A associação comercial considera que
a paralisação tem motivação política e, portanto, se opõe à realização
Paulo Pinto/Agência Brasil
A Associação Comercial de São
Paulo (ACSP) estima que o comércio da região metropolitana pode deixar de
arrecadar mais de R$ 60 milhões devido à paralisação dos trabalhadores da CPTM
e do Metrô, anunciada para terça-feira, 28 de novembro, quando a circulação de
pessoas na capital paulista será prejudicada.
A estimativa é baseada no
volume movimentado diariamente na cidade de São Paulo e na região
metropolitana.
De acordo com a associação, o
prejuízo se dará principalmente por reduções nas compras por impulso e por
acontecer em um período em que os consumidores costumam antecipar as compras de
Natal.
A paralisação, segundo a ACSP,
ainda terá impacto na força de trabalho das mais variadas operações comerciais.
“O comércio e os serviços, pilares fundamentais para a dinâmica da capital
paulista, serão severamente prejudicados, comprometendo a sobrevivência de
muitos empreendimentos, especialmente os pequenos e médios negócios”, diz a
entidade em nota.
A ACSP afirma ainda que “há um
caráter político que motiva a paralisação”, por isso se coloca contra a sua
realização. “Manifestamos veemente repúdio à paralisação anunciada por se
tratar de uma greve política, pela qual os líderes sindicais pretendem se
sobrepor ao Legislativo, cujos membros foram eleitos para expressar a vontade
da população, e ao governador, também eleito, a quem cabe implementar as
diretrizes de governo conforme suas propostas de campanha”, afirma Roberto
Ordine, presidente da ACSP.
O dirigente apela às lideranças
dos sindicatos que suspendam a greve para evitar prejuízos à cidade. “Caso
esse apelo não seja atendido, a Associação considera que devem ser aplicadas as
punições cabíveis para restabelecer o império da lei e da ordem.”
ENTENDA
Os funcionários do Metrô e da
CPTM aprovaram a greve para a próxima terça-feira em oposição aos anúncios de
privatizações, terceirizações, demissões e supostos cortes de verba pelo
governo paulista.
Será a quarta paralisação dos
trabalhadores em 2023, a terceira em dois meses. A greve deve reunir outras
categorias, como os trabalhadores da Sabesp.
A greve deve provocar a
paralisação das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô, e as
linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, da CPTM. E das
linhas Linha 1-Azul; Linha 2-Verde; Linha 3-Vermelha; Linha 15-Prata, do Metrô.
Redação DC
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/cidade-de-sp-deve-deixar-de-arrecadar-r-60-mi-com-greve-do-metro-diz-acsp
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