quinta-feira, 27 de abril de 2017

Saiba por que é fundamental vacinar seu filho



Na Europa, EUA ou mesmo no Brasil, pais estão deixando de vacinar as crianças com medo de supostos efeitos colaterais graves; veja e siga o calendário básico de vacinação infantil


Em alguns países, muitos pais estão deixando de vacinar seus filhos com medo de eventuais efeitos colaterais graves e supostas sequelas irreversíveis que poderiam ser causadas pelas vacinas. Com isso, um grande surto de sarampo tomou conta da Itália e outras nações europeias. Só neste ano, o Ministério da Saúde italiano já registrou 1.500 casos da doença. Além da Europa, o “movimento antivacina” – que ganhou força após um estudo fraudulento publicado em prestigiada revista científica – recebe adesões também nos EUA e no Brasil.

Diante deste cenário, especialistas alertam para a importância da vacinação infantil. Para Alfredo Passalacqua, infectologista do Hapvida Saúde, as vacinas contribuem para que o organismo induza uma resposta ao sistema imunológico a fim de se proteger de diversas doenças infecciosas que podem até levar ao óbito, como a tuberculose, hepatite A, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche, doenças causadas por Hemófilo B, poliomielite, rotavirose, doença pneumocócica, doença meningocócica, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, febre amarela, influenza (gripe), raiva humana e HPV. 

O que as vacinas fazem é se passarem por agentes infecciosos de forma a estimular a produção de nossas defesas, por meio de anticorpos específicos contra o ‘inimigo’. Assim, elas ensinam o nosso organismo a se defender de forma eficaz. Aí, quando o ataque de verdade acontece, a defesa é reativada por meio da memória do sistema imunológico. É isso que vai fazer com que a ação inimiga seja muito limitada ou, como acontece na maioria das vezes, totalmente eliminada, antes que a doença se instale”, explica o infectologista. 

Ainda de acordo com o especialista, as crianças que não são vacinadas estão expostas às doenças graves que podem ocasionar sequelas físicas e mentais irreversíveis, como a paralisia infantil e meningite. Sendo assim, é recomendado que o calendário de vacinação seja seguido rigorosamente desde o nascimento da criança. 

“Para proteger as crianças de um número maior de doenças, é fundamental seguir o calendário de vacinação, em qualquer idade. O calendário é construído para obedecer à maturidade do organismo, ou seja, à dose certa na idade em que o seu sistema imunológico consegue produzir determinados anticorpos. Caso a criança tenha perdido o momento da vacinação, deverá ser aplicada em outra oportunidade”, alerta. 

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, desenvolve desde 1971 o Programa Nacional de Imunização (PNI), que define normas e estabelece o calendário básico de vacinação para crianças, adultos e idosos, incluindo a imunização contra doenças. 


Veja e siga o calendário básico de vacinação da criança

·         Ao nascer: Vacinas BCG-ID (dose única – tuberculose) e hepatite B (1ª dose – hepatite B)

·         1 mês: Vacina contra Hepatite B (2ª dose – hepatite B)

·         2 meses: Vacinas Tetravalente (1ª dose – difteria, tétano, coqueluche e meningite), VOP – Vacina Oral Contra a Pólio (1ª dose – paralisia infantil), Vacina Oral de Rotavírus Humano (1ª dose – diarreia por rotavírus).

·         4 meses: Vacinas Tetravalente (2ª dose – difteria, tétano, coqueluche e meningite), VOP – Vacina Oral Contra a Pólio (2ª dose – paralisia infantil), Vacina Oral de Rotavírus Humano (2ª dose – diarreia por rotavírus).

·         6 meses: Vacinas Tetravalente (3ª dose – difteria, tétano, coqueluche e meningite), VOP – Vacina Oral Contra a Pólio (3ª dose – paralisia infantil), hepatite B (3ª dose – hepatite).

·         9 meses: Vacina contra a Febre Amarela (dose inicial – febre amarela)

·         12 meses: Vacina Tríplice Viral (dose única – sarampo, rubéola e caxumba).

·         15 meses: Vacinas: VOP – Vacina Oral Contra a Pólio (reforço – paralisia Infantil) e DTP – Tríplice Bacteriana (1º Reforço – difteria, tétano e coqueluche).

·         4 a 6 anos: Vacinas: DTP – Tríplice Bacteriana (2º Reforço – difteria, tétano e coqueluche) e SRC – Tríplice Viral (reforço – sarampo, rubéola e caxumba).

·         10 anos: Vacina contra a Febre Amarela (reforço – febre amarela)




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