terça-feira, 27 de setembro de 2022

Doenças cardiovasculares passam a liderar mortalidade feminina

Neste Dia Mundial do Coração, conheça os sintomas do infarto nas mulheres

 

O estresse do dia a dia, a dupla jornada de trabalho e o aumento da expectativa de vida impactaram diretamente a saúde da mulher. As doenças cardiovasculares passaram a liderar as causas de mortalidade feminina, superando o câncer de mama, útero e ovário. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), elas respondem por um terço das mortes no mundo. No Brasil, estudos médicos apontam que uma em cada cinco mulheres tem risco de sofrer um infarto. Tendo em vista este cenário e cumprindo seu compromisso de olhar para a saúde feminina de forma integral, a Organon aproveita o dia 29 de setembro, em que se comemora o Dia Mundial do Coração, para trazer esclarecimentos do cardiologista André Feldman, coordenador da cardiologia dos Hospitais Rede D'or em São Paulo, sobre como a doença se manifesta nas mulheres.

Segundo o especialista, os riscos de as mulheres terem infarto aumentam após a menopausa, já que é quando o organismo feminino deixa de produzir o estrogênio, hormônio que a protege contra a doença. “Existe a crença de que a mulher tem menor incidência de infarto do que o homem. Então há sempre uma tendência a acreditar que os sintomas que as mulheres sentem não são do coração”, alerta o médico.

A clássica dor no peito relatada pelos homens ao sofrer infarto nem sempre é a manifestação que as mulheres relatam estar sofrendo ao chegar ao pronto socorro, favorecendo falhas no diagnóstico da doença. “Elas usam muito a expressão ‘angústia no peito’ ou peso, evitando a palavra dor, fazendo com que os médicos não valorizem seus sintomas”, explicou o médico, ressaltando que a conversa com o paciente é parte importante do diagnóstico.

Além da “angústia no peito”, enjoo, cansaço e sensação de falta de ar podem ser outros sinais de infarto nas mulheres. Com esses sintomas mais atípicos, é natural que as causas pulmonares sejam a primeira opção a ser investigada. “A mulher é mais preocupada com a saúde, mas o alarme dela acaba indo pra outra direção”, afirma Feldman.

Esta demora no diagnóstico, acarreta um outro problema: a sobrevida da mulher após o infarto é menor que a do homem. De acordo com a Associação Americana de Cardiologia, os homens vivem uma média de 8,2 anos depois de desenvolver a doença e as mulheres apenas 5,5 anos. “Não é que o infarto na mulher seja mais grave. A dificuldade de diagnóstico é que pode acarretar atraso de tratamento em alguns casos”, finaliza o especialista.

Para quem tem doenças que são consideradas fatores de risco de doença cardiovascular, como a hipertensão e colesterol-LDL elevado, é possível encontrar medicamentos da Organon que tratam esses problemas, contribuindo para a redução do risco de ataque cardíaco e de derrame nas pacientes.

 

Organon

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