Uma em cada três mulheres entre 18 e 45 anos tem o desejo de colocar silicone, os motivos são variados, mas todos giram em torno de um ponto principal, a autoestima. Mas junto do desejo de realizar a cirurgia, surgem as dúvidas e receios. Existem muitos boatos que rondam o implante mamário, inclusive que ele pode dificultar o diagnóstico precoce do câncer de mama.
Para sanar as principais dúvidas e acabar com os mitos que rondam
o assunto, o Dr. Josué Montedonio, cirurgião-plástico referência no Litoral de
São Paulo, separou o assunto em alguns tópicos. Confira abaixo:
O implante dificulta o diagnóstico precoce?
Não. Independente por onde possa ser colocado o implante mamário
(se na frente ou atrás do músculo), não interfere no rastreamento do câncer de
mama. Caso haja presença de algum nódulo ou alteração na consistência da mama,
pode ser notado tanto no auto exame das mamas como nós exames de imagem
(mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética)sem nenhuma
interferência.
Prótese de silicone aumenta as chances de câncer de mama?
Não. O câncer de mama é resultado da mutação das células mamárias,
as chances de desenvolver a doença não aumentam por conta da prótese.
Qual é o momento ideal para realizar a cirurgia reparadora?
Sinceramente, na minha opinião, após a recuperação e tratamento
completo. Mas o implante de silicone não é necessário em todos os casos. Há
casos onde podemos utilizar a própria gordura para simetrizar as mamas ou até
mesmo diminuir a mama contrária para equilibrar o tamanho. A prótese de
silicone está indicada no caso de reconstrução mamária nas mulheres que tiveram
parte ou toda a mama amputada e quando há pouco volume. Apesar do impacto que a
ausência da mama pode causar na autoestima da paciente, é fundamental focar no
tratamento completo para depois pensar na cirurgia reparadora.
Independente da presença ou não da prótese, o acompanhamento com o
médico é fundamental para um diagnóstico precoce do câncer de mama e de outras
doenças.
Dr. Josué
Montedonio Nascimento - possui graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências
Médicas de Santos (2004). É sócio da Associação Paulista de Medicina, da
Sociedade Brasileira de Queimaduras, membro da Federación Latino Americana de
Quemaduras, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e membro da
American Society of Plastic Surgeons. Atualmente é sócio na Clínica
AudiMontedonio.

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