quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Verão: saiba quais doenças ligadas à pele são mais comuns durante a época mais quente do ano




Com a chegada do verão e do calor, o maior órgão do nosso corpo – a pele – precisa de atenção especial. Por ser uma época quente, o suor se intensifica, e aumenta o risco de doenças infecciosas, como micoses na pele e nas unhas.
Segundo a médica Christiana Blattner, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a micose é um tipo de doença de pele causada pela presença de fungos. “A micose de unha, ou onicomicose, apresenta sintomas como descolamento ou alteração na espessura ou textura da unha, mudança de cor. A unha fica frágil e quebradiça. É muito comum nos pés, e pode acometer pessoas que suam bastante na região, ou que passam muito tempo com tênis e sapatos fechados, porque este ambiente úmido é propício para os fungos causadores da doença”, explica.
O diagnóstico pode ser confirmado através de análise da amostra de resíduos da unha, e quanto antes buscar ajuda médica, mais fácil será o tratamento, pois a unha ainda não vai estar tão danificada. “Nos casos mais leves, quando o problema da micose não atingiu a lúnula (início da unha), podemos optar por tratamentos com o uso de laser do tipo ND-Yag, que ajuda a combater a infecção, com cinco sessões mensais. Se a infecção chegar ao início da unha, é necessário tomar medicamento via oral e, nestes casos, é fundamental que o médico faça o diagnóstico do fungo causador da doença, já que existem vários tipos, com respostas variadas aos diferentes medicamentos”, explica a dermatologista, de Campinas.
Além das unhas, o problema da micose também pode afetar outras partes do corpo, geralmente as mais expostas à umidade. Como precaução, Christiana dá algumas dicas: “É importante secar bem a virilha após o banho, principalmente por causa das sungas e biquínis molhados, típicos do verão. Outra medida importante é verificar os espaços entre os dedos dos pés, secando-os muito bem, evitando que a umidade e o calor favoreçam a proliferação dos fungos causadores das micoses”. Usar roupas confortáveis, com tecidos mais leves e sapatos mais abertos também são medidas que contribuem para maior saúde da pele. Da mesma forma, usar diariamente o protetor solar é imprescindível. “Quem vai à praia ou piscina e vai ficar mais exposto ao sol deve reforçar a proteção com chapéu e óculos escuros”, aconselha a médica.
Cuidado na praia
Com o verão, férias e festas de fim e ano, as praias sempre são um destino muito procurado e, como resultado, aumenta nos consultórios dermatológicos a incidência de doenças como o “bicho geográfico”. A infecção é causada pelo contato da pele com a larva migrans, que se desenvolve em solo quente e úmido.
O ciclo de vida da larva se inicia dentro do intestino de cães e gatos. Quando estes animais excretam suas fezes, geralmente na areia, os ovos das larvas entram em contato com o solo. Após a eclosão dos ovos, a larva encontra a pele do homem e tenta realizar o mesmo ciclo que fez no animal. Porém, nos homens, a larva não consegue entrar na circulação sanguínea, e fica migrando sob a pele. “A invasão do parasita na nossa pele gera muita coceira e pode levar a outras infecções, por isso precisa ser tratada. Dependendo do caso, a utilização de pomada pode ser suficiente. Se as lesões forem muitas, pode ser necessário recorrer ao tratamento com medicação via oral”, explica a médica Christiana Blattner.
Doenças comuns podem trazer mais transtornos durante o verão
Quem sofre de hiperidrose, suor excessivo, também pode ter mais transtorno durante épocas mais quentes. A doença, que tem como principais sintomas suor intenso nas mãos, nas axilas, nos pés, na face e no couro cabeludo, pode se agravar devido ao calor. No Brasil, cerca de 2,8% da população sofre com o problema.
“Todos nós suamos mais no verão, então, quem tem sudorese excessiva, e sofre o ano todo, vê a situação piorar ainda mais nesta época do ano”, diz a dermatologista, que aconselha o auxílio médico para solucionar ou minimizar o problema. “Vejo relação direta da hiperidrose com o estresse, por exemplo, e só o médico poderá avaliar o paciente individualmente para chegar ao diagnóstico correto e assim tentar ajudá-lo”, diz a médica Christiana Blattner. Uma das alternativas para o tratamento, que tem obtido resultados bastante satisfatórios, é o uso da toxina botulínica, que ‘desliga’ o nervo da glândula que produz o suor, interrompendo sua produção.

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