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domingo, 11 de outubro de 2026

Pets viram aliados no desenvolvimento de crianças atípicas no Brasil

Às vésperas do Dia das Crianças, em 12 de outubro, veterinária do Pet de TODOS orienta famílias sobre a convivência segura entre crianças e animais e sobre a decisão de levar um pet para casa

 

A convivência diária com cães, gatos e outros animais de estimação pode contribuir para o desenvolvimento emocional e social das crianças, com estímulo à responsabilidade, à empatia e à rotina. O tema ganha espaço entre famílias de crianças com deficiência e com transtorno do espectro autista (TEA), que buscam nos animais apoio para a socialização e a comunicação. Às vésperas do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a médica-veterinária Haltiane Alves, do Pet de TODOS, orienta os pais sobre como preparar a casa, a criança e o animal para essa convivência.

Crianças que conviveram de forma contínua com pequenos animais, como peixes e roedores, desde o primeiro ano de vida apresentaram menos problemas emocionais aos 7 e 8 anos, de acordo com estudo com 1.893 famílias espanholas publicado em outubro de 2025 no World Journal of Pediatrics. Os autores ressaltam que o resultado indica associação, e não relação de causa, e que o perfil de cada família e a forma como o animal é introduzido na casa influenciam o efeito.

No Brasil, o diagnóstico de autismo é mais frequente justamente na infância. A faixa de 5 a 9 anos concentra a maior prevalência, com 3,8% dos meninos e 1,3% das meninas diagnosticados, conforme os resultados do Censo 2022 sobre pessoas com deficiência e autismo, divulgados pelo IBGE em maio de 2025. O país soma 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de TEA, o equivalente a 1,2% da população.

A terapia assistida por animais também avança na pauta pública. Projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados propõe incluir a prática no SUS, em atendimentos supervisionados por profissionais de saúde e no uso de animais de serviço treinados para pessoas com deficiência.


Rotina, responsabilidade e afeto

“Cuidar de um animal ensina a criança a perceber a necessidade do outro. Encher o pote de água, participar do passeio e respeitar o momento de descanso do pet são tarefas simples que trabalham responsabilidade, paciência e empatia”, afirma a médica-veterinária Haltiane Alves, do Pet de TODOS.

A veterinária recomenda que as tarefas sejam divididas de acordo com a idade e sempre com supervisão de um adulto. “A criança pequena pode ajudar a escovar o pelo ou a guardar os brinquedos do animal. As mais velhas já conseguem acompanhar o horário da ração e das vacinas. O adulto continua responsável pelo animal, e a criança participa”, diz.


Crianças com deficiência

Para crianças com deficiência ou com TEA, a presença do animal pode ajudar na interação com a família e com outras crianças, mas a escolha exige mais atenção. “Cada criança reage de um jeito. Algumas têm sensibilidade a barulhos, ao toque ou a movimentos bruscos, e isso precisa ser considerado na escolha do porte, da idade e do temperamento do animal. A convivência em casa também não substitui em nenhuma hipótese o acompanhamento terapêutico, que deve seguir com os profissionais responsáveis”, orienta Haltiane.

Pai de Moisés, de 8 anos, que é autista, Fernando Videira vive essa rotina dentro de casa com o vira-lata Rufo. Ele conta como a presença do animal entrou no dia a dia da família.

“O Moisés tem o tempo dele para se aproximar das coisas. Com o Rufo não foi diferente, e a gente respeitou isso. No começo ele só observava de longe, depois passou a chegar perto, e hoje o animal faz parte da rotina dele”, conta Fernando.

“Cada criança autista é diferente, e o que funciona na nossa casa pode não funcionar em outra. Para nós, ajudou ter horários, ter um espaço do animal e ter um adulto sempre por perto. O pet não substitui a terapia do Moisés, é mais uma companhia que ele tem em casa”, afirma o pai.


Saúde do pet, saúde da criança

A convivência próxima pede atenção redobrada à saúde do animal. Vacinas em dia, vermifugação regular, controle de pulgas e carrapatos e consultas de rotina reduzem o risco de transmissão de doenças entre o pet e a família. “Crianças levam as mãos à boca com frequência e brincam no chão, perto do animal. Manter o pet vermifugado e vacinado e ensinar a criança a lavar as mãos depois de brincar são medidas simples que protegem os dois”, afirma a veterinária.

Haltiane também recomenda observar sinais de estresse no animal, como orelhas para trás, rabo entre as pernas, rosnados ou tentativas de se esconder. “O animal precisa ter um espaço só dele, onde a criança aprende a não mexer. Esse cuidado evita mordidas e arranhões e deixa a relação mais tranquila para todos”, diz.


Pet de presente

O Dia das Crianças costuma trazer o pedido de um animal de presente. A orientação da veterinária é que a decisão seja da família, e não apenas da criança, e que leve em conta o espaço da casa, o tempo disponível e os custos com alimentação, vacinas e acompanhamento veterinário ao longo de toda a vida do animal. “A adoção é um bom caminho, desde que a família esteja preparada. O animal não é um brinquedo que pode ser deixado de lado quando a novidade passa”, afirma Haltiane.


Cuidado que cabe no orçamento

O Pet de TODOS oferece planos de benefícios pet a partir de R$ 29,90 por mês, com consultas veterinárias ilimitadas com clínico geral e acesso a mais de 100 procedimentos, entre vacinas, exames laboratoriais e de imagem, cirurgias, internação e medicamentos, além de descontos em produtos e serviços. Cada unidade reúne clínica veterinária, centro cirúrgico, banho e tosa, pet shop e farmácia no mesmo endereço.


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