Com o início do ano letivo, o deslocamento diário até a escola ou a faculdade volta a fazer parte da rotina de milhares de estudantes. Para pessoas com Deficiência Intelectual e Transtorno do Espectro Autista (TEA), esse trajeto pode representar um desafio, especialmente quando as informações no transporte público não são acessíveis.
A Linguagem Simples surge com o objetivo de ser uma importante ferramenta de acessibilidade comunicacional, ao utilizar frases curtas, diretas, termos cotidianos e, muitas vezes, apoio visual, facilitando a compreensão de avisos, orientações e sinalizações.
Essa prática contribui para a autonomia, segurança e inclusão de pessoas com deficiência em atividades do nosso dia a dia, como o uso do transporte público para ir à escola ou à universidade.
Em São Paulo, o transporte público tem avançado nessa agenda com a adoção de Linguagem Simples em suas sinalizações e comunicações, como na Estação Hospital São Paulo, da Linha 5-Lilás. O processo foi idealizado pelo Instituto Jô Clemente (IJC), que atua há mais de 64 anos na promoção da inclusão e da acessibilidade para pessoas com deficiência, em parceria com a Via Mobilidade, e contou com a participação fundamental de autodefensores, que contribuíram ativamente com suas vivências e percepções para tornar a comunicação mais clara, acessível e inclusiva.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísica (IBGE), mais de 2,6 milhões de brasileiros têm Deficiência Intelectual, público que se beneficia diretamente de iniciativas de acessibilidade comunicacional. A adoção da Linguagem Simples no transporte público reforça o direito à mobilidade e à educação, além de promover mais independência e participação social em todos os lugares.
Instituto Jô Clemente (IJC)
Para mais informações, entre em contato pelo telefone (11) 5080-7000 ou visite o site do IJC (ijc.org.br), o primeiro do Brasil 100% acessível e com Linguagem Simples. Aproveite para seguir o IJC nas redes sociais.
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