Especialista
destaca a importância do equilíbrio entre nutrientes, rotina e acompanhamento
profissional para resultados sustentáveis
A busca pelo aumento do volume e da massa
muscular por meio de estímulos como exercícios de força e uma alimentação
adequada, a tal da hipertrofia, vai muito além de treinos intensos e shakes de
proteína. Para alcançar resultados saudáveis e duradouros, é essencial uma
alimentação estratégica e equilibrada, que forneça todos os nutrientes
necessários para o desenvolvimento dos músculos. Segundo a nutricionista
Thalyta Franco, da Clínica Verte, a construção muscular é como uma obra: sem
energia, não há força; sem proteína, não há material; e sem micronutrientes, o
processo não avança.
Thalyta destaca que proteínas,
carboidratos, gorduras boas, vitaminas e minerais devem estar presentes
diariamente na alimentação de quem deseja hipertrofia. "As proteínas são a
base da massa muscular, mas os carboidratos são indispensáveis para fornecer
energia e ajudar na recuperação, enquanto as gorduras boas têm papel
fundamental na produção hormonal", explica. O cardápio ideal inclui ovos,
frango, peixe, carnes magras, iogurtes, leguminosas, arroz, batata-doce,
frutas, aveia, azeite de oliva, oleaginosas e vegetais verde-escuros — fontes
importantes também de zinco, magnésio, vitamina D e complexo B.
Para potencializar os treinos, o ideal é
consumir refeições leves e energéticas no pré-treino, como banana com aveia e
pasta de amendoim ou pão com ovos. Já no pós-treino, o foco deve ser a
recuperação muscular com combinações de proteína e carboidrato, como arroz com
carne e legumes ou um shake com whey protein e banana. “Não existe fórmula
única. O intervalo de 30 a 90 minutos antes e depois do treino deve ser
adaptado à rotina de cada um”, orienta a nutricionista.
Thalyta afirma que o uso de suplementos
não é obrigatório, mas pode ser útil em casos específicos, como dificuldade de
atingir metas nutricionais ou uma rotina muito corrida. “Suplemento não é
mágica, é praticidade. Ele só funciona bem quando a base alimentar está
sólida”, diz. Entre os mais recomendados estão o whey protein, ideal no
pós-treino ou como lanche, e a creatina, que contribui para força e desempenho,
com uso contínuo. O BCAA, por outro lado, é hoje pouco indicado, sendo
desnecessário para quem consome proteínas em quantidade adequada.
O consumo excessivo de proteínas ou
suplementos, segundo a especialista, pode causar problemas como sobrecarga
renal e hepática, risco de desidratação, cálculo renal e até acúmulo de
gordura. Por isso, é fundamental o acompanhamento de profissionais
qualificados. “Ganhar massa muscular não é só questão estética. É saúde, autonomia,
qualidade de vida e longevidade, especialmente para mulheres que enfrentam
perda natural de massa magra após a menopausa”.
Por fim, para quem quer ganhar massa
muscular de forma saudável e sustentável, a nutricionista lista sete dicas
fundamentais:
- Coma
o suficiente – Treinar
pesado e comer pouco não traz resultados.
- Durma
bem – O músculo cresce durante o
descanso, não no treino.
- Seja
consistente – Hipertrofia leva tempo, não
acontece em três semanas.
- Treine
com estratégia – Estimule o
músculo certo, com carga, progressão e descanso.
- Evite
dietas malucas – Bulking
com “tudo liberado” ou cutting radical prejudicam no longo prazo.
- Hidrate-se
adequadamente – Sem água,
o músculo não se desenvolve.
- Tenha
acompanhamento profissional –
Nutricionistas e endocrinologistas são essenciais no processo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário