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Perder o passaporte às vésperas de uma viagem
internacional, ou pior, já no exterior, é um dos maiores pesadelos de qualquer
viajante. Além do susto, o documento concentra vistos, autorizações de entrada
e registros migratórios que, se mal conduzidos, podem comprometer toda a viagem
ou até futuras admissões em outros países.
Segundo Marco Lisboa, CEO da Legale, rede de
franquias especializada em assessoria para vistos, a boa notícia é que, na
maioria dos casos, é possível resolver o problema sem perder o visto ou o
planejamento da viagem, mas é preciso que o passageiro seja rápido e procure
por meios legais.
“O erro mais comum é o viajante entrar em pânico ou
tomar decisões precipitadas. Cada país tem regras específicas, mas há um
protocolo básico que, quando seguido, reduz drasticamente o risco de prejuízos
maiores”, afirma Lisboa.
O especialista listou sete dicas essenciais
para lidar com a perda do passaporte sem transformar o imprevisto em um
problema maior, a ponto de prejudicar a viagem:
Registre imediatamente um
boletim de ocorrência
O primeiro passo, seja no Brasil ou no exterior, é
registrar um boletim de ocorrência informando a perda ou o furto. Esse
documento será exigido tanto pela Polícia Federal quanto por consulados e
embaixadas.
“Sem o boletim, nenhum órgão oficial dá andamento
ao processo. Ele é a base de tudo e quanto antes fizer, melhor”, explica Marco.
Procure o consulado ou
embaixada do seu país
Brasileiros no exterior devem se dirigir ao
consulado ou embaixada do Brasil mais próxima. É possível solicitar um
passaporte de emergência ou um documento de viagem provisório, dependendo do
destino e da urgência.
Tenha cópias digitais do
passaporte e dos vistos
Guardar versões digitais do passaporte, vistos e
passagens no e-mail, por exemplo, acelera significativamente o atendimento
consular. Quem contrata uma assessoria de vistos também tem acesso a eles de
forma mais fácil, e claro, todo o suporte do que fazer e onde buscar
ajuda.
“Manter cópias digitais do passaporte e dos vistos
é uma medida simples, mas que faz toda a diferença em situações de emergência.
Com esses documentos facilmente acessíveis, o atendimento consular tende a ser
mais ágil, e o viajante consegue orientações mais rápidas sobre
reaproveitamento ou reemissão do visto”, destaca o CEO da Legale.
Perder o passaporte não
significa perder o visto
Muitos viajantes acreditam que o visto é
automaticamente invalidado, o que nem sempre é verdade.
“Em países como Estados Unidos e Canadá, o visto
continua válido, mesmo em um passaporte perdido. O desafio é entender como
vinculá-lo a um novo documento ou se será necessária uma nova solicitação”,
explica Lisboa.
Avalie se é possível
reaproveitar o visto
Em alguns casos, o viajante pode portar dois
passaportes: o novo, válido, e o antigo (mesmo cancelado), desde que o visto
esteja legível e aceito pelas autoridades do país de destino.
“Essa é uma análise técnica e varia de país para
país. Fazer isso sem orientação pode gerar problemas na imigração, por isso
contar com a ajuda de uma assessoria para vistos faz toda a diferença”, alerta
o especialista.
Avise companhias aéreas e
seguradoras
Algumas companhias aéreas exigem atualização dos
dados do documento de viagem. O mesmo vale para seguros-viagem, que podem
oferecer suporte adicional em casos de perda de documentos.
Segundo Marco Lisboa, muitos problemas surgem não
pela perda do documento, mas por falhas no processo de recuperação.
“Já vimos casos de pessoas impedidas de embarcar
por apresentarem documentos incorretos ou por desconhecerem regras específicas
do país de destino. Uma assessoria especializada reduz riscos e evita prejuízos
financeiros e emocionais”, diz.
Planejamento é a melhor
prevenção
Para quem ainda vai viajar, Marco recomenda medidas
simples: digitalizar documentos, cadastrar-se no site do Itamaraty, contratar
seguro-viagem adequado e conhecer previamente as regras migratórias do país de
destino, isso pode ajudar caso surjam problemas desse tipo.
“Imprevistos acontecem, mas informação e orientação
correta é essencial para evitar perder uma viagem e resolver tudo a tempo”,
explica Lisboa.

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