sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Inserção de DIU com sedação: mais conforto e segurança para você

Para mulheres com menor tolerância à dor ou que já tiveram experiências desconfortáveis, a inserção pode ser realizada em ambiente hospitalar

 

A colocação do DIU costuma ser um procedimento simples, feito em consultório. No entanto, algumas mulheres têm maior sensibilidade à dor, apresentam ansiedade ou já tiveram experiências ginecológicas desconfortáveis. 

Nessas situações, é possível realizar a inserção do DIU em ambiente hospitalar, com sedação leve e acompanhamento médico. 

Essa alternativa garante mais conforto e tranquilidade, em uma internação breve, com alta no mesmo dia, sem comprometer a segurança do método. O mais importante é que cada mulher possa escolher a forma que se sinta mais acolhida e segura.

Importante destacar que hoje há diferentes opções de DIU, com indicações específicas, dependendo de cada caso. 

Um alerta importante do Dr. Alexandre Rossi, médico ginecologista e obstetra, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, são as contraindicações. 

“Muitos métodos não são indicados para todos os casos. Por este motivo, é sempre muito importante que esta escolha seja realizada com a orientação e acompanhamento de um médico ginecologista”.  

Para realizar a escolha do método, serão avaliados diversos aspectos da saúde da mulher, hábitos de vida e outras variáveis que fazem muita diferença na escolha do método, como a idade, a existência de doenças crônicas e até mesmo o histórico familiar para algumas condições de saúde importantes. 

 

Diferentes tipos para diferentes mulheres 

O DIU - dispositivo intrauterino é um artefato de polietileno, inserido na cavidade uterina com a função contraceptiva. Seja ele de cobre ou hormonal, o DIU impede a fecundação dificultando a chegada do espermatozoide no trato reprodutivo feminino, reduzindo a chance de fertilização do óvulo.  

O método é bastante seguro, explica o Dr. Alexandre, que revela os diversos benefícios agregados, além da contracepção: “é extremamente prático, podendo ter durabilidade de até 10 anos, dependendo do tipo. Após a remoção, as concentrações de cobre e de levonorgestrel, no caso do DIU hormonal, no trato genital superior caem rapidamente e a recuperação da fertilidade é imediata”.  

Para início do uso, em geral, é aconselhável que a colocação seja realizada durante o período menstrual, descartando a gravidez e facilitando a inserção pela dilatação do canal cervical, especialmente quando a colocação é feita em consultório, sem analgesia.  

O DIU também pode ser colocado logo após o parto, aborto ou imediatamente após a troca de método anticoncepcional. 

 

DIU hormonal ou DIU de cobre?  

A indicação do tipo de DIU deve levar em consideração diversos fatores, como idade, histórico de saúde, características do ciclo menstrual da mulher e outras questões de saúde, que podem ser afetadas com a utilização do dispositivo.   

No caso do DIU de cobre, é comum que haja alteração no ciclo menstrual, especialmente nos primeiros meses, como aumento do volume do fluxo e surgimento de cólicas.  

O DIU hormonal é hoje comercializado em dois tamanhos, liberando diferentes doses do hormônio levonorgestrel (progesterona). O menor deles é indicado para mulheres com útero pequeno ou que nunca tiveram filhos, bem como para aquelas que apresentam mais sensibilidade à ação da progesterona. Em ambos os casos, são raros os efeitos colaterais e queixas que levem à retirada antecipada dos dispositivos. 

Após a colocação, em poucos meses poderá haver pequenos sangramentos irregulares ou até a ausência de menstruação. Mulheres que costumam sofrer com cólicas regulares geralmente são beneficiadas com queixas reduzidas ou até mesmo o fim destes sintomas. 


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