à transmissão zoonótica, o que reforça a necessidade de integração entre vigilância em saúde, atenção primária e serviços veterinários”.
 
Para o professor Brunner, trata-se de um grave problema de saúde pública. “Para se ter uma ideia, o fungo já se tropicalizou e gerou uma espécie 100% nacional, a Sporothrix brasiliensis, que é muito mais transmissível e já está se espalhando para fora do Brasil”, explica. “A esporotricose é infeciosa e agressiva. Os gatos são as principais vítimas e os potenciais transmissores. Causa lesões cutâneas que podem começar como pequenos caroços (nódulos) e evoluir para úlceras com secreção. Essas feridas não cicatrizam facilmente e costumam espalhar-se pelo corpo. O tratamento com antifúngico é demorado e muitas vezes não traz os resultados esperados”, acrescenta.
 
O médico-veterinário é precursor da eletroquimioterapia no Brasil e um dos fundadores da Akko Health Devices, desenvolvedora de soluções em tratamentos com eletroquimioterapia para medicina humana e medicina veterinária. Há quase duas décadas, Brunner estuda os efeitos da técnica no tratamento de diversas doenças, entre elas a esporotricose, e desenvolveu um equipamento inédito que vem sendo testado em clínicas veterinárias e em universidades, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2026.
 
Com a inclusão da esporotricose humana na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública, passa a ser obrigatória a notificação semanal dos casos confirmados. Segundo a coordenadora-geral de Vigilância de Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas (CGTM) do Ministério da Saúde, Fernanda Dockhorn, com a notificação obrigatória, “será possível construir um panorama epidemiológico mais consistente e fortalecer a tomada de decisão em todos os níveis de gestão. Isso melhora o planejamento das ações de vigilância, prevenção e assistência, com impacto direto na proteção da população.”
 
A transmissão da esporotricose para humanos é feita por meio do contato com o animal infectado. Os arranhões são a principal porta de entrada. A lesão ocorre geralmente nas mãos, braços, rosto ou pernas e começa como um nódulo avermelhado e firme. Depois, evolui para uma ferida ulcerada, que pode drenar pus. Ela não causa dor, mas demora para cicatrizar. O problema é que a infecção se espalha pelos vasos linfáticos e quando encontra uma pessoa com o sistema imunológico comprometido (caso dos imunossuprimidos) ela pode atingir ossos, pulmões, olhos e até o sistema nervoso central, levando à morte.


 
Esperança no tratamento da esporotricose felina
 
Uma nova técnica está trazendo esperança para no tratamento da esporotricose felina. Batizado de SPORO PULSE, o equipamento desenvolvido pelo pesquisador Carlos Brunner, pela startup Akko Health Devices, usa a eletroporação para matar o fungo causador da doença. A técnica exige menor número de manipulações do gato, menor custo, boa eficácia em animais resistentes à terapia convencional e redução do período de tratamento.
 
“As células da pele do gato permanecem vivas, porque os poros se formam e se fecham. Já a estrutura celular dos fungos é diferente, então os poros se formam e não se fecham mais, matando o fungo. Como trabalho com eletroporação há 18 anos pensei na possibilidade de provocar a formação dos poros irreversíveis nos fungos, devido suas características celulares. Ou seja, matando o fungo e preservando o tecido normal do gato”, explica o prof. Brunner.

 


Carlos Brunner - professor. Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade de São Paulo USP e mestre em Clínica Médica e doutor em Anatomia dos Animais Domésticos e Selvagens pela USP. Professor titular na Universidade Paulista UNIP; Membro da diretoria da ABROVET – Associação Brasileira de Oncologia Veterinária; Membro da ISEBTT - The Internacional Society for Electroporation Based Thecnologies and Treatments. Pioneiro no uso clínico de etroquimioterapia no Brasil


Akko Health Devices