
A campanha Outubro Rosa amplia a discussão sobre a
prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama
Magnific
Novas orientações ampliaram acesso à mamografia; INCA estima mais de 78 mil novos casos da doença por ano no país
A
campanha Outubro Rosa amplia, durante o mês, a discussão sobre prevenção e
diagnóstico precoce do câncer de mama. Em Ribeirão Preto, dados da Secretaria
Municipal de Saúde mostram que a doença apresentou a maior mortalidade entre as
neoplasias que atingiram mulheres na última década. A mobilização ganha
relevância também diante das recentes mudanças nas orientações para realização
da mamografia, principal exame de rastreamento. No Brasil, o Instituto Nacional
de Câncer (INCA) estima mais de 78 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.
“O
câncer de mama ainda representa um problema de grande impacto na saúde das
mulheres. O Outubro Rosa tem um papel importante por colocar esse tema em
evidência, ampliar o acesso à informação e lembrar que descobrir a doença em
fases iniciais pode aumentar significativamente as possibilidades de
tratamento”, afirma o oncologista Diocésio Andrade.
A
atenção às mudanças nas mamas e o acompanhamento médico são importantes para
reconhecer possíveis sinais. O nódulo é um dos mais conhecidos, mas não é o
único. Vermelhidão, inchaço ou pele com textura semelhante à casca de laranja,
mudanças no mamilo, secreção anormal e nódulos nas axilas também devem ser
avaliados. A mamografia pode revelar alterações suspeitas antes mesmo que sejam
percebidas ao toque.
As
recomendações para a realização do exame passaram por uma atualização recente.
Em 2025, o Ministério da Saúde ampliou o acesso à mamografia para mulheres de
40 a 49 anos, sob demanda ou por indicação médica.
“Essa
mudança representou um passo importante para favorecer o diagnóstico em
estágios iniciais. Ainda assim, a avaliação deve ser individualizada e
considerar idade, histórico familiar, fatores de risco e características de
cada paciente para definir a conduta mais adequada”, explica Diocésio.
Além
da idade, aspectos hormonais e reprodutivos, alterações genéticas e hábitos de
vida estão relacionados ao risco de desenvolver o tumor. Excesso de gordura
corporal, sedentarismo, consumo de álcool e tabagismo estão entre eles. Manter
uma rotina saudável, com atividade física e controle do peso corporal,
contribui para a prevenção.
Para o oncologista Diocésio Andrade, descobrir a
doença em fases iniciais pode aumentar significativamente as possibilidades de
tratamento.
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