Ao longo deste ano, as big techs passaram por
inúmeros altos e baixos, tendo uma grande quantidade de saldos negativos em
suas ações, que incluíram demissões em massa e perda de dinheiro. No entanto,
na reta final de 2023, as empresas parecem estar se recuperando da queda que
sofreram, trilhando um caminho para conseguirem ascender novamente.
A prova disso é que mesmo depois de uma onda de demissões, as “Sete
Magníficas”, grupo formado pelas empresas Nvidia, Tesla, Meta, Google, Amazon,
Microsoft e Apple, tiveram altas de ações nos Estados Unidos, o que já é um
demonstrativo de que são detentoras de grande poder.
Aliado a essa questão, destaco o fator ‘tecnologia’, que é utilizada por essas
empresas para benefício próprio e também para aprimoramento da sociedade como
um todo. O mais recente boom da Inteligência Artificial nas
redes sociais pode favorecer muito essas bigs techs futuramente, visto que as
ferramentas de IA aumentam a eficiência e diminuem os custos operacionais.
Neste cenário, ao contrário dos últimos anos onde só ouvíamos falar de Google e
Amazon, por exemplo, a Microsoft se destaca, já que vem investindo no OpenAI,
com o objetivo de se tornar referência e estar à frente dos concorrentes. E os
lucros gerados pelo uso da Inteligência Artificial fizeram diferença no final.
Companhias que avançaram no tema, viram o valor das ações crescer, mas quem não
progrediu neste campo, sentiu o efeito contrário.
Por outro lado, é preciso manter os pés nos chãos e não tomar decisões
precipitadas para os negócios. Afinal, problemas como juros altos e risco de
inflação continuam por aí e não somem de uma hora para outra, ou seja, existe a
necessidade de planejamento, para que fatores externos não gerem tantos
prejuízos.
Por essa razão, é compreensível que essas empresas queiram encerrar o ano com
um saldo positivo, para que consigam passar a imagem de que está tudo sob
controle, mesmo que algumas coisas ainda não estejam funcionando perfeitamente.
Pois, para companhias deste nível, começar 2024 bem é um sinal de que estão em
vantagem perante os demais.
Neste contexto, é de conhecimento de muitos que as big techs já utilizam os
OKRs - Objectives and Key Results (Objetivos e Resultados Chaves), em seus
planos de execução. E é por terem domínio da ferramenta, que mesmo depois de
duras quedas ao longo do ano, estão conseguindo se reerguer, mesmo que aos
poucos.
Os OKRs são fundamentais quando falamos sobre alinhar com todos uma boa
estratégia, com foco em resultados, e que funcione de verdade. Além disso, por
causa dos ciclos curtos, geralmente de três meses, permitem ajustes frequentes,
o que possibilita consertar erros, alinhar o plano de negócio às novas
realidades do mercado, sensível a guerras, pandemia e a outros problemas que
surgem na rota dos negócios, sem muitos avisos.
É preciso ter um processo estabelecido que gere aprendizado para os times, para
que não cometam os mesmos erros do passado, e a organização evolua ao longo do
tempo e se perenize, gerando cada vez mais valor para os clientes, consumidores
e usuários de seus produtos e serviços. E este processo deve acontecer no curto
prazo, neste ciclo de três meses. Desta maneira, as organizações vão navegar
melhor por este mar de incertezas e mudanças que estamos imersos nos dias de
hoje.
Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs.
Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros,
pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas
Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/
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