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| Cada paciente apresenta características próprias que precisam ser consideradas para definir as possibilidades e os limites de cada procedimento Magnific |
Anatomia, cicatrização e condições de saúde influenciam o resultado dos procedimentos; especialistas alertam que fotos de antes e depois não devem ser interpretadas como garantia
Uma fotografia de antes e depois pode ser suficiente para despertar o interesse por uma cirurgia plástica. Nas redes sociais, imagens de transformações ajudam a divulgar procedimentos e passam a servir de referência para quem deseja mudar alguma característica do rosto ou do corpo. O problema começa quando o resultado de outra pessoa se transforma em um parâmetro para si próprio.
Mesmo quando o procedimento é o mesmo, o resultado pode variar de acordo com as características individuais do paciente. A estrutura óssea, a espessura e a elasticidade da pele, a distribuição dos tecidos e as proporções corporais estão entre os fatores considerados no planejamento cirúrgico. As condições de saúde e a resposta do organismo à recuperação também podem influenciar a evolução.
Para o cirurgião plástico Dr. Vinicius Julio Camargo, a avaliação individual é essencial para estabelecer objetivos realistas e definir o que pode ser alcançado em cada caso.
“Uma fotografia pode ajudar o paciente a demonstrar o resultado que gostaria de alcançar, mas não significa que a mesma transformação será possível em outra pessoa. O planejamento precisa considerar as características individuais, as expectativas e os limites de cada procedimento”, afirma Dr. Vinicius.
Fotos de antes e depois podem criar uma percepção irreal
Além das diferenças físicas entre os pacientes, as próprias imagens exigem cautela. Iluminação, ângulo da câmera, postura e distância podem alterar a percepção de uma transformação. O tempo transcorrido desde a cirurgia também importa, já que a aparência durante a recuperação pode ser diferente daquela observada após a evolução dos tecidos.
Sem conhecer essas condições, a comparação entre fotografias pode levar a interpretações equivocadas. Uma imagem mostra um resultado específico, mas não permite prever, isoladamente, como outra pessoa responderá ao mesmo procedimento.
Segundo Dr. Vinicius, a consulta deve servir para discutir o
que o paciente deseja alcançar antes da decisão de operar. “É importante
entender o que o paciente deseja, avaliar se essa expectativa é compatível com
suas características e explicar quais são as possibilidades e limitações. A
decisão não deve ser baseada apenas em uma imagem vista nas redes sociais”, diz
o cirurgião.
Avaliação médica orienta a decisão
A consulta pré-operatória permite analisar as condições clínicas, compreender os objetivos do paciente e discutir os riscos, os benefícios e os cuidados necessários durante a recuperação. O planejamento deve considerar as particularidades de cada caso, e não partir da ideia de reproduzir o resultado obtido por outra pessoa.
Antes de realizar uma cirurgia plástica, também é importante verificar a qualificação do profissional e esclarecer dúvidas sobre o procedimento e o pós-operatório. As fotografias podem ser levadas à consulta como referências para explicar preferências, mas não substituem a avaliação clínica.
“A diferença entre o resultado desejado e aquele que pode
ser alcançado precisa ser discutida antes da cirurgia. Alinhar as expectativas
com as possibilidades reais é parte importante de uma decisão informada e do
planejamento do tratamento”, finaliza Dr. Vinicius.

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