Às vésperas do Dia das Crianças, em 12 de outubro, veterinária do Pet de TODOS orienta famílias sobre a convivência segura entre crianças e animais e sobre a decisão de levar um pet para casa
A convivência
diária com cães, gatos e outros animais de estimação pode contribuir para o
desenvolvimento emocional e social das crianças, com estímulo à
responsabilidade, à empatia e à rotina. O tema ganha espaço entre famílias de crianças
com deficiência e com transtorno do espectro autista (TEA), que buscam nos
animais apoio para a socialização e a comunicação. Às vésperas do Dia das
Crianças, celebrado em 12 de outubro, a médica-veterinária Haltiane Alves, do
Pet de TODOS, orienta os pais sobre como preparar a casa, a criança e o animal
para essa convivência.
Crianças que
conviveram de forma contínua com pequenos animais, como peixes e roedores,
desde o primeiro ano de vida apresentaram menos problemas emocionais aos 7 e 8
anos, de acordo com estudo com 1.893 famílias espanholas
publicado em outubro de 2025 no World Journal of Pediatrics. Os autores ressaltam que o resultado indica
associação, e não relação de causa, e que o perfil de cada família e a forma
como o animal é introduzido na casa influenciam o efeito.
No Brasil, o
diagnóstico de autismo é mais frequente justamente na infância. A faixa de 5 a
9 anos concentra a maior prevalência, com 3,8% dos meninos e 1,3% das meninas
diagnosticados, conforme os resultados do Censo 2022 sobre pessoas
com deficiência e autismo, divulgados pelo IBGE em maio de 2025. O país soma 2,4 milhões de pessoas com
diagnóstico de TEA, o equivalente a 1,2% da população.
A terapia
assistida por animais também avança na pauta pública. Projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados
propõe incluir a prática no SUS,
em atendimentos supervisionados por profissionais de saúde e no uso de animais
de serviço treinados para pessoas com deficiência.
Rotina,
responsabilidade e afeto
“Cuidar de um
animal ensina a criança a perceber a necessidade do outro. Encher o pote de
água, participar do passeio e respeitar o momento de descanso do pet são
tarefas simples que trabalham responsabilidade, paciência e empatia”, afirma a
médica-veterinária Haltiane Alves, do Pet de TODOS.
A veterinária
recomenda que as tarefas sejam divididas de acordo com a idade e sempre com
supervisão de um adulto. “A criança pequena pode ajudar a escovar o pelo ou a
guardar os brinquedos do animal. As mais velhas já conseguem acompanhar o
horário da ração e das vacinas. O adulto continua responsável pelo animal, e a
criança participa”, diz.
Crianças com
deficiência
Para crianças com
deficiência ou com TEA, a presença do animal pode ajudar na interação com a
família e com outras crianças, mas a escolha exige mais atenção. “Cada criança reage
de um jeito. Algumas têm sensibilidade a barulhos, ao toque ou a movimentos bruscos,
e isso precisa ser considerado na escolha do porte, da idade e do temperamento
do animal. A convivência em casa também não substitui em nenhuma hipótese o
acompanhamento terapêutico, que deve seguir com os profissionais responsáveis”,
orienta Haltiane.
Pai de Moisés, de
8 anos, que é autista, Fernando Videira vive essa rotina dentro de casa com o
vira-lata Rufo. Ele conta como a presença do animal entrou no dia a dia da
família.
“O Moisés tem o
tempo dele para se aproximar das coisas. Com o Rufo não foi diferente, e a
gente respeitou isso. No começo ele só observava de longe, depois passou a
chegar perto, e hoje o animal faz parte da rotina dele”, conta Fernando.
“Cada criança
autista é diferente, e o que funciona na nossa casa pode não funcionar em outra.
Para nós, ajudou ter horários, ter um espaço do animal e ter um adulto sempre
por perto. O pet não substitui a terapia do Moisés, é mais uma companhia que
ele tem em casa”, afirma o pai.
Saúde do pet,
saúde da criança
A convivência
próxima pede atenção redobrada à saúde do animal. Vacinas em dia, vermifugação
regular, controle de pulgas e carrapatos e consultas de rotina reduzem o risco
de transmissão de doenças entre o pet e a família. “Crianças levam as mãos à
boca com frequência e brincam no chão, perto do animal. Manter o pet
vermifugado e vacinado e ensinar a criança a lavar as mãos depois de brincar
são medidas simples que protegem os dois”, afirma a veterinária.
Haltiane também
recomenda observar sinais de estresse no animal, como orelhas para trás, rabo
entre as pernas, rosnados ou tentativas de se esconder. “O animal precisa ter
um espaço só dele, onde a criança aprende a não mexer. Esse cuidado evita
mordidas e arranhões e deixa a relação mais tranquila para todos”, diz.
Pet de
presente
O Dia das Crianças
costuma trazer o pedido de um animal de presente. A orientação da veterinária é
que a decisão seja da família, e não apenas da criança, e que leve em conta o espaço
da casa, o tempo disponível e os custos com alimentação, vacinas e acompanhamento
veterinário ao longo de toda a vida do animal. “A adoção é um bom caminho,
desde que a família esteja preparada. O animal não é um brinquedo que pode ser
deixado de lado quando a novidade passa”, afirma Haltiane.
Cuidado que
cabe no orçamento
O Pet de TODOS
oferece planos de benefícios pet a partir de R$ 29,90 por mês, com consultas
veterinárias ilimitadas com clínico geral e acesso a mais de 100 procedimentos,
entre vacinas, exames laboratoriais e de imagem, cirurgias, internação e
medicamentos, além de descontos em produtos e serviços. Cada unidade reúne
clínica veterinária, centro cirúrgico, banho e tosa, pet shop e farmácia no
mesmo endereço.

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